OAB-PE garante apuração rigorosa do assassinato de advogada

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01/07/2009

OAB-PE garante apuração rigorosa do assassinato de advogada

01/07/2009
OAB-PE garante apuração rigorosa do assassinato de advogada
O presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, obteve hoje do delegado-chefe da Polícia Civil, Dr. Manoel Carneiro, a nomeação da delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Silvana Lelys, para apurar com o maior rigor e celeridade o brutal assassinato da advogada Karina Lígia Cruz Amorim, 40 anos, ocorrido hoje pela manhã no município de Igarassu.  A designação atendeu a um pedido do presidente da OAB-PE feito a Carneiro logo após o crime.  

A advogada estava em seu escritório – em Cruz de Rebouças, no município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife -, quando um homem chegou perguntando por ela e dizendo-se seu cliente. Karina se apresentou e o suspeito deu um tiro na cabeça dela, fugindo em seguida. Além de acionar a Polícia Civil, Asfora também já designou o advogado e presidente da Promotoria de Assistência, Defesa e Prerrogativas da OAB-PE, Maurício Bezerra, para acompanhar o caso a partir da instalação do inquérito.

Esse é o quinto caso de assassinato de advogados pernambucanos ocorridos somente este ano. Foram vítimas destes homicídios:

Manoel Bezerra de Mattos – morto em 24 de janeiro, na praia de Acaú, na Paraíba, por homens encapuzados;

Antonio Augusto de Barros - executado em 29 de janeiro, em um lava-jato em Lagoa de Itaenga, Mata Norte;

Luiz Antônio Esteves de Brito - assassinado a tiros em seu escritório no município de Arcoverde;

José Marcos Carvalho Filho – morto nas proximidades da sua casa, em Olinda, no dia 4 de março de 2009.

Em todos os casos, a OAB-PE também designou um membro da Promotoria para acompanhar a investigação e o processo. Somente o inquérito da morte de Manoel Matos é que já foi concluído e o processo judicial contra os acusados iniciado. Além disso, a Procuradoria Geral da República também encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) – a partir de uma solicitação feita pela OAB-PE - o pedido de federalização desse processo. No entanto, os outros três homicídios ainda não tiveram o seu inquérito concluído, mesmo que, em relação à morte de Luiz Antônio Esteves de Brito, já exista até retrato falado do assassino. “O direito de defesa é um princípio garantido na Constituição, mas essa seqüência de crimes inibe o exercício profissional do advogado. Esse é o segundo caso de assassinato dentro das instalações de um escritório de advocacia em 2009”, ressaltou Asfora.

“Encaminhamos ofícios ao governo do Estado e ao nosso Conselho Federal da OAB com objetivo de garantir não só a apuração rígida e célere desse crime, mas também para que não haja qualquer risco de impunidade. É preciso que o Estado mostre claramente que não vai mais tolerar essa banalização da violência. Essa rotina de assassinatos é insustentável”, concluiu o presidente da OAB-PE.

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