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15/06/2011O Instituto e a Academia - Roque de Brito Alves
15/06/2011
Publicado no Diario de Pernambuco - 15.06.2011
1 – Em uma síntese histórica, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano e a Academia Pernambucana de Letras são, em nossa opinião, duas instituições como duas irmãs siamesas na defesa e manutenção da melhor tradição da cultura pernambucana, a Academia fundada em 26 de janeiro de 1901, com 110 anos de existência, o Instituto vai completar 150 anos em 2012, fundado em 28 de janeiro de 1862, em um salão do Convento do Carmo, no Recife, onde funcionava a Biblioteca Pública. Os seus fundadores foram Joaquim Pires Machado Portela, José Soares de Azevedo, Antonio Rangel de Torres Bandeira, Antonio Vitruvio Pinto Bandeira Acioli Vasconcelos e Salvador Henrique de Albuquerque, com vários outros nomes (vinte e sete) assinando a sua ata de fundação como “sócios instaladores” e já nos primeiros meses foram admitidos outros sócios efetivos, entre os quais destaca-se o Monsenhor Francisco Muniz Tavares que foi seu primeiro presidente estatutário.
2 – Historicamente a prova da grande união entre as duas instituições culturais é que Carneiro Vilela que foi o principal fundador da Academia, em 1901, era um sócio efetivo do instituto e também entre outros fundadores da Academia figuras como Gervásio Fioravante, Alfredo de Carvalho, Sebastião Galvão, Pereira da Costa, etc. eram sócios do Instituto. Ainda, no passado, Mário Melo foi secretário perpétuo do Instituto e também da Academia.
3 – Por outra parte, evidenciando a grande relação entre as duas instituições, durante cerca de 70 anos a Academia funcionou no mesmo prédio que atualmente é a sede do Instituto na Rua do Hospício e somente em 1971 é que a Academia instalou-se na sua magnífica mansão da Avenida Rui Barbosa, no solar de estilo neoclássico que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, com valiosas obras de arte em suas sedes. Ambas enfrentaram e ainda enfrentam várias dificuldades em sua existência, muitas atualmente superadas pela dedicação dos seus membros.
4 – Sem dúvida, as duas instituições mais que centenárias têm cumprido o seu papel cultural, a Academia mais dirigida ainda predominantemente (não exclusivamente) para sua finalidade literária e o Instituto como referencial na pesquisa histórica, sobretudo em termos de Pernambuco, com a rica (em quantidade e qualidade) documentação e completa biblioteca que são indispensáveis para a citada finalidade.
5 – O autor destas linhas sente-se muito honrado em ter sido eleito, por unanimidade, como membro destas duas instituições centenárias que são motivo de orgulho da cultura pernambucana.
