A todo mundo eu dou psiu - João Bosco Tenório Galvão

Notícias

20/06/2011

A todo mundo eu dou psiu - João Bosco Tenório Galvão

20/06/2011
A todo mundo eu dou psiu - João Bosco Tenório Galvão
Publicado no Diario de Pernambuco - 20.06.2011         

Sim, a todo eu dou psiu porém, não estou a procurar um bem. O psiu esta época de festas é feito para chamar as atenções para o que rola de bom e de alegre. As festas juninas em si, já são um grande expressar de nossa cultura popular. As músicas daqui, valorizadas por Luiz Gonzaga, se constituem numa das mais vigorosas manifestações regionais do nosso imenso Brasil. O samba já não sabe ser baiano, carioca ou paulista, é quase nacional. O baião, o forró, o xaxado, não, são do nordeste e de modo especial de Caruaru e Campina Grande, embora, hoje, já tenha grande público em São Paulo. O psiu é para chamar as atenções de todos para o que entre nós existe de positivo. Abstraindo os demais estados Pernambuco vem de um período de forte crescimento. Muitos contribuíram para Suape com seus estaleiros, siderurgias e sua fábricas, com o polo da Sulanca do agreste e a agroindústria do sertão do São Francisco. Nas duas administrações de Jarbas o desenvolvimento tomou corpo e graças ao atual governo o desenvolvimento continua a crescer, embora os problemas de segurança, saneamento, saúde e de educação ainda sejam renitentes.

Um grande PSIU por Pernambuco talvez possa chamar as atenções dos outros e de nós mesmos para acharmos as soluções devidas. O grande polo que muda o futuro se chama educação e saúde. Não se pode cogitar de politica pública de saúde com 50% da população sem contar com saneamento. As doenças infantis, dizem os entendidos em seus psius, são motivadas em grande parte pela falta de saneamento, ou seja, galerias e esgotos.

Os problemas educacionais são mais complexos. Não se pode pensar que saber ler é ser alfabetizado, pois grande parte de nossa população universitária não tem compreensão do que leem. É triste mas é verdade. Se fizerem o exame em todas as graduações universitárias como fazem no Exame da Ordem dos Advogados, onde a reprovação vez por outra beira os 90% a decepção será maior, pois na carreira jurídica é imperativo a compreensão dos textos. Educação é leitura, diligência, são trabalhos apaixonados dos afeitos ao magistério. Aulas sem paixão, sem arte e ciência, não levam a nada. 

O professor deve ser um estimulador de vocações e talentos, um apaixonado pela arte do ensino, que se enaltece com o progresso dos pupilos como o pai com a vitória dos filhos. Pensemos nisso todos os dias, mas, agora vamos usufruir das belas músicas de Luiz Gonzaga ou inspiradas por ele, com canjica, pamonha, milho verde, ao som de um forró de pé de serra, ou baião de Dominguinhos, vamos dar psiu para a alegria! 
Voltar