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06/12/2009Nosso trânsito: caos - Manoel Fernandes Maia
06/12/2009
Publicado na Folha de Pernambuco - 06.12.2009
O trânsito de Recife é caótico.
Suas avenidas e ruas esburacadas.
Em dias de chuvas, intransitáveis.
Consertos de órgãos públicos ou empresas terceirizadas em horários inconvenientes. Deveriam ser feitos a noite, em turmas sem parar, como nos países mais adiantados do mundo.
Quando se abre para passar uma tubulação de água, esgotos e etc..., a obra nunca acontece no seu devido tempo, não se tem sinalização adequada, acarretando filas de veículos enormes.
Sinais eletrônicos em locais muitas vezes desnecessários criam um comércio de multa contra o motorista.
O taxista, que vive de passageiros e consequentemente do trânsito, é o profissional mais afetado e estressado.
Não sabemos os nomes dos ôtécnicosö que julgam os recursos de nossas multas, não interessa se o motorista avançou a faixa de pedestre para dar passagem a uma ambulância, ou se tinha alguém no carro se sentindo mal. Nestes casos, juntando um atestado do médico ou mesmo do hospital em sua defesa, não acreditam. O principio prevalece, ao inverso da lei, que todos são culpados até que se prove o contrário. Quem julga, até na suprema corte, dialoga, dá a oportunidade de defesa até com testemunhas, coloca em votação em turmas de três ministros ou em plenário, a imprensa tem acesso, assistimos ao vivo. Já nossos “ministros do tráfego” julgam às escondidas. Tudo que é feito escondido está sujeito a dúvidas! Não adianta o argumento de que outras cidades são iguais a nossa. Está errado.
Lombadas em vários locais nem sempre sinalizadas.
Moradores de rua fazem lombadas em frente a sua residência sem pintar, surpreendendo que dirige.
Falta conservar a pintura nas faixas de pedestre, em meios-fios, em locais onde se tem a preferência e demais que exigem uma melhor visão para o motorista.
Falta sinalização, o visitante reclama disto.
Motoqueiros em alta velocidade fazem manobras entre os carros. Não saio um só dia para não ver um acidente, imagine quantos ocorrem na cidade e quantas pessoas perdem a vida.
Uma lei corretíssima, para punir os que dirigiam com um teor de álcool acima do permitido, foi relaxada.
A autoridade de tráfego que está na rua, diga-se de passagem, é pouca. Com uma caderneta na mão, em pontos ôestratégicos” só faz multar.
Nos sinais, pessoas vestidas de palhaço, pernas de pau, tochas de fogo, malabaristas, um verdadeiro circo. Outras, com tiras de bombom deixando pendurado no vidro retrovisor, passam correndo para recolher o dinheiro ou o produto.
Água é sacudida nos vidros dos carros. O motorista, se não aceitar a ôlimpezaö e não der algum dinheiro, fica ameaçado.
Gente que, para ganhar um trocado, distribui os mais diversos folhetos. E trancafiados, os motoristas tem medo de abrir o vidro.
Assim como eu, a grande maioria dos meus familiares e amigos foi assaltada, com armas de fogo, facas, canivetes, pedaços de vidros. O pior é que isto ocorre em locais mais do que conhecidos, denunciados pela imprensa, e não vemos a mínima providência. Só quando morre alguém conhecido, mandam um carro policial que passa algumas semanas no local, só para dar uma satisfação, mas depois desaparece.
O mais degradante mesmo é a abordagem em sinais de trânsito de pessoas, velhos deficientes, jovens e meninos cheirando cola, mulheres com crianças famintas nos braços muitas vezes alugadas.
Apenas uma minoria privilegiada pode ter carros blindados, já que o preço de uma blindagem custa o mesmo ou até mais que um carro popular. Fui contar isto a amigos no Canadá e não acreditaram, pois as autoridades e homens de negócios canadenses não usam.
Só com reformas profundas é que se pode melhorar, e isto leva anos. Mas o fato existe hoje, afugentando turistas, e trazendo uma indignação de pessoas de outras cidades do país, que, com políticas adequadas, minimizaram em muito os problemas aqui levantados.
Sinceramente, conheço grande maioria das capitais do país e só vejo isto nestas proporções em nossa cidade.
