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Veículo: Jornal do Commercio Caderno/Coluna: Cidades Data: 10.08.2011
EXAME DA ORDEM Na primeira fase da prova, Pernambuco quase dobrou o índice de aprovação em relação ao último teste aplicado
Pernambuco quase dobrou o índice de aprovados na primeira fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em relação ao teste aplicado anteriormente. No quarto exame unificado para todo o País, 771 bacharéis acertaram mais da metade da prova objetiva, de um total de 3.441 inscritos. Os que tiveram bom desempenho representam 22,6%. No último exame, cujo resultado foi divulgado no início do mês passado, apenas 351 dos 3.139 inscritos tiveram êxito. O resultado fez o índice de aprovação despencar para 11,7% e gerou críticas à qualidade dos cursos jurídicos. O percentual dos aprovados na primeira fase em Pernambuco também superou a média nacional. No Brasil, 121.380 pessoas se submeteram ao exame. Mas só 14.157 (18,4%) farão a próxima etapa, agendada para o próximo dia 21. A prova é dividida em duas partes: objetiva e subjetiva. Para ser aprovado e conquistar o direito de advogar, o candidato tem que atingir média 6.
Embora ainda seja considerado baixo, o índice de aprovação foi recebido com satisfação pelo presidente da OAB pernambucana, Henrique Mariano. Ele credita a melhora do desempenho às alterações feitas no exame. A redução de 100 para 80 questões na primeira fase deve ter ajudado. Muitos bacharéis reclamavam da falta de tempo, afirmou.
Outra mudança, segundo o dirigente, ocorreu na segunda fase. Antes, os inscritos tinham que redigir uma peça sobre um dos sete ramos do direito e responder cinco perguntas subjetivas. Agora, são quatro. Sobra mais tempo para quem está bem preparado fazer uma boa prova, avaliou.
APROVADOS
O bacharel Evilásio Silva, 30 anos, contribuiu para Pernambuco melhorar o índice de aprovados. Reprovado na primeira fase do exame anterior, ele acertou 46 dos 80 quesitos desta vez. Estava mais preparado. Mas acredito que o que me prejudicou no outro exame foi o emocional. É comum você fazer a prova com pessoas que estão deixando a faculdade quando você ainda está no início, contou. A experiência de quatro anos como estagiário de um escritório de advocacia deixou Evilásio mais confiante para a segunda fase.
Com um acerto de 43 questões, Roberto Maia, 25, vive experiência parecida. O aprendizado como estagiário o ajudou na primeira fase. Muita coisa do cotidiano do escritório pode ser aplicada no exame, opinou. Para não repetir o insucesso do teste anterior, Roberto disse que decidiu pegar pesado nos livros. Além de estudar em casa, faz um curso preparatório duas vezes por semana. Estudo uma média de cinco horas por dia.
A divulgação há dois meses do resultado do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2009 também colocou em xeque a qualificação dos estudantes e faculdades. Por causa do baixo desempenho, o Ministério da Educação determinou o fechamento de 580 vagas em três instituições no Estado.
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