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18/07/2011Incêndio no Fórum do Recife não causou prejuízo material ao Judiciário
18/07/2011
No final das contas, o trauma do susto foi o maior prejuízo apurado. Nenhum dano material decorrente do começo de incêndio ocorrido no Fórum Rodolfo Aureliano, na tarde da última quinta-feira (14), recairá sobre os cofres públicos. Cerca de 15 janelas de vidro quebradas e até as recargas dos extintores de incêndio utilizados para debelar o fogo serão restituídas pela empresa responsável pelo serviço de impermeabilização da cobertura do edifício.
Uma primeira avaliação, realizada na manhã da sexta-feira (15), indica que não houve danos estruturais. Apenas por precaução, a Diretoria de Engenharia e Arquitetura (DEA) do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) optou por fazer coleta para análise de uma mostra do ferro da estrutura que sustenta a laje superior do Fórum Rodolfo Aureliano.
A Diretoria de Infraestrutura (Diriest), responsável pela administração do prédio, também isolou a área de circulação localizada abaixo da parte onde as mantas de impermeabilização foram queimadas por causa do aumento de infiltração e goteiras. “A medida foi igualmente por precaução. Visualmente não há nada que nos ofereça maiores preocupações, mas o isolamento só será suspenso quando for concluída a avaliação técnica”, esclareceu o diretor de Infraestrutura, Henio Siqueira Santos.
Embora o expediente tenha sido suspenso e as pessoas evacuadas do prédio, o fogo não atingiu em nada a parte interna do edifício. As mantas de impermeabilização atingidas pelas chamas estavam concentradas em uma área de 14 m² do teto. Toda a cobertura do edifício chega a 9.000 m². Todos os sistemas permaneceram íntegros e preservados. Por precaução, os elevadores e toda a energia elétrica foram desligados, retornando somente após as chamas serem controladas.
Com o corte de energia e desligamento dos aparelhos ar-condicionado, surgiu uma preocupação adicional. É no Rodolfo Aureliano que se encontra o Data Center do TJPE, no qual estão armazenadas digitalmente as informações de todos os processos do Judiciário estadual, inclusive os que tramitam apenas eletronicamente. Os servidores da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) agiram com rapidez para evitar perda decorrentes do super-aquecimento.
Enquanto ocorria a evacuação, a equipe de informática permaneceu no prédio para executar os procedimentos de segurança necessários ao correto desligamento dos equipamentos e à transferência provisória dos backups para o Fórum Thomaz de Aquino. Assim, foi garantida a segurança e integridade das informações. Após a volta da energia elétrica, o restabelecimento dos serviços se deu em tempo recorde.
Primeiro Combate
O fogo no teto do Fórum Rodolfo Aureliano teve início por volta das 13h30, provocado por um acidente de trabalho. Um tonel contendo produto inflamável virou quando operários aplicavam mantas de impermeabilização e havia um maçarico aceso. Cerca de 50 rolos de mantas estavam no local. A cobertura do prédio é dividida em células que lembram tanques ou caixas d’água, o que evitou que o fogo se expandisse.
Segundo o assessor técnico da Diriest Antonio Hirschle, quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao Fórum Rodolfo Aureliano, cerca de meia hora após o início de incêndio, o fogo já estava controlado. A intervenção se limitou a fazer o resfriamento da área atingida. A primeira ação de combate das chamas foi executada por funcionários da administração do prédio, que é subordinada à Diriest, e por soldados da Assessoria Policial Militar que atuam no fórum.
Até a chegada dos bombeiros, seis funcionários permaneceram no teto, recebendo os extintores que outras pessoas traziam de todos os ambientes do Rodolfo Aureliano. Segundo a Diriest, a equipe que participou da operação inicial é capacitada para agir em situações de emergência. Essa capacitação foi realizada há cerca de cinco anos pelo próprio Corpo de Bombeiros.
O mutirão contou inclusive com a participação de mulheres, que também ajudaram a carregar os pesados equipamentos de combate a incêndio. Pelas contas da Diriest, 65 extintores foram utilizados.
Fonte: TJPE
