Audiência pública discute o ensino jurídico de Pernambuco

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09/06/2015

Audiência pública discute o ensino jurídico de Pernambuco

09/06/2015
Audiência pública discute o ensino jurídico de Pernambuco

Reunindo expressiva representatividade do meio acadêmico do Estado, a Comissão de Educação Jurídica (CEJ) da OAB-PE promoveu na tarde da segunda-feira, dia 08, audiência pública para debater sobre “o ensino jurídico de Pernambuco”. Na ocasião, também foram apresentados os resultados das visitas realizadas às instituições de ensino, no período de 2014 a 2015, pelos integrantes da CEJ.

O relatório, que leva em consideração a realidade de cada uma das 20 faculdades de Direito visitadas, aponta uma série de problemas, a exemplo da discordância entre o plano de trabalho e a prática. O pouco ou nenhum incentivo à qualificação do corpo docente e a ausência de um plano de cargos e salários são outros pontos de destaque apontado pelo documento. Levantamento feito junto aos dirigentes, professores e alunos, o próximo passo a ser dado pela CEJ, será encaminhar correspondência para as instituições visitadas, com as recomendações individualizadas aos ajustes necessários. “Vamos continuar acompanhando, num diálogo contínuo com as faculdades”, destacou a presidente da Comissão, a advogada e professora Marília Montenegro Pessoa de Mello, que conduziu o evento realizado no auditório da OAB-PE. As faculdades visitadas receberam o certificado “OAB Conhece”. As instituições representadas no evento receberam o diploma das mãos do presidente da Seccional pernambucana da Ordem, Pedro Henrique Reynaldo Alves. “Precisamos criar caminhos mais virtuosos para melhorar o ensino jurídico em nosso Estado e, consequentemente, formar bacharéis mais aptos ao exercício da profissão”, enfatizou Pedro Henrique. A vice-presidente da OAB-PE, Adriana Rocha Coutinho, destacou a importância da audiência pública, ressaltando que Pernambuco sempre é uma voz ativa na defesa das discussões dos mais variados temas. Enfatizou, ainda, a relação de diálogo entre a advocacia e a academia. “A OAB dissociada da academia, não funciona”, disse. Ao longo do evento, o Exame de Ordem também ganhou destaque nas discussões. Professores e estudantes presentes enfatizaram a importância de melhorar a avaliação para o ingresso aos quadros da OAB. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) - indicador de qualidade que avalia o desempenho dos estudantes - foi colocado como modelo a ser seguido. O diretor tesoureiro da OAB-PE, Bruno Baptista, integrantes da CEJ e de outras comissões, também participaram da audiência pública.
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