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Publicado no Diario de Pernambuco - 08.08.2011
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Não foi mesmo à toa que ele dividiu a história da humanidade no “antes e no depois”. Jesus de Nazaré, Jesus filho de Deus, Jesus filho do Carpinteiro, Jesus filho de homem ou simplesmente “Jesus”. Ele revolucionou a história da humanidade. Não obstante, a polêmica em torno da sua existência, dos seus hábitos, da sua vida não param de surgir. Parece mesmo que todas as controvérsias a ele pertinente, apenas “estão começando”. É o que percebemos com o fenômeno editorial propagandeado pelo autor norte-americano Dan Brown. Sim, estamos falando do livro O Código da Vinci.
O autor põe em dúvida a divindade do mestre e a sua linhagem, optando em ressaltar a figura de uma personalidade que, oficialmente, ocupou uma posição secundária na vida do Cristo ou na própria história do Cristianismo: Maria Madalena. Em uma perfeita porção de ingredientes que atinge de sobremaneira o mercado editorial, o livro é recheado de novas informações, cuja veracidade é contestada pela igreja católica e na volumosa literatura que se formou em torno da obra. Entretanto, o clima de suspense prende a atenção do leitor. Outro estrondoso barulho se teve com a produção cinematográfica da Última Tentação de Cristo. Aguçando a ira da igreja católica, o filme ressalta um Cristo em conflito, mas que no final opta em renunciar a sua missão divina, pelo o amor da polêmica Mulher. Porém, o que chama mesmo a atenção nas múltiplas literaturas, sejam em forma de códigos, filmes ou livros sobre a de vida Jesus é a tentativa de o equiparar a um simples mortal. Ressaltar suas fraquezas humanas, até porque ele foi humano, pode ser aceitável, porém deixar de lado o primordial: a sua mensagem, é o que não pode ser tolerado ou pior esquecido! A exemplificação dessa mensagem em gestos e atitudes simplórias percebidas na vida cotidiana de Jesus, deu singular importância à sua mensagem através dos séculos. Pois, não se trata de uma mensagem qualquer, foi algo que dividiu a história da humanidade num antes e no depois e a dos evangelhos em novo e antigo testamento. Surgia assim, na linguagem de Jesus, através das parábolas e da crucificação a figura de um Deus de amor, um Deus acima de tudo do “perdão”.
O certo é que a força dessa boa-nova mudou os conceitos e os pilares do próprio cristianismo que, posteriormente, através dos apóstolos, se ramificaria entre Judeus, Gentios e Romanos. Propagando assim, uma nova era para humanidade. Numa sexta-feira, um cadáver foi sepultado por Nicodemos e José de Arimateia. Na manhã do domingo, ressurgiu dentre os mortos. Era Jesus. Não o histórico, mas o Deus encarnado. É essa ressurreição que milhões de cristãos no mundo todo comemoram na Páscoa.
Então os códigos podem passar, podem até serem contestados, mas a mensagem de Jesus não!
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