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Fevereiro 2008
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Vida Urbana
Data: 26.02.2008 |
Bebidas em rodovias
// Proposta será entregue hoje
A crise econômica
que vem atingindo duramente os bares e restaurantes
do interior do estado localizados na BR-232 ou em suas
vias de acesso - proibidos de vender bebidas alcoólicas
por conta da Medida Provisória Nº 415 -
levou a Comissão de Cidadania da Assembléia
Legislativa de Pernambuco e a Ordem dos Advogados do
Brasil em Pernambuco a elaborarem uma proposta de mudanças
no texto dos três primeiros artigos da MP. Basicamente,
a alteração fundamental seria permitir
o comércio de bebidas nos perímetros urbanos
das rodovias. Para as outras áreas, a proposta
é que seja restringida a venda apenas para o
consumo imediato.
O documento foi finalizado
ontem à tarde em uma reunião que, além
do presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, e da deputada
estadual Terezinha Nunes (PSDB), contou com a presença
de alguns comerciantes e procuradores públicos
dos municípios atingidos, como Gravatá,
Abreu e Lima e Moreno. Hoje, o deputado federal Raul
Henry (PMDB) levará pessoalmente a proposta para
Brasília, onde apresentará ao Ministério
da Justiça. O ministro Tarso Genro, aliás,
já havia sinalizado aos prefeitos dos municípios
pernambucanos que estaria aberto a flexibilizar a MP
415.
Jayme Asfora defende
essa alteração para evitar o fantasma
do desemprego que vem atingindo essas áreas enquadradas
pela MP. Só em Gravatá - cuja maior parte
dos empreendimentos gastronômicos se situa na
via local da BR-232 - foram 230 demissões apenas
no período do carnaval. Os empresários
locais temem um prejuízo ainda maior no feriado
da Semana Santa, época em que a cidade atinge
o seu pico turístico. Por isso, pedem urgência
na aprovação dessa proposta de modificação.
Em Abreu e Lima, outro caso crítico: a BR 101
atravessa o centro da cidade - onde se situa 90% do
comércio. Os empresários avisam que o
capital de giro se esgotou e as demissões começam
a ficar inevitáveis.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 26.02.2008 |
Governador vai pedir
revisão geral
Cristiana Dias

CAMPOS se reúne hoje com Tarso Genro para rever
Medida
Rodrigo Montenegro
O governador Eduardo
Campos se reúne, hoje, com o ministro da Justiça
Tarso Genro, em Brasília, para tratar da Medida
Provisória (MP) 415 - que proíbe a venda
de bebidas alcoólica nas estradas federais. Em
vigor desde 1º de fevereiro de 2008, a MP vem causando
grande perda financeira a comerciantes pernambucanos
que têm estabelecimentos fixados às margens
das BRs que cortam o Estado. A intenção
primordial da audiência, segundo o líder
do executivo de Pernambuco, é de apresentar as
queixas dos empresários do setor e sugestões
de mudança na determinação federal.
Eduardo Campos adiantou
a intenção de pedi ao ministro Tarso Genro
uma revisão geral da MP 415. "Existem pontos
na norma que não estão claros como, por
exemplo, o que trata da área contígua
(zona marginal das BR). Não consta na medida
o tamanho exato desta área. Ou seja, não
se sabe até que distância da BR é
proibido a venda de bebida alcóolica", ressaltou
Eduardo, que continuou: "A meu ver, a solução
ideal passaria por uma fiscalização mais
atuante nas estradas, uma maior penalização
aos motorista que estiverem dirigindo alcoolizados,
uma mudança no Código de Trânsito.
Além de campanhas de conscientização
e educação constantes".
Em reunião entre
representantes da Comissão de Cidadania da Alepe,
OAB-PE e municípios, foi elaborada uma emenda
que acrescenta alterações aos artigos
1º, 2º e 3º do texto original da normatização
temporária. "As alterações
tratam exatamente da principal reclamação
dos comerciantes: a proibição da venda
ou fornecimento de bebidas alcoólicas para consumo
imediato, nos perímetros urbanos. Além
da definição de quais sejam os perímetros
urbanos nos municípios que não possuem
Plano Diretor ou legislação municipal
específica", detalhou o presidente da OAB-PE,
Jayme Asfora.
