Descentralizando o desenvolvimento - Janguiê Diniz

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19/06/2011

Descentralizando o desenvolvimento - Janguiê Diniz

19/06/2011
Descentralizando o desenvolvimento - Janguiê Diniz
Publicado no Folha de Pernambuco - 19.06.2011

Pernambuco está crescendo, e agora de maneira mais descentralizada. Depois de tantos investimentos no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no Litoral Sul do Estado, é a região Norte pernambucana que se expande. Suape já apresenta limitações em áreas de terrenos e o Governo precisa de alternativas. Optou por subir e as providências já estão sendo tomadas. 
 
Durante a reunião do comitê gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs), as discussões avançaram e deve ser autorizado o desenvolvimento de estudos de pelo menos três projetos no Estado. E para o lado do litoral Norte, há uma perspectiva é de um investimento de R$ 3 bilhões na construção de um novo polo logístico. Os planos são altos, e envolvem um porto e um aeroporto internacional.
 
Isso não significa, porém, que o Litoral Sul ficará esquecido. E nem poderia. Aliás,  o Porto de Suape está prestes a receber mais investimentos no setor naval. A área disponível , e que já consta no Plano de
Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), é de cerca de 700 hectares para o setor. Mais que positivo. Oportuno para o Estado. 
 
Mas Pernambuco carecia de descentralizar o desenvolvimento e, ao que parece, o pontapé começa a ser dado. Estamos falando de uma oportunidade de dinamizar a economia do Litoral Norte pernambucano, e espera-se que esse dinamismo se assemelhe ao que ocorreu com a região Sul do Estado. E as Parcerias Público-Privadas (PPPs) são de fundamental importância para acelerar e, mais que isso, garantir que os investimentos se tornem possíveis. 
 
A parceria já é exemplo positivo em outros grandes projetos em Pernambuco, como na Arena da Copa, no sistema viário do Paiva e na unidade de ressocialização de Itaquitinga.  Outros projetos ainda estão em análise, como a construção de uma plataforma multimodal em Salgueiro, no valor estimado em R$ 600 milhões, e o Arco Metropolitano, cujo investimento será de R$ 1,8 bilhão.
 
Em outras palavras, o Estado acordou. É por meio de parcerias com o setor privado que o crescimento será possível. Está certo, os recentes investimentos na Zona Norte do Estado aconteceram muito mais pela necessidade por novas áreas a serem exploradas do que pela descoberta da região, em si. Mas ainda assim a aposta é válida. Já era hora de sairmos do foco “Suape”. Já era hora de o crescimento pernambucano se ramificar. Já era hora.
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