“A crise atual, a política e o direito” debatidos em mesa-redonda que marcou o lançamento do livro “O Supremo”

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24/11/2015

“A crise atual, a política e o direito” debatidos em mesa-redonda que marcou o lançamento do livro “O Supremo”

24/11/2015
“A crise atual, a política e o direito” debatidos em mesa-redonda que marcou o lançamento do livro “O Supremo”
Na segunda-feira, dia 23, o lançamento do livro “O Supremo”, do professor e diretor da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getúlio Vargas, Joaquim Falcão, lotou o auditório da Livraria Cultura do Paço Alfândega. A noite de autógrafos reuniu secretários e ex-secretários de Estado, políticos, juristas e muitos advogados. Antes, porém, foi formada uma mesa-redonda para debater o tema “A crise atual, a política e o direito”, com a participação do próprio Joaquim Falcão, do presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, e do deputado federal Jarbas Vasconcelos. As críticas - em especial às denuncias de corrupção - ao Governo Dilma, ao ex-presidente Lula e ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha deram o tom do debate. “Ninguém aqui acredita em uma reversão (da crise) em curto prazo se não se iniciar uma alteração em quem está no comando do país. Uma pessoa que tenha habilidade para fazer um pacto de governabilidade com a Nação e colocar o país em uma agenda que não propicia a balbúrdia que hoje está no Congresso Nacional”, destacou o presidente da OAB-PE. Para o deputado Jarbas Vasconcelos, o país vive uma crise moral e ética sem precedentes. “O lava-jato não terminou, nem tem prenúncios para terminar. É um quadro sui generis”, disse. Destacou, também, que para a presidente Dilma Rousseff, pode acontecer o caminho da renúncia ou do impeachment. Enfatizou, ainda, que o deputado Eduardo Cunha, a quem chamou de “psicopata”, também deve cair. Sinopse - Lançado em primeira mão no Recife, o livro de Joaquim Falcão reúne mais de 70 artigos publicados em jornais como Folha de São Paulo, O Globo e Correio Braziliense, entre os anos de 1992 e 2014, sobre o dia a dia do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do Poder Judiciário no país. A obra foi escrita, de acordo com o autor, como uma aposta de que, numa democracia, o STF assumiria uma maior importância. Para ele, a aproximação com a sociedade, a transparência do Judiciário e a força das mídias sociais têm influenciado em decisões importantes dos ministros. “Democracia é participação e o Supremo representa o povo”, disse Joaquim Falcão, ao falar de seu trabalho. De forma clara e crítica, no livro ele analisa o posicionamento e decisões tomadas pelos ministros e presidentes do STF e convida o leitor a também posicionar-se. Dentre os convidados presentes na noite de autógrafos, estavam o vice-governador do Estado, Raul Henry; o secretário geral adjunto da OAB-PE, Fernando Ribeiro Lins; o ex-governador Roberto Magalhães; os ex-secretários de Governo, Fernando Dueire, Arlindo Soares e Terezinha Nunes; os ex-presidentes da OAB-PE, Jayme Asfora e Jorge Neves; o empresário Ricardo Brennand; e o conselheiro seccional da OAB-PE, Gustavo Freire.
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