TURISMO
De acordo com o presidente da Associação
de Turismo de Gravatá, Eduardo Cavalcanti, o
principal pedido dos empresários é, de
fato, a liberação da venda de bebida alcóolica
nas áreas urbanas. "Essa MP é o cúmulo.
É só cumprir as legislações
de trânsito que nada disso estaria acontecendo",
opinou.
Cavalcanti ressaltou
ainda que, só em Gravatá, no período
do Carnaval deste ano, mais de 230 contratos de trabalho
temporário foram cancelados. "Mais de dois
mil funcionários do nosso comércio estão
sendo afetados por essa medida. Ao longo da BR-232,
que cruza Gravatá, temos cerca de 46 estabelecimentos
entre bares, restaurantes e pousadas. Todos sendo gravemente
afetados pela nova regulamentação",
observou Cavalcanti. "Caso essas modificações
sejam aceitas, acredito que 95% do estabelecimentos
de Gravatá estarão com seus problemas
solucionados", completou.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 26.02.2008 |
LEI SECA
OAB entrega hoje emenda à
MP 415
Proposta sugere a retirada dos perímetros urbanos
dos municípios cortados por rodovias das áreas
onde hoje é proibido vender bebidas alcoólicas
A proposta pernambucana
de emenda à Medida Provisória (MP) 415,
que proibiu a venda de bebidas alcoólicas às
margens das BRs, será encaminhada hoje ao gabinete
do Ministro da Justiça, Tarso Genro. Ontem, na
sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional
Pernambuco (OAB-PE), o texto foi apresentado para a
imprensa. A principal alteração sugerida
pelos pernambucanos é a exclusão dos perímetros
urbanos de municípios cortados por rodovias federais
da lista de áreas afetadas pela lei seca.
Na quarta-feira da semana passada, quatro prefeitos
mais a deputada Terezinha Nunes tiveram uma audiência
com Tarso Genro. O encontro foi articulado pelo senador
Sérgio Guerra e pelo deputado federal Raul Henry.
Embora o ministro tenha dito que não abriria
mão da MP, ficou acertado que Pernambuco enviaria
a proposta de emenda.
Raul Henry disse que viaja hoje a Brasília para
entregar o texto ao secretário de Assuntos Legislativos
do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.
"A MP agora precisa ser modificada por emenda da
Câmara", comenta.
Um ponto enfatizado pelo presidente da OAB-PE, Jayme
Asfora, é a inexatidão da MP, em especial
ao determinar o alcance físico da proibição.
Originalmente, a medida provisória tratou a abrangência
espacial como "áreas contíguas".
"Estamos pedindo a exclusão desse termo",
destaca.
Dessa forma, a nova redação proposta pelos
pernambucanos para o Artigo 1º da MP traz a seguinte
redação: "são vedados, na
faixa de domínio de rodovia federal, excetuando-se
os perímetros urbanos, a venda ou fornecimento
de bebidas alcoólicas para consumo imediato."
Para evitar dúvidas sobre como determinar o perímetro
urbano de cada município, o texto propõe
que, para os casos de cidades sem plano diretor, essa
área será determinada pelo Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), "com
auxílio do órgão estadual responsável".
Segundo o presidente da Associação de
Turismo de Gravatá e sócio do Portal de
Gravatá, Eduardo Cavalcanti, desde o Carnaval,
230 temporários foram cortados somente naquele
município. "Agora, já começou
a esgotar o capital de giro desses empresários,
que tiveram prejuízo com o vencimento de bebidas
em seus estoques", argumenta Cavalcanti, que também
esteve na reunião de ontem.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 24.02.2008 |
» SERVIÇO
PÚBLICO
Um cadastro frustrante e absurdo
É cada vez mais comum a implantação
do chamado cadastro de reserva nos concursos. Candidatos
e especialistas reclamam deste instrumento
Ines Andrade
iandrade@jc.com.br
O lançamento
de concurso público gera grande expectativa entre
os trabalhadores que sonham com uma carreira estável.
