Sousa, Paraíba, Brasil - Carlos Carvalho

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04/03/2010

Sousa, Paraíba, Brasil - Carlos Carvalho

04/03/2010
Sousa, Paraíba, Brasil - Carlos Carvalho

Publicado no Diario de Pernambuco - 04.03.2010

arthur_carvalho7@hotmail.com

Tomei o primeiro contacto com a Paraíba pela música de Sivuca ao ouvir Feira de mangaio, devidamente acompanhada por aquele enigmático instrumento de sons, mil sons, que não necessitava, ou dispensava, intérprete. Tinha é claro, porém, ouvindo uma só vez, tudo ficava imediatamente registrado, leia-se música e voz.

Jachson do Pandeiro veio em seguida e na década de 80 os Ramalho. Por fim, o irrequieto Chico César que vi e ouvi acompanhado da orquestra de cordas do Estado da Paraíba. Se o céu existe, certamente, teremos lá uma sinfônica com os mais diversos instrumentos, executando tudo de bom que já foi e será composto.

José Lins do Rego e Augusto dos Anjos passaram com textos impressionantes, como a obra de Ariano Suassuna, pelas leituras antes de adormecer. Vida que segue...

Se me aproximei pela música, fui trabalhar como advogado nas diversas comarcas daquele estado, nas quais, para minha sorte, sempre tive contatos respeitosos com as diversas pessoas, de João Pessoa a São José do Rio do Peixe pra lá do sertão do estado.

A vida política da Paraíba esteve entre as minhas curiosidades. Apenas dois episódios navegavam em minha memória, o primeiro sempre foi o do assassinato do candidato paraibano a presidente da República aqui no Recife, e o segundo foi a tentativa de assassinato perpetrada por Ronaldo Cunha Lima.

No nosso escritório, na sala de meu pai, no mês de janeiro passado, a conversa foi interrompida pela entrega do livro sobre a História Política dos últimos 50 anos da cidade de Sousa, de Paulo Gadelha.

Tomado de curiosidade, letras de bom tamanho, papel e impressão de ótima qualidade, passei a folheá-lo e imediatamente comecei sua leitura, para conhecimento dos fatos.

Estava, portanto, travando conhecimento da história política econômica da cidade de Souza, das famílias que governaram a cidade, participaram da construção do estado e, consequentemente, da nação.

Em texto enxuto e agradável, o autor trás para o leitor muito mais do que a históriapolítica da Paraíba, trás a verdadeira identidade do povo paraibano e pelo que entendi, uma enorme vocação para a união, o trabalho e a edificação de um estado fraterno. No livro não existe um ataque, nenhuma queixa. É um livro limpo que ressalta e ressalva as qualidades dos que trabalharam pelo e para o povo.

Espero que um dia esse espírito público vença aqui em Pernambuco. Parabéns Paulo Gadelha.
 

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