A advocacia pernambucana se despede de Ariano Suassuna

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23/07/2014

A advocacia pernambucana se despede de Ariano Suassuna

23/07/2014
A advocacia pernambucana se despede de Ariano Suassuna
A direção da OAB-PE lamenta a morte do advogado, ex-secretário de estado, escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Vilar Suassuna, no final da tarde da quarta-feira, dia 23. Aos 87 anos, ele foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e estava internado no Real Hospital Português, onde chegou a ser operado, mas não resistiu. “Perdemos uma personalidade de uma inteligência singular. De uma simplicidade e carisma sem igual”, lastima o presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves. Dentro de sua trajetória de vida, formou-se em direito no ano de 1950, pela Faculdade do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Porém, não seguiu carreira por muito tempo. Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética da UFPE. E, em 1959, junto com Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste. Membro da Academia Brasileira de Letras, Ariano ocupava a cadeira de Nº 32, desde agosto de 1989. Autor de "O auto da compadecida", entre diversas outras obras, Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Sua primeira peça, "Uma mulher vestida de sol", ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Tem contos e livros adaptados para a televisão e para o cinema. "O auto da compadecida", por exemplo, foi adaptado para a televisão em 1999, por Guel Arraes, enquanto o "Romance da pedra do reino" e "O príncipe do sangue do vai-e-volta" deu origem à minissérie "A pedra do reino", com direção de Luiz Fernando Carvalho, exibida na Rede Globo em 2007.
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