Caso Serrambi: Tem início segundo dia de julgamento

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31/08/2010

Caso Serrambi: Tem início segundo dia de julgamento

31/08/2010
Caso Serrambi: Tem início segundo dia de julgamento

Fonte: TJPE

O julgamento dos irmãos Valfrido e Marcelo Lira foi retomado às 9h30 desta terça-feira, 31. A audiência começou com o pedido da defesa dos acusados para que o promotor afastado do caso, Miguel Sales, fosse ouvido, uma vez que teria sido citado várias vezes durante o primeiro dia do júri. A acusação também solicitou que uma outra testemunha citada fosse ouvida. De acordo com os promotores, José Carlos Fraga teria presenciado uma conversa entre o ex-defensor dos réus, José Francisco Nunes, e o promotor de Justiça Ricardo Lapenda.

A juíza Andréa Calado, que preside o júri, indeferiu os pedidos. Segundo a magistrada, o promotor Miguel Sales já havia sido citado nos autos e a defesa deveria tê-lo arrolado no momento propício. A juíza também indeferiu o pedido da acusação, por afirmar que o depoimento da testemunha poderia trazer prejuízo à defesa, uma vez que continha uma nova prova que não constava nos autos.

A primeira testemunha a ser ouvida no segundo dia de julgamento foi Luiz Sebastião da Silva, indicado pela defesa, que respondeu as perguntas feitas pela juíza, pelos advogados de defesa dos réus e, por último, pelos promotores. Não há previsão de quantas testemunhas devem ser ouvidas nesta terça-feira. A expectativa é de que o julgamento se encerre na quarta-feira, 31.

No primeiro dia de julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas, sendo duas de acusação e duas de defesa. A sessão, que estava prevista para começar às 9h, teve de ser temporariamente suspensa pela ausência de três testemunhas, Paulo Feliciano Diniz, Luiz Sebastião da Silva e Edivaldo José dos Santos. Às 9h30, a sessão foi iniciada, com a chegada das referidas testemunhas ao Fórum de Ipojuca. Os dois primeiros chegaram por conta própria. A terceira testemunha teve de ser encaminhada, por determinação da juíza, por um oficial de Justiça que estava acompanhado de policiais militares.

A audiência se encerrou por volta das 20h, após uma acareação feita, a pedido da acusação, entre o ex-defensor dos acusados, José Francisco Nunes, e o pai de uma das vítimas, Antônio Dourado. Durante quase 30 minutos, os acareados responderam perguntas sobre um encontro que tiveram na casa do promotor afastado do caso, Miguel Sales. Tanto as testemunhas que não foram ouvidas como os jurados permanecem incomunicáveis até o fim do julgamento.
 

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