Violência urbana - Luciano Pereira de Carvalho

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11/08/2009

Violência urbana - Luciano Pereira de Carvalho

11/08/2009
Violência urbana - Luciano Pereira de Carvalho

Publicado no Diario de Pernambuco - 11.08.2009

adv.luc@terra.com.br

É estarrecedor, nos dias atuais, o cada vez mais elevado número de atos explícitos de violência urbana. Inclusive em entidades de assistência social. Os marginais estão cada vez mais audaciosos e, mais indiferentes até ao estado social e financeiro das suas vítimas, levados por um irreprimível instinto de agressão. Nos seus raciocínios maldosos mantêm o entendimento da certeza de que as vítimas não dispõem de meios de revide. Inclusive porque estão até impedidas, por lei, de usar armas de fogo como o poder de defesa pessoal. Por isso que as probabilidades a favor dos criminosos são tão altas que o aumento dos crimes chega a parecer simplesmente natural. Diferentemente do que dizia o líder chinês Mao Tsé-tung: "O poder brota do cano de uma arma". Daí porque a reivindicação popular do poder constituído ser ilimitado e irrestrito. Eis que, a situação torna-se ainda mais inaceitável pela insensibilidade do poder estabelecido, como no caso, quando o estado não desempenha a contento, com as suas atribuições constitucionais contra o domínio da violência, na defesa dos interesses da sociedade.

Recentemente três assaltos ocorreram na instituição Rotária denominada "Abrigo Cristo Redentor", situado no Curado, e onde são assistidos 130 idosos. A organização existe desde o ano de 1942 e assegura integralmente aos abrigados toda a assistência médica, fisioterápica, diversão, acompanhamento psicológico e boa alimentação. Para a manutenção do abrigo, as verbas governamentais recebidas, só atingem uma reduzida parcela das despesas mensais ordinárias. Por isso que, a totalidade dos rotarianos do Rotary Clube Recife, contribui para complementação das despesas e promovem sistematicamente com eventos diversos, maneiras de atingir a meta mensal dos gastos corriqueiros. Assim, comemorando anualmente, o "dia do ancião" que recolhe recursos de mantimentos, remédios e roupas para os abrigados. Portanto, inexistindo na instituição sobras de numerários que pudesse justificar osassaltos. Aliás, na última ação criminosa nem dinheiro havia no abrigo. Apenas a dupla de marginais obteve, tão somente, telefones celulares de funcionários e voluntários da casa.

Diante de tudo isso, o constrangimento da decepção pelos danos causados, desestimula os abnegados rotarianos, responsáveis pelo empreendimento social de tal porte, como o Abrigo Cristo Redentor.
 

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