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12/12/2010UNICEF em parceria com OAB-PE lança campanha Por uma Infância Sem Racismo
12/12/2010
Foi lançada, na última sexta-feira (10.12), no auditório da OAB-PE, a campanha Por Uma Infância Sem Racismo. O objetivo da campanha é um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e também da necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.
O evento foi realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com a OAB-PE, Governo do Estado, Prefeitura do Recife, Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e várias outras entidades.
O evento foi realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com a OAB-PE, Governo do Estado, Prefeitura do Recife, Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e várias outras entidades.
Estavam presentes no evento o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano; o coordenador da UNICEF no escritório do Recife, Salvador Soler; o secretário de Saúde do Recife, Gustavo Couto; a assessora do Governo do Estado, Cleuza Pereira; o representante do MPPE, Gilson Barbosa; a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-PE, Anabel Pessoa, além dos demais representantes de entidades sociais e líderes das etnias afros, indígenas, etre outras.
Baseada na idéia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil. A campanha desenvolve um conjunto de estratégias que tem como objetivo rever imaginários e promover mudanças que ajudem a eliminar atitudes discriminatórias, que, por gerações, vêm exercendo efeitos danosos na formação e afirmação da identidade da criança e do adolescente indígenas, negros e brancos.
“A OAB de Pernambuco se sente orgulhosa em receber todas essas entidades. A Ordem tem um papel de lutar por uma sociedade mais justa, sem racismo e sem discriminação. Vamos apoiar e divulgar esse importante projeto”, destacou o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano. Mais informações podem ser obtidas no site www.infanciasemracismo.org.br.
ESTATÍSTICAS:
- No Brasil vivem 57 milhões de crianças e adolescentes, sendo 31 milhões de crianças negras e cerca de 100 mil crianças indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
- 54,5% das crianças são negras ou indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
- 65% das crianças pobres são negras (IBGE/PNAD, 2009).
- 26 milhões de crianças brasileiras vivem em famílias pobres. Dessas, 17 milhões são negras (IBGE/PNAD, 2009).
- A taxa de mortalidade infantil (até um ano de vida) entre crianças indígenas é de 41,9 óbitos para cada mil nascidos vivos (Funasa/2009). A taxa nacional de mortalidade infantil foi de 19 óbitos para cada mil nascidos vivos (Ripsa, 2007).
- Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras e 190 mil são brancas (IBGE/PNAD, 2009).
- 62% das crianças fora da escola, na faixa de 7 a 14 anos, são negras (IBGE/PNAD, 2009).
- Os adolescentes negros têm 2,6 vezes mais chances de serem assassinados em comparação aos adolescentes brancos, nas cidades com população acima de 100 mil habitantes (IHA – Índice de Homicídio na Adolescência (UNICEF/LAV/UERJ/SDH-SPDCA/Observatório de Favelas – Sobre dados do SIM/DATASUS – MS. 2006).




