Caso Lyda Monteiro: OAB pede a PGR responsabilizar autor de atentado
25/09/2015

Nesta segunda-feira, dia 28, o conselheiro federal da OAB por Pernambuco, Henrique Mariano, estará em Brasília onde participa, às 17h, de reunião com o procurador Geral da República, Rodrigo Janot, juntamente com o presidente do Conselho Federal da OAB (CFOAB), Marcus Vinícius Furtado.
Mariano - que preside a Comissão Nacional da Memória, Verdade e Justiça do Conselho Federal da OAB - e Furtado irão requerer ao procurador, a adoção das medidas judiciais para responsabilizar criminalmente o sargento Magno Cantarino Mota, o Guarany, pelo assassinato da secretária do CFOAB, Lyda Monteiro.
Ela foi morta em 27 de agosto de 1980, ao abrir uma carta-bomba endereçada ao então presidente da OAB, Eduardo Seabra Fagundes, e entregue na sede da instituição, no Rio de Janeiro, por militares do Centro de Informação do Exército (CIE). O desfecho do caso veio a público no último dia 11, após investigações da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro. Foram necessários 35 anos para que o caso fosse elucidado.
A elucidação do atentado que matou Lyda Monteiro foi possível após depoimentos de uma testemunha-chave, à época funcionária da OAB, que viu o sargento Guarany – único dos envolvidos ainda vivo, morando no Rio – deixar a carta na sede da entidade. Ela reconheceu o militar após analisar fotos em que ele aparece socorrendo colegas no atentado do Riocentro. Para proteger a testemunha de qualquer represália, a Comissão da Verdade não divulgou o seu nome. O CFOAB também que um pedido de desculpas do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas por atos de lesa-humanidade.