Colégio de Presidentes recomenda que OAB amplie análise de impeachment

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01/12/2015

Colégio de Presidentes recomenda que OAB amplie análise de impeachment

01/12/2015
Colégio de Presidentes recomenda que OAB amplie análise de impeachment
O Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB recomendará ao Conselho Pleno da entidade que amplie o escopo da análise do pedido de impeachment da presidente da República. Comissão formada por cinco conselheiros federais recentemente rejeitou a recomendação do pedido de afastamento pelas pedaladas fiscais realizadas no mandato anterior. Para os dirigentes da Ordem, a entidade deve se debruçar também sobre outros fatos. Reunidos em Brasília na terça-feira, dia 01, os presidentes de Seccionais entendem que a crise política tomou proporções maiores e mais graves do que apenas a questão das pedaladas fiscais. O colegiado converte em diligência para que sejam ampliados os fatos em análise da OAB, como a recente prisão do senador Delcídio do Amaral e as diversas outras investigações em curso no país. A sugestão partiu do presidente da OAB-PR, Juliano Breda, para quem a Ordem se manifestar apenas sobre as pedaladas fiscais fica aquém da verdadeira discussão da matéria. “Estaríamos deliberando em pouca parte do cenário todo. Entendo que a crise política tomou proporção gigantesca”, explicou. Segundo o presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, será recomendado ao Conselho Federal, que aprecie a análise do pedido de impeachment além das pedaladas fiscais. “O Conselho Federal é a instância máxima de decisão da OAB. Tenho convicção de que o colegiado tomará a decisão mais sábia sobre este grave assunto”, afirmou. Presidente da Seccional paulista, Marcos da Costa concordou com a tese, dizendo que a sociedade espera que a OAB debata o tema com a grandeza e a dimensão esperadas. Presidente de Pernambuco, Pedro Henrique Reynaldo Alves afirmou que o Conselho Federal deve fazer análise mais global, inclusive com convocação de sessão extraordinária, se necessário. Pedro Henrique propôs ao Colégio de Presidentes, que seja investigada a participação comissiva ou omissiva da Presidente da República nos crimes apurados no âmbito da chamada "Operação Lava-Jato". A proposta foi rejeitada por apertada maioria (11 x 10). "Me rendo à maioria, mas acredito que nossa Ordem precisa ser mais proativa ao invés de estar à espera da consumação dos fatos", assinalou o presidente Pedro Henrique.   Com informações e foto do CFOAB
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