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02/10/2010O povo vai vibrar! A perenização do Paraíba neste ano! - Fernando Valença
02/10/2010
farleszero@yahoo.com.br
Do Recife-PE. Sou do século passado, mas não tão velho que não acredite em mais nada! Quem me conhece e acompanha o que digo, escrevendo e falando, há mais de 40 anos, sabe que nutro esperança de ver coisas boas sucederem, em favor de nosso povo.
Refiro-me, no plano das relações sociais, às carências maiores tipo "o Flagelo da Seca"no 'Polígono' dela em geral, agravada como é no semi-árido do Nordeste Setentrional. Se o leitor não é sertanejo, é justo que eu explique: é a área dos sertões e Cariris: principalmente no centro-oeste dos estados de PE, PB, RN e CE. Fui criado no mais seco deles, o da Paraíba! Era criança de uns seis anos: lembro-me de ter visto animais domésticos e até silvestres (! ), mortos..., de fome e de sede. Pior: a lembrança de ter visto um homem, agricultor, dentro de uma rede, morto... de fome e de sede, dói mais hoje: dois pobres sertanejos o carregavam, com um longo pau sobre os ombros, para ser enterrado no cemitério do então lugarejo, Caraúbas! Menino, aquilo não me emocionou, mas hoje, é quase impossível evitar as lágrimas..., de dor, principalmente quando falando e até escrevendo a respeito, como agora...
Migrei de lá, mas voltei. Muita coisa mudou menos a carência de chuvas que é a causa principal da seca e não compete ao homem erradicá-la! No máximo pode combatê-la, como o quis D. Pedro II. Que, em meados do século 19, ordenou ao Engº Tristão Franklin Alencar de Lima, que estudasse como utilizar as águas do Rio São Francisco, para aliviar o padecimento das pessoas e da natureza (plantações e animais), motivo das lágrimas dele, em público, ao ouvir a leitura do relatório que recebera. Foi a origem do Projeto São Francisco que, desde o Brasil Império até agora, não fora implantado; porém, diz a história desse fato, sucessivos governos do Brasil determinaram pesquisas, viagens ao exterior, etc., de técnicos, para conhecerem meios capazes de combater com eficácia o perverso fenômeno climático da seca. Tanto que, quando Epitácio Pessoa, nordestino, assumiu a Presidência da República, determinou a construção de "N" barragens (centenas de açudes) e milhares de perfurações (água subterrânea), que redundaram em mais uma frustração: "trombas d'água" destruíram todas as barragens e ocorre que a água do nosso subsolo é, sabe-se agora, pouca e muito ruim. Tentaram dessalinizar água do mar e até bombardear nuvens com derivados de sódio: fracassos caríssimos! E tome estudos até que, recentemente, o nordestino Aluízio Alves "atracou-se" com o Projeto S. Francisco: queria implantá-lo. Depois, no governo passado, o senador Fernando Bezerra chegou a marcar data para iniciar as obras, mas não o fez... Era preciso que o povo elegesse um "pau de arara" dos mais simples, o "brejeiro" que o mundo inteiro admira, a quem não conheço e que jamais respondeu a nenhum dos apelos que lhe fiz via e.mail's e por jornais, (o último, no dia 31 agosto 2010)! Não faz mal; o que eu quero de S. Exa. é que cumpra o dever de servir ao povo em geral e aos caririzeiros do semi árido, em particular e honre sua palavra de fazer "a Transposição na marra"; Promessa sua. Tudo isso, meu caro leitor, escrevi agora porque estou muito contente! A revista Veja, nº 36, de 8/9/10, na página 64, destaca a notável notícia que me proporcionou muita alegria, esta: "Governo. A Transposição como grand finale! Não é segredo para ninguém que Lula pretende inaugurar obras até o último dia de seu mandato. Qual seria o grande evento de seu governo? No Palácio do Planalto, a aposta é o eixo leste da Transposição do Rio São Francisco".
Portanto, quero que entendam isso: o Rio Paraíba vai mesmo ser perenizado neste ano, porque para operar aquele milagre, o Exército brasileiro irá, tenho certeza, corresponder ao pedido de Sua Excelência o presidente da República que terá a melhor oportunidade de sua vida: garantir água ao semi árido do Nordeste Setentrional, tendo o Exército a ajudar, combatendo a seca que castiga a autoridade maior de ambos, o povo, que é pai e mãe de todos: do Exército, do governo e detodos nós.
