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28/09/2010Djair 100 – OAF 50 - Dorany Sampaio
28/09/2010
Publicado noi Jornal do Commercio - 28.09.2010
Este ano da graça de 2010 assinala um número considerável de centenários de brasileiros que inscreveram seus nomes na história por suas vidas e seus feitos.
Registrados por mim já foram os de Miguel Seabra Fagundes expressão máxima de jurista e intimorato democrata e de Antonio Figueira excepcional expoente da medicina.
Venho hoje evocar e reverenciar mais um glorioso centenário: o de Djair Falcão Brindeiro, de quem tive o privilégio de ser amigo e de quem me tornei admirador.
Nascido em Alagoa do Monteiro, Paraíba, transferiu-se para Recife afim de cursar medicina, formando-se em 1932, especializando-se em ginecologia e obstetricia. Os que se dedicavam a esse ramo eram chamados de parteiros. E logo Djair tornou-se titular de uma das mais famosas e numerosas clínicas por seu valor próprio, por atributos como competência, ética profissional, habilidade e paciência que muitos não tinham. Com ele as pacientes pariam de parto normal. Ele sabia esperar, deixar agir a natureza. Diferentemente de outros que recorriam à cesariana, muito mais fácil e rápido.
Granjeou fama sem alarde, sem propaganda, por sua credibilidade. E o prestígio de que desfrutava jamais alterou a sua simplicidade e a simpatia ante os que dele se acercavam.
Com pouco tempo de formado foi assistente da Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Recife e diretor do Hospital de Pronto Socorro.
Teve destacada atuação no Senado, integrando as comissões de Relações Exteriores e de Serviço Público, até o fim do mandato.
Voltando ao Recife, mais um chamado político, desta vez para ser o prefeito da Capital, onde também teve desempenho exitoso e merecedor de aplausos.
A partir de então a medicina voltou a ser o centro de suas atividades.
Em 1960, há exatamente, 50 anos, andou pelo Recife o monge Beneditino dom Ignácio Lezama. Ele era uruguaio e residia em São Paulo e ali fundara uma instituição para assistir aos pobres que moravam nas ruas, dormindo sob marquises, portais de edifícios ou até em baixo de árvores. Logo notou que a cidade vivia problema semelhante, notadamente o Bairro do Recife. Adultos e crianças muitas até filhas de prostitutas, vagavam pelas ruas, catando alimentos em latas de lixo e mendigando.
Foi assim que nasceu a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) que despertou a atenção de pessoas de boa vontade dotadas de espírito caridoso.
Entre elas estava Djair Brindeiro, então com 50 anos de idade e em pleno apogeu de toda a sua potencialidade, de sua energia e de sua capacidade de servir.
Coube a Djair Brindeiro ser o primeiro presidente da OAF.
Ele se dispôs com inexcedível dedicação à tarefa de dirigir a OAF, não só em seus primeiros passos, mas durante os 12 primeiros anos, de 1960 a 1972.
Entre muitos que participaram de sua gestão, com ou sem cargos, vale mencionar Luiz Borges, Paulo Barros Vieira, Orlando Neves, Simon Wallach, monsenhor Airton Guedes e Clodoaldo de Oliveira, notável juiz e meu professor no Colégio Marista.
Sem dúvida todos tiveram grande mérito no ousado projeto, mas é de justiça realçar a liderança de Djair por seu carisma, por seu dinamismo e por sua invejável energia criadora.
Pode-se dizer que Djair exerceu por tanto tempo uma presidência trabalhosa como um verdadeiro missionário cuidando do seu mister com dedicação e alegria.
A OAF sente-se feliz de ter sido dirigida por uma figura da dimensão humana de Djair Brindeiro, exemplo de honradez e de sensibilidade social assim como de associar o seu cinquentenário ao centenário do grande brasileiro, legítimo motivo de orgulho para seus herdeiros e sucessores.
Este ano da graça de 2010 assinala um número considerável de centenários de brasileiros que inscreveram seus nomes na história por suas vidas e seus feitos.
Registrados por mim já foram os de Miguel Seabra Fagundes expressão máxima de jurista e intimorato democrata e de Antonio Figueira excepcional expoente da medicina.
Venho hoje evocar e reverenciar mais um glorioso centenário: o de Djair Falcão Brindeiro, de quem tive o privilégio de ser amigo e de quem me tornei admirador.
Nascido em Alagoa do Monteiro, Paraíba, transferiu-se para Recife afim de cursar medicina, formando-se em 1932, especializando-se em ginecologia e obstetricia. Os que se dedicavam a esse ramo eram chamados de parteiros. E logo Djair tornou-se titular de uma das mais famosas e numerosas clínicas por seu valor próprio, por atributos como competência, ética profissional, habilidade e paciência que muitos não tinham. Com ele as pacientes pariam de parto normal. Ele sabia esperar, deixar agir a natureza. Diferentemente de outros que recorriam à cesariana, muito mais fácil e rápido.
Granjeou fama sem alarde, sem propaganda, por sua credibilidade. E o prestígio de que desfrutava jamais alterou a sua simplicidade e a simpatia ante os que dele se acercavam.
Com pouco tempo de formado foi assistente da Clínica Cirúrgica da Faculdade de Medicina do Recife e diretor do Hospital de Pronto Socorro.
Teve destacada atuação no Senado, integrando as comissões de Relações Exteriores e de Serviço Público, até o fim do mandato.
Voltando ao Recife, mais um chamado político, desta vez para ser o prefeito da Capital, onde também teve desempenho exitoso e merecedor de aplausos.
A partir de então a medicina voltou a ser o centro de suas atividades.
Em 1960, há exatamente, 50 anos, andou pelo Recife o monge Beneditino dom Ignácio Lezama. Ele era uruguaio e residia em São Paulo e ali fundara uma instituição para assistir aos pobres que moravam nas ruas, dormindo sob marquises, portais de edifícios ou até em baixo de árvores. Logo notou que a cidade vivia problema semelhante, notadamente o Bairro do Recife. Adultos e crianças muitas até filhas de prostitutas, vagavam pelas ruas, catando alimentos em latas de lixo e mendigando.
Foi assim que nasceu a Organização de Auxílio Fraterno (OAF) que despertou a atenção de pessoas de boa vontade dotadas de espírito caridoso.
Entre elas estava Djair Brindeiro, então com 50 anos de idade e em pleno apogeu de toda a sua potencialidade, de sua energia e de sua capacidade de servir.
Coube a Djair Brindeiro ser o primeiro presidente da OAF.
Ele se dispôs com inexcedível dedicação à tarefa de dirigir a OAF, não só em seus primeiros passos, mas durante os 12 primeiros anos, de 1960 a 1972.
Entre muitos que participaram de sua gestão, com ou sem cargos, vale mencionar Luiz Borges, Paulo Barros Vieira, Orlando Neves, Simon Wallach, monsenhor Airton Guedes e Clodoaldo de Oliveira, notável juiz e meu professor no Colégio Marista.
Sem dúvida todos tiveram grande mérito no ousado projeto, mas é de justiça realçar a liderança de Djair por seu carisma, por seu dinamismo e por sua invejável energia criadora.
Pode-se dizer que Djair exerceu por tanto tempo uma presidência trabalhosa como um verdadeiro missionário cuidando do seu mister com dedicação e alegria.
A OAF sente-se feliz de ter sido dirigida por uma figura da dimensão humana de Djair Brindeiro, exemplo de honradez e de sensibilidade social assim como de associar o seu cinquentenário ao centenário do grande brasileiro, legítimo motivo de orgulho para seus herdeiros e sucessores.
