Brasil, o país do futuro? Muito depende de nós! - João Paulo Siqueira

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12/12/2009

Brasil, o país do futuro? Muito depende de nós! - João Paulo Siqueira

12/12/2009
Brasil, o país do futuro? Muito depende de nós! - João Paulo Siqueira

Publicado no Diario de Pernambuco - 12.12.2009

jpssiqueira@yahoo.com.br

O Brasil é o país do futuro. Antes de bradarmos essa meta de forma absoluta, devemos nos questionar quem são os responsáveis pela construção dessa nação tão promissora.

Não se pode atribuir responsabilidade unilateral ao estado, nem pensar que melhorias e mudanças virão da mera vontade do legislador que criará leis perfeitas que sozinhas resolverão nossos problemas, afinal as normas jurídicas decorrem dos anseios e necessidades sociais, das relações intersubjetivas.

Sendo assim, cabem as perguntas: será que nosso comportamento é condizente com nossos anseios? Estamos realmente construindo um país melhor? Acredito que gestos e comportamentos cotidianos aparentemente irrelevantes podem contribuir de maneira fundamental para realização de uma sociedade mais igualitária.

Em outubro de 2003 foi promulgado o Estatuto do Idoso que criou e assegurou direitos, prerrogativas e garantias constitucionalmente estabelecidas. Mas para que a lei atinja seus objetivos de proteção, resolução de conflitos e pacificação social, não basta sua mera existência, é necessária a efetiva atuação da sociedade não apenas no papel de cobrar, mas também ter uma postura ativa, agindo, cooperando e construindo uma boa consciência coletiva.

Ocupar a vaga do idoso num estacionamento é uma agressão à pessoa e à lei. Ou essa atitude é mais uma expressão do "jeitinho brasileiro" e por isso merece ser perdoada?

Esse famoso "jeitinho" se caracteriza assim: se cometermos uma ilicitude, mas esse ato trouxer algum benefício, tudo bem, foi só um jeito que demos e por isso estamos absolvidos, afinal muita gente faz, não é mesmo? Mas essa vantagem obtida lesou o direito de alguém, e aí, como ficamos?

Quando viajamos ao exterior e nos encantamos com cidades arborizadas e limpas, além de tirar fotos, já nos questionamos do porquê de tanta civilidade? Será que o poder público gasta uma grande parcela do orçamento com limpeza pública? Não, as cidades são limpas simplesmente porque as pessoasnão sujam, simples assim.

Na mesma linha de raciocínio, quando a chuva cair e nossas ruas estiverem alagadas, antes de reclamar, pense que aquele papel de chiclete ou aquela latinha de refrigerante jogados no chão contribuíram para o entupimento das galerias.

Dessa maneira, fica claro que não teremos uma sociedade, uma cidade, um país melhor se não mudarmos nossa postura diante dos pequenos hábitos cotidianos, a alteração de pequenas atitudes individuais é o que cria uma coletividade promissora. Não podemos usar a pretensão de achar que "Deus é brasileiro", não fazermos nossa parte e pensarmos que Ele vai resolver nossos problemas por ser nosso compatriota, temos que mudar e melhorar para construirmos as mudanças que tanto queremos e precisamos, com esta postura, poderemos, sim, dizer que o Brasil é o país do futuro.

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