Mas existe uma modalidade cada vez mais comum de concurso
que é alvo de críticas de servidores públicos,
advogados, estudantes e professores de cursinhos. A
formação de cadastro de reserva é
tida como injusta, desestimuladora, pouco transparente
e pouco salutar. Uma prática que pode se tornar
mais comum para driblar o poder público da obrigatoriedade
de preencher todas as vagas ofertadas numa concorrência.
No início deste mês, o Superior Tribunal
de Justiça (STJ) entendeu que os órgãos
públicos devem ocupar todas as vagas abertas
num concurso, dentro do prazo fixado. A medida é
vista com bons olhos, mas pode incentivar a abertura
do cadastro de reserva. "O cadastro pode ser mais
usado por causa dessa decisão do Tribunal",
reconhece Carlos Eduardo Guerra, presidente da Associação
Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos
(Anpac). Guerra explica que a decisão do STJ
não é válida para todos os concursos,
mas abre precedentes para o entendimento nos demais
tribunais.
Para Sérgio Goiana, vice-presidente da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), o cadastro de
reserva já é usado como uma tática
para que os órgãos públicos não
fiquem obrigados a nomear todos os aprovados numa seleção.
"Se não há vaga, por que fazer concurso?",
questiona. O Sindicalista lembra que já existiam
muitas pendências na Justiça sobre o assunto.
"Na falta de nomeação, o trabalhador
podia entrar com ação na Justiça,
menos na situação de cadastro de reserva".
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco
(OAB/PE), Jayme Asfora, vê a abertura de concurso
público para formação de cadastro
de reserva como uma prática pouco salutar do
ponto de vista da moralidade administrativa. Asfora
ressalta que os órgãos públicos
devem ter uma maior capacidade de planejamento para
dimensionar o número de vagas para um concurso.
O cadastro de reserva, acrescenta Asfora, propicia situações
em que as nomeações dos concursados não
são realizadas quando há renovação
de um grupo político no poder. "É
frequente, na mudança do grupo político,
esperarem acabar o prazo do concurso para se fazer outro".
A coordenadora pedagógica da Pró-Concurso,
Aline Pimentel, acredita que o cadastro de reserva gera
desconfiança e insegurança por parte dos
concurseiros. "É injusto porque o estudante
se esforça tanto para algo incerto", opina
Vinícius de Oliveira, 18 anos. Josellayne Barros,
24 anos, está se preparando para um concurso
com formação de cadastro de reserva. Ela
estuda para ser técnico judiciário do
Tribunal Regional Federal (TRF). "Não tenho
medo porque confio na instituição".
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Cidades
Data: 21.02.2008 |
» VENDA DE BEBIDAS
Ministro admite mudança
da MP em áreas urbanas
Durante audiência,
ontem, em Brasília, com prefeitos e políticos
pernambucanos, o ministro da Justiça, Tarso Genro,
admitiu a possibilidade de flexibilizar a medida provisória
em áreas urbanas. Segundo a deputada estadual
Terezinha Nunes (PSDB), que participou do encontro,
municípios cortados pelas estradas federais têm
sido penalizados. "O ministro considerou pertinente
a reivindicação. Disse ter recebido comissões
de outros Estados e saber da existência de várias
ações judiciais."
Na reunião, o
ministro deixou claro que o governo federal não
vai abrir mão da MP por acreditar que ela reduza
o número de acidentes nas estradas. Explicou
que está sensível às reclamações
e sugeriu que o grupo formalize o pedido. Para isso,
procuradores municipais se reúnem às 14h30
com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE),
Jayme Asfora. Vão elaborar sugestões que
devem ser apreciadas durante a votação
no Congresso Nacional, prevista para este semestre.
A OAB-PE e a Comissão
de Cidadania da Assembléia Legislativa já
enviaram à Polícia Rodoