Lições e advertências sadias - Nilzardo Carneiro Leão

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01/07/2011

Lições e advertências sadias - Nilzardo Carneiro Leão

01/07/2011
Lições e advertências sadias - Nilzardo Carneiro Leão
Publicado na Folha de Pernambuco - 01.07.2011

Do que nasce da inteligência do homem e chegado ao nosso conhecimento com determinado objetivo, pode servir e ser utilizado por cada um de nós como autênticas lições de vida e advertências para nosso viver com outro e para os outros. Ninguém vai desconhecer que dentro do sistema político e econômico atual, os bancos são instituições financeiras, que têm sua base no lucro, daí, o desdobramento para outras atividades, sociais, suportes esportivos, de cultura, etc.

Vejam-se as lições que podem ser tiradas da propaganda feita por um banco, que nem parece ter origem em instituição aparentemente fria e insensível como a atividade lucrativa. Quantas advertências e lições validas podemos usar e passar para outros:
“Crie filhos em vez de herdeiros.”

Veja-se a advertência salutar feita aos pais, para fornecer aos filhos uma educação que não seja apenas consumista ou que tenha por objeto deixar bens materiais como herança. Importante é conferir aos filhos valores éticos válidos e padrões morais de comportamento. Será uma riqueza muito maior do que a de ordem material. 

“Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.”

A advertência, aparentemente inocente, tem enorme significação na sua brejeirice: o amealhar, o só economizar, o negar momentos amenos e tranquilos da vida, só para querer mais e mais dinheiro e posse de bens, não trará a felicidade plena e total do existir. Está dito, já, na Bíblia, que deve haver tempo para tudo, para juntar honestamente e para o gozar o que foi ajuntado, para sentir a vida também nas coisas tolas, do  usar o tempo com  amenidades.
“Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.”

Aqui, a imagem bem feita para que não deixemos que as obrigações e deveres tornem o homem incapaz de ver o mundo através de sonhos, de sentir suas cores, conviver com o que a natureza oferece e de onde podemos tirar tão variadas lições.

Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e negá-las a quem você ama.”

Não é que devamos escrever poemas, declarações de amor (às vezes copiadas de livros), sem qualquer sentimento. Vale muito mais um olhar, um dar as mãos, uma simples flor. Tratar com respeito vale muitas vezes como uma declaração de renda.

“Por que as semanas demoram tanto e os anos passam rapidinho?”
A advertência é clara: quando você se esgota em cada dia da semana, esta, ao final, já é desejada para o descanso. E nem há lembrança de que ela integra o relógio do tempo, que é o mesmo para tudo e para todos. Não faz lembrar o ano só para o gozo de férias, festas, o aniversário ou marcar a perda da pessoa amada... E a semana, Ah, a semana, é o trabalho, o trabalho, o trabalho...

“Trabalhe, trabalhe. Mas não esqueça, vírgulas significam pausas.”
Eis a grande advertência: trabalhar, sim, com ética e honestidade, mas guardar um tempo para se desligar dele. Nem o trabalho, nem os problemas, sairão do lugar.

E eis as lições finais: se todos assim procedermos seremos promovidos a melhor amigo (a), amoroso pai ou mãe, melhor filho (a), mais atento namorado (a), o verdadeiro marido, a incomparável esposa, um leal e real irmão (ã). A advertência final: 
Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.”

Mesmo para quem já trouxe longa caminhada no viver a vida, nunca é tarde para, com humildade, receber tão sábias lições e advertências.
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