Prática aperfeiçoa ensino - Lúcia Noya Galvão

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14/01/2010

Prática aperfeiçoa ensino - Lúcia Noya Galvão

14/01/2010
Prática aperfeiçoa ensino - Lúcia Noya Galvão

Publicado na Folha de Pernambuco - 14.01.2010

Alguns anos atrás, mas precisamente no final do século passado, havia uma oferta menor de cursos de graduação e de pós-graduação, bem como de instituições de ensino superior. A cada dia novas escolas superiores são abertas e novos cursos são oferecidos. Resultado a qualidade do ensino está diminuindo, com alunos insuficientemente preparados e professores ainda sem a devida capacitação, pois todos eles encontram disponibilidade de vagas, uns para obterem os “canudos de papel” e outros para colocarem na prática os poucos conhecimentos que receberam.

Recentemente, participei do 4º Encontro Estadual de Jornalistas em Assessorias de Comunicação, realização do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Pernambuco, e na pequena  mensagem que proferi na abertura da atividade, chamei atenção que na área de Comunicação Social, nas suas habilitações de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo, os estudantes que as concluem e pretendem ensinar fazem um curso de pós-graduação latu-sensu (especialização), seguindo logo para fazer disciplinas isoladas ou concorrem para seleção de curso de pós-graduação strictu sensu (Mestrado).

Resultado, com documentação acadêmica exigida, as escolas particulares podem ter um percentual de professores apenas graduados, outro com especialização, outro com Mestrado e ainda um menor com Doutorado (geralmente os que o fazem se submetem a concursos oferecidos pelas universidades federais), mas sem nenhuma experiência profissional vão ensinar e pasmem disciplinas técnicas, específicas, para formação dos futuros comunicadores sociais, sejam eles publicitários, relações públicas ou jornalistas.

Desde setembro de 2001, que ensino na Escola Superior de Marketing, dando aulas nos cursos de Administração, na habilitação de Marketing, e em Comunicação Social, na habilitação em Publicidade e Propaganda. Anteriormente, fui professora da Universidade Católica de Pernambuco, dando aulas no curso de Comunicação Social, nas habilitações de Jornalismo e de Relações Públicas, e da Associação de Ensino Superior de Olinda, também no curso de Comunicação Social, nas habilitações de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda.

Em todas minhas atividades docentes só ministrei disciplinas específicas, técnicas, na área de  impresso da habilitação de Jornalismo do curso de Comunicação Social, pois minhas experiências profissionais foram no Jornal do Commercio e no Diário de Pernambuco, na Secretaria de Imprensa do Estado de Pernambuco e em outras assessorias de imprensa e de comunicação.

Faz pouco tempo uma ex-aluna minha que orientei no Projeto Experimental do curso de Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda, da ESM, após a graduação, fez uma especialização e queria se inscrever para um Mestrado. Perguntou minha opinião e franca como sou, os que me conhecem sabem disto, orientei-a para trabalhar na sua área e só depois de atividades profissionais realizadas partisse para fazer o Mestrado.

É importante que o estudante pergunte ao professor sobre sua futura profissão e receba resposta correta e não aquilo que o mestre tenha lido. Seria bom que o Ministério da Educação fiscalizasse os cursos e as instituições, analisando os currículos dos docentes, a fim de que a qualidade do ensino e do aprendizado melhorasse um pouco. A comunidade só tem a agradecer quando seus profissionais melhorarem seus níveis de atuação em todos os campos do saber humano.

Em tempo: mais uma vez quero parabenizar a equipe de ilustração da FOLHA DE PERNAMBUCO, pois no meu penúltimo artigo publicado saiu uma reprodução de uma fotografia de Edna Lúcia Pessoa Maciel, a quem eu prestava um tributo a sua memória.

 
 

 

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