Novos juízes assistem palestra sobre as prerrogativas dos advogados
15/01/2015

Na da quinta-feira, dia 15, o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, proferiu palestra no Curso de Formação Inicial de Magistrados, promovido pela Escola Judicial. Convidado pelos dirigentes da Escola, Diretor desembargador Ricardo Paes Barreto e Vice-Diretor desembargador Stênio Neiva, o presidente falou das prerrogativas inerentes às funções essenciais à Justiça.
Vice-diretor da Escola Judicial de Pernambuco, o desembargador Stênio Neiva, eleito na vaga da OAB por meio do dispositivo do Quinto Constitucional, abriu os trabalhos dando as boas-vindas ao presidente Pedro Henrique. Quem também proferiu palestra foi o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE, João Olímpio.
“O juiz tem a nobre missão de fazer Justiça o que exige conhecimento, discrição, responsabilidade e humildade”, destacou Pedro Henrique ao falar sobre a esperança depositada pela advocacia nessa nova turma de juízes. Ele também chamou a atenção para a responsabilidade da atuação do magistrado. “Decidir entre o que é justo e o que é bom demanda muita racionalidade. Às vezes, para fazer aquilo que é bom, você estará abrindo mão do que é certo, desconsiderando os efeitos econômicos e sistêmicos da decisão, para alívio da consciência individual do julgador, mas em prejuízo de toda uma coletividade”, afirmou.
Pedro Henrique também falou sobre a histórica e atuação da OAB desde seus primórdios e destacou a importância de não esquecer o passado. “É fundamental que a Ordem e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) façam um trabalho de resgate da memória destas instituições. A atuação de órgãos como estes remontam a história da democratização e dos avanços civilizatórios do Brasil”, destacou.
Em seguida o Conselheiro e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PE, João Olímpio Mendonça, proferiu palestra abordando a relação juiz-advogado e expondo a experiência de casos práticos.
A Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco tem a finalidade de realizar cursos oficiais para o ingresso, a formação inicial e o aperfeiçoamento de magistrados e servidores do Judiciário estadual, observando-se a orientação da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).