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22/02/2011O poder do povo - Luciano Caldas Pereira de Carvalho
22/02/2011
Publicado no Diario de Pernambuco - 22.02.2011
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Os últimos acontecimentos envolvendo países islâmicos, com enfrentamento à governos ditatoriais e opressivos vêm comprovar, em última análise, o ´Poder do Povo`. E, às vezes, como acontece agora no Egito, quando essas sociedades até então submissas e tementes em demonstrar quaisquer iniciativas de protestos à opressão e à pobreza são tomadas por corajosas e até agressivas atitudes. E, como sempre, passam a usar a praça pública, que sempre foi o local que se tornou até, no símbolo dos acontecimentos políticos da história das revoluções populares. Notadamente por movimentos libertários, como é o caso. Isso tudo fortalecido por um recém-adquirido fervor cívico. E o mais importante concorrendo para a substituição de governantes ilegítimos diante da lei, ou até de outras fontes dos direitos individuais. A sistemática sempre ocorreu em todos os acontecimentos populares anteriores e tão importantes como os de agora.
Essas características sempre foramverificadas em todas as revoltas, contra as restrições à liberdade plena. Exemplo típico desse sentimento se encontra estampado na revolução francesa. Quando o povo se insubordinou contra os privilégios de um poder imperial destronando a Coroa e a realeza do país. E isso sabemos todos nós, sempre foi devido ao descaso para os direitos e os interesses da população. Principalmente - no que tangia às restrições as liberdades individuais. Já a Rússia quando ainda governada pelo czarismo, era palco de um dos mais violentos e opressivos regimes políticos, na época. Tais como, a integral censura à liberdade de expressão e a manutenção cada vez mais assoberbada da pena de morte. E, como não poderia deixar de ser - tendo em vista a história das revoltas populares contra poderes ditatoriais, em 1917, o Czar foi derrubado, instalando-se, de logo um governo provisório, através do qual foi abolida, a censura à imprensa e, a pena de morte por crimes políticos.
Diante de tudo isso, o universo, em todas as suas regiões e fronteiras tem consciência do poder do povo.