Temos a lamentar a semelhança da nossa pobreza e tráfego com Nova Delhi, capital da tão em moda Índia.
Em dias de chuvas, intransitáveis.
Consertos de órgãos públicos ou empresas terceirizadas em horários inconvenientes. Deveriam ser feitos a noite, em turmas sem parar, como nos países mais adiantados do mundo.
Quando se abre para passar uma tubulação de água, esgotos e etc..., a obra nunca acontece no seu devido tempo, não se tem sinalização adequada, acarretando filas de veículos enormes.
Sinais eletrônicos em locais muitas vezes desnecessários criam um comércio de multa contra o motorista.
O taxista, que vive de passageiros e consequentemente do trânsito, é o profissional mais afetado e estressado.
Não sabemos os nomes dos ôtécnicosö que julgam os recursos de nossas multas, não interessa se o motorista avançou a faixa de pedestre para dar passagem a uma ambulância, ou se tinha alguém no carro se sentindo mal. Nestes casos, juntando um atestado do médico ou mesmo do hospital em sua defesa, não acreditam. O principio prevalece, ao inverso da lei, que todos são culpados até que se prove o contrário. Quem julga, até na suprema corte, dialoga, dá a oportunidade de defesa até com testemunhas, coloca em votação em turmas de três ministros ou em plenário, a imprensa tem acesso, assistimos ao vivo. Já nossos “ministros do tráfego” julgam às escondidas. Tudo que é feito escondido está sujeito a dúvidas! Não adianta o argumento de que outras cidades são iguais a nossa. Está errado.
Lombadas em vários locais nem sempre sinalizadas.
Moradores de rua fazem lombadas em frente a sua residência sem pintar, surpreendendo que dirige.
Falta conservar a pintura nas faixas de pedestre, em meios-fios, em locais onde se tem a preferência e demais que exigem uma melhor visão para o motorista.
Falta sinalização, o visitante reclama disto.
Motoqueiros em alta velocidade fazem manobras entre os carros. Não saio um só dia para não ver um acidente, imagine quantos ocorrem na cidade e quantas pessoas perdem a vida.
Uma lei corretíssima, para punir os que dirigiam com um teor de álcool acima do permitido, foi relaxada.
A autoridade de tráfego que está na rua, diga-se de passagem, é pouca. Com uma caderneta na mão, em pontos ôestratégicos” só faz multar.
Nos sinais, pessoas vestidas de palhaço, pernas de pau, tochas de fogo, malabaristas, um verdadeiro circo. Outras, com tiras de bombom deixando pendurado no vidro retrovisor, passam correndo para recolher o dinheiro ou o produto.
Água é sacudida nos vidros dos carros. O motorista, se não aceitar a ôlimpezaö e não der algum dinheiro, fica ameaçado.
Gente que, para ganhar um trocado, distribui os mais diversos folhetos. E trancafiados, os motoristas tem medo de abrir o vidro.
Assim como eu, a grande maioria dos meus familiares e amigos foi assaltada, com armas de fogo, facas, canivetes, pedaços de vidros. O pior é que isto ocorre em locais mais do que conhecidos, denunciados pela imprensa, e não vemos a mínima providência. Só quando morre alguém conhecido, mandam um carro policial que passa algumas semanas no local, só para dar uma satisfação, mas depois desaparece.
O mais degradante mesmo é a abordagem em sinais de trânsito de pessoas, velhos deficientes, jovens e meninos cheirando cola, mulheres com crianças famintas nos braços muitas vezes alugadas.
Apenas uma minoria privilegiada pode ter carros blindados, já que o preço de uma blindagem custa o mesmo ou até mais que um carro popular. Fui contar isto a amigos no Canadá e não acreditaram, pois as autoridades e homens de negócios canadenses não usam.
Só com reformas profundas é que se pode melhorar, e isto leva anos. Mas o fato existe hoje, afugentando turistas, e trazendo uma indignação de pessoas de outras cidades do país, que, com políticas adequadas, minimizaram em muito os problemas aqui levantados.
Sinceramente, conheço grande maioria das capitais do país e só vejo isto nestas proporções em nossa cidade.
Temos a lamentar a semelhança da nossa pobreza e tráfego com Nova Delhi, capital da tão em moda Índia.
