Mais Direitos, Menos Zika: OAB-PE e ONU abordam os direitos reprodutivos das mulheres
10/10/2016

Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), organismo da ONU responsável por questões populacionais, a Comissão da Mulher da OAB-PE (CMA) promoveu nesta segunda (10) o seminário “Mais Direitos, Menos Zika”. Á frente do evento, a presidente da CMA, Fernanda Maranhão, recebeu o representante da UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, para discutir os direitos de reprodução das mulheres afetadas pela epidemia do zika vírus.
Importantes questões foram tratadas durante o encontro, que teve espaço no auditório da OAB-PE. Entre as discussões abordadas nos painéis temáticos, a importância do fortalecimento do direito das mulheres em planejar a gravidez. A proposta é receber as demandas apresentadas e encaminhá-las de modo a transformar este material em novos processos de trabalho. A iniciativa também trabalha o fortalecimento do tema nas comunidades, trazendo questões como a informação e a comunicação.
A programação reuniu operadores do direito, governo, sociedade civil organizada e o movimento de mulheres afetadas pela epidemia, incluindo mães de crianças com microcefalia e outras doenças e agravos da síndrome congênita ligada ao zika. Também presentes no encontro a representante da Aliança das Mães de Famílias Raras, Pollyana Dias; da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco, Camila Pimentel; da secretária estadual de saúde, Olímpio Moraes; da secretaria executiva de saúde de Jaboatão, Antônio Andrade; e a secretária da mulher de Pernambuco, Silvia Cordeiro.
“As mulheres atingidas pela epidemia do zika vírus são hoje a face mais visível da dependência dos avanços sociais”, destacou o representante da UNFPA, Jayme Nadal. “Estamos dando um passo importante em direção ao reconhecimento dos direitos reprodutivos, do direito da mulher decidir se quer ou não engravidar”, afirmou. A presidente da CMA, Fernanda Maranhão, pontuou a importância das instituições permanecerem estimulando o debate. “Desta forma estamos colaborando na construção de respostas para esta epidemia”, concluiu.