
Notícias
29/10/2026Golpe do falso advogado: OAB-PE destaca ação da Polícia Civil de Pernambuco
29/10/2026
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE) destaca a operação de repressão qualificada, deflagrada pela Polícia Civil do Estado, na quarta-feira (28). Denominada de “Véu de Themis”, a ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar.
As investigações foram iniciadas em maio de 2026, com o objetivo de identificar e desarticular uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas, especialmente na modalidade conhecida como “golpe do falso advogado”, bem como a lavagem de dinheiro.
A direção da Ordem em Pernambuco acompanha com atenção o desenrolar das investigações e reitera seu apoio às autoridades policiais na repressão a crimes que envolvem o exercício ilegal da advocacia. Para a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, a ação da Polícia no combate a fraudes que envolvem o nome da advocacia é essencial para coibir práticas criminosas e proteger tanto a população quanto os profissionais sérios e comprometidos com a ética e a legalidade.
“Conferir que as ações estão acontecendo é muito essencial para termos resultados efetivos. A advocacia de todo o país está sendo vítima desse tipo de golpe”, destacou o diretor de Prerrogativas da OAB-PE, Yuri Herculano, ressaltando que a instituição tem trabalhado junto à Polícia Civil de Pernambuco para coibir e punir esses criminosos. "Sobre o caso, já fizemos diversas reuniões com a Polícia civil e a Secretaria de Defesa Social", enfatizou.
Histórico – Relatório da Polícia Civil de Pernambuco relata que o esquema consiste na obtenção prévia de informações de processos judiciais, utilizadas para abordar as vítimas pelo WhatsApp, por meio de perfis falsos que simulam a identidade de seus advogados ou de funcionários de escritórios de advocacia.
Após serem informadas sobre supostas decisões judiciais favoráveis e valores disponíveis para recebimento, as vítimas são direcionadas a falsas audiências virtuais, conduzidas por indivíduos que se apresentam como juízes, promotores de justiça ou auditores fiscais. Nessas ocasiões, são induzidas a realizar transferências bancárias ou pagamentos de boletos, sob o pretexto de que tais operações seriam necessárias à liberação dos valores.
Os criminosos empregam técnicas de engenharia social, caracterizadas por abordagens personalizadas, utilização de informações processuais, documentos judiciais falsificados e simulação de procedimentos oficiais, com o objetivo de conferir credibilidade à fraude e induzir as vítimas em erro.
Os elementos reunidos durante a investigação apontam para a atuação de um grupo criminoso com ramificações em diferentes estados da Federação, que utiliza infra estrutura tecnológica e bancária destinada a dificultar a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos valores obtidos por meio das fraudes, como contas bancárias de passagem e perfis falsos de WhatsApp.
Com informações da Polícia Civil de Pernambuco
