JK 55 - João Bosco Tenório Galvão

Notícias

26/04/2010

JK 55 - João Bosco Tenório Galvão

26/04/2010
JK 55 - João Bosco Tenório Galvão

Publicado no Diario de Pernambuco -  26.04.2010

jbtg@uol.com.br

O lema da campanha era esse: cinquenta anos de desenvolvimento em cinco. Brasília é um dos muitos milagres brasileiros e a mais evidente obra de JK. Prevista por dezenas de anos, para sua criação foi necessário a vontade de um visionário, em oposição às vontades dos que defendiam a manutenção do Rio de Janeiro como capital, sob alegações dos enormes gastos com a mudança. Agora Brasília completa meio século de existência e ainda, aqui e acolá, enfrenta resistências. Um estudo merece ser feito sobre como JK, o grande conciliador da política brasileira, conseguiu dobrar as vontades adversárias à Novacap. Só com a obstinação dos predestinados, seu carisma e uma hábil capacidade de mobilização popular. O Brasil se empolgou pela expectativa de um desenvolvimento de 50 anos em cinco, pois era predominantemente agrícola. Vale lembrar que no começo da era JK importávamos até desodorantes... Sim o tempo era de JK, que encampava as aspirações nacionais de crescimento. Em pouquíssimo tempo a indústria nacional deu um pulo nunca visto no mundo. Aço, ferramentas, tratores, caminhões, veículos de todas as utilidades e tamanhos passaram a ser fabricados com a marca made in Brazil.

O otimismo e o amor próprio passaram a ser sentimentos dos brasileiros. Muitos, convocados ou não, deslocaram-se a Brasília e passaram a atores da criação de uma nova região de grande desenvolvimento e integração nacional. Já não se concebe o Brasil sem o grande desenvolvimento do Planalto Central e sem o seu grande celeiro de grãos. Grandes corporações foram e são criadas, enquanto outras transferem seus maiores executivos para a capital vislumbrada em sonhos por Dom Bosco, seu padroeiro. Brasília representa hoje a síntese do tecido humano brasileiro, pois lá tem gente oriunda de todas as regiões desse país continente. E mais, gente de toda a terra é possível de ser encontrada na terra de JK e tantos outros visionários, pois só eles aceitariam tão grande desafio. As críticas foram muitas. Do desperdício à corrupção, embora todos reconheçam, hoje, que JK partiu desta vida pobre e solitário. Seu enterro foi um dos maiores já visto na Nação, o povo carregava seu esquife cantando as canções prediletas do maior presidente que o Brasil teve. O povo se identificava com seu espírito de tolerância e harmonia. O povo queria milagres e os teve, pois queria empregos, escolas, desenvolvimento de 50 anos em cinco. As distorções e injustiças existem na Capital Federal e em todo o país, muito há de ser construído para que tenhamos um desenvolvimento pleno, não só na economia, mas igualmente na vida social tão carente de paz. Alguns hesitam, ainda, nas práticas nada republicanas, de alcançarem o que é público. Para evitar isso o Brasil muda, muda aparentemente devagar, mas muda. Do mesmo jeito que Brasília foi construída, que a industrialização (grande feito de JK) foi implantada em velocidade inédita, que a inflação foi debelada, que o primeiro milhão de carros a álcool foi comercializado, surgirão novos milagres no Brasil, pois afinal Deus é brasileiro. Agora com os 50 anos de Brasília a Nação reconhece a grandeza de seu fundador e a cada dia aumenta o culto ao grande brasileiro, que de tão querido não podia andar nas ruas pelo enorme assédio popular.
Voltar