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12/05/2009A Gripe Suína e a auto-hemoterapia - Marcos Vinícius
12/05/2009
Publicado na Folha de Pernambuco - 12.05.2009
Resolvi escrever este artigo após conversar com um amigo sobre a inquietante possibilidade de vermos a chamada gripe suína se transformar numa pandemia de graves conseqüências para a sociedade. Eu defendi a tese de que a prática da auto-hemoterapia poderia se constituir em importante recurso para prevenir a manifestação de novos casos e conter a sua propagação em escala global. Chegamos à conclusão que a minha condição de mestre em gestão de políticas públicas me autorizaria a dissertar sobre a questão, uma vez que o seu caráter se ajusta aos interesses públicos que são tutelados pelo Estado, ou seja, ações de governo na área de proteção sanitária e defesa da saúde da população. Assim, me senti desafiado pela possibilidade de levantar um debate público sobre a utilização da auto-hemoterapia como uma alternativa para fazer frente a um surto de gripe que prenuncia ter um poder avassalador, principalmente em relação aos indivíduos com menores condições de acesso aos serviços de saúde e incapazes de adquirir medicamentos adequados.
O meu objetivo é provocar a classe médica e os meios acadêmicos a analisar adequadamente a questão do emprego da auto-hemoterapia como uma técnica médica cientificamente sustentada, assim como levar as autoridades da área de saúde a colocar o assunto na pauta de discussões que possam conduzir a sua utilização dentro de uma estratégia de política pública no setor de saúde.
Na verdade, desde o advento da entrevista gravada em DVD que já circulou pelas mãos de centenas de pessoas pelo país e tem milhares de acessos pela Internet (www.orientacoesmedicas.com. br/auto_hemoterapia.asp), na qual o médico carioca Luiz Moura defende o seu uso como procedimento terapêutico a ser aplicado em diversas doenças, a auto-hemoterapia passou a gerar variadas manifestações, tanto contra como a favor da sua utilização.
Nessa entrevista, o Dr. Luiz Moura afirma, textualmente: “A Auto-hemoterapia é um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo. A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia - comumente da prega do cotovelo - e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml a 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média, a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e, ao fim de 8h, chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22%, para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir da aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo. As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas pelos macrófagos, que, quadruplicados, conseguem assim vencer estes estados patológicos ou, pelo menos, abrandá-los”.
Diante de um depoimento como esse, proferido por um profissional com cinquenta anos de exercício da medicina, o assunto deveria merecer uma atenção com rigoroso critério científico. O que se tem visto, no entanto, são atitudes precipitadas - de ambos os lados - que só tem contribuído para tirar o foco da questão principal, ou seja, a auto-hemoterapia possui a propriedade de aumentar a quantidade de células sanguíneas responsáveis pelo sistema imunológico e prevenir a incidência de doenças infecto-contagiosas?
A relevância dessa questão deverá levar a sociedade civil a reivindicar a realização de audiências públicas que possam proporcionar o amplo debate sobre a auto-hemoterapia, por meio de fóruns legitimados para proceder a uma discussão sobre o tema, com a devida transparência e honestidade de propósitos. Caso este artigo consiga atingir esse resultado, acredito que terei dado a minha contribuição à causa da saúde pública no Brasil, cujos resultados poderão beneficiar a muitos. O que não pode ser tolerado é que interesses econômicos venham impedir a adoção, em larga escala, de uma técnica que tenha a possibilidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas e assegurar o acesso a um tratamento que possa minimizar ou mesmo curar determinado grupo de doenças, sejam elas de natureza individual ou epidêmica.
Resolvi escrever este artigo após conversar com um amigo sobre a inquietante possibilidade de vermos a chamada gripe suína se transformar numa pandemia de graves conseqüências para a sociedade. Eu defendi a tese de que a prática da auto-hemoterapia poderia se constituir em importante recurso para prevenir a manifestação de novos casos e conter a sua propagação em escala global. Chegamos à conclusão que a minha condição de mestre em gestão de políticas públicas me autorizaria a dissertar sobre a questão, uma vez que o seu caráter se ajusta aos interesses públicos que são tutelados pelo Estado, ou seja, ações de governo na área de proteção sanitária e defesa da saúde da população. Assim, me senti desafiado pela possibilidade de levantar um debate público sobre a utilização da auto-hemoterapia como uma alternativa para fazer frente a um surto de gripe que prenuncia ter um poder avassalador, principalmente em relação aos indivíduos com menores condições de acesso aos serviços de saúde e incapazes de adquirir medicamentos adequados.
O meu objetivo é provocar a classe médica e os meios acadêmicos a analisar adequadamente a questão do emprego da auto-hemoterapia como uma técnica médica cientificamente sustentada, assim como levar as autoridades da área de saúde a colocar o assunto na pauta de discussões que possam conduzir a sua utilização dentro de uma estratégia de política pública no setor de saúde.
Na verdade, desde o advento da entrevista gravada em DVD que já circulou pelas mãos de centenas de pessoas pelo país e tem milhares de acessos pela Internet (www.orientacoesmedicas.com. br/auto_hemoterapia.asp), na qual o médico carioca Luiz Moura defende o seu uso como procedimento terapêutico a ser aplicado em diversas doenças, a auto-hemoterapia passou a gerar variadas manifestações, tanto contra como a favor da sua utilização.
Nessa entrevista, o Dr. Luiz Moura afirma, textualmente: “A Auto-hemoterapia é um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo. A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia - comumente da prega do cotovelo - e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml a 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média, a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e, ao fim de 8h, chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22%, para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir da aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo. As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas pelos macrófagos, que, quadruplicados, conseguem assim vencer estes estados patológicos ou, pelo menos, abrandá-los”.
Diante de um depoimento como esse, proferido por um profissional com cinquenta anos de exercício da medicina, o assunto deveria merecer uma atenção com rigoroso critério científico. O que se tem visto, no entanto, são atitudes precipitadas - de ambos os lados - que só tem contribuído para tirar o foco da questão principal, ou seja, a auto-hemoterapia possui a propriedade de aumentar a quantidade de células sanguíneas responsáveis pelo sistema imunológico e prevenir a incidência de doenças infecto-contagiosas?
A relevância dessa questão deverá levar a sociedade civil a reivindicar a realização de audiências públicas que possam proporcionar o amplo debate sobre a auto-hemoterapia, por meio de fóruns legitimados para proceder a uma discussão sobre o tema, com a devida transparência e honestidade de propósitos. Caso este artigo consiga atingir esse resultado, acredito que terei dado a minha contribuição à causa da saúde pública no Brasil, cujos resultados poderão beneficiar a muitos. O que não pode ser tolerado é que interesses econômicos venham impedir a adoção, em larga escala, de uma técnica que tenha a possibilidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas e assegurar o acesso a um tratamento que possa minimizar ou mesmo curar determinado grupo de doenças, sejam elas de natureza individual ou epidêmica.
