Polícia apresenta inquérito do assassinato da advogada Severina Natalícia da Silva

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14/03/2014

Polícia apresenta inquérito do assassinato da advogada Severina Natalícia da Silva

14/03/2014
Polícia apresenta inquérito do assassinato da advogada Severina Natalícia da Silva
A Polícia Civil (PC) de Pernambuco apresentou na tarde da quinta-feira, dia 13, a conclusão do inquérito sobre o assassinato da advogada Severina Natalícia da Silva. Denominada de “Themis” – uma referência a Deusa da Justiça –, a operação resultou, no final de janeiro último, na prisão dos três acusados de envolvimento no desaparecimento e homicídio da advogada Severina. Desde então, Jaermeson Jacinto Pereira, conhecido como “Jajá”; Jaemerson de Assis Pereira, cujo codinome é “Jajá Galego”; e Valdomiro Francisco dos Santos; encontram-se detidos na Cadeia Pública de Bezerros, no Agreste pernambucano – onde foram autuados como suspeitos do crime –, cumprindo ordem de prisão temporária. A advogada Severina Natalícia da Silva desapareceu no dia 05 de dezembro do ano passado e foi encontrada morta, um mês depois, perto de um canavial no município de Água Preta, Zona da Mata Sul do Estado, sendo sepultada no distrito de Encruzilhada de São João, em Bezerros, onde morava e foi vista com vida pela última vez. Com base nas investigações, a polícia acredita que a advogada foi assassinada já no dia 05 de dezembro. Realizada pela 3ª Divisão de Homicídios do Agreste (DINTER 1), a investigação revela que Jajá, o principal suspeito de planejar o crime, estava envolvido em uma disputa judicial da herança do pai quando houve um conflito de interesses entre ele e a advogada Severina. Segundo o delegado Bruno Vital, responsável pelo inquérito, o pai do suspeito teria falecido em 2012 e deixou uma pensão, um carro e um seguro de vida. A herança era disputada pela mãe de Jajá e por outra ex-mulher do pai dele, representada na Justiça por Severina Natalícia da Silva. Detalhes do inquérito policial estão consolidados em 780 páginas, distribuídas em três volumes. Cerca de 40 testemunhas foram ouvidas, durante os 95 dias da investigação. Foram solicitadas oito perícias técnicas e feitas diligências em oito municípios do Agreste e Mata Sul do Estado. A polícia apreendeu dez armas de fogo e dois carros. Apesar dos indícios, os acusados negam o delito. Se condenados pelos crimes de homicídio, sequestro, associação criminosa, ocultação e destruição de cadáver, eles devem pegar até 39 anos de prisão, cada. Durante a coletiva de imprensa, coordenada pelo chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Osvaldo Morais; a vice-presidente da OAB-PE, Adriana Rocha Coutinho, elogiou o empenho da polícia e disse esperar que a justiça seja concluída. Ela também lamentou a tragédia e ressaltou que a Ordem fará uma homenagem à Severina Natalícia da Silva – que morreu em função de cumprir com o seu dever legal –, dando o nome dela à Sala dos Advogados, instalada na Central de Plantões da Capital da Polícia Civil. Também participaram da coletiva, o secretário geral da OAB-PE, Sílvio Pessoa de Carvalho Júnior; o presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas do Advogado da OAB-PE, Maurício Bezerra Alves Filho, que acompanha as investigações do caso, desde o início, juntamente com o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, e a direção da Subseccional da OAB Caruaru; e o conselheiro Denivaldo Batista.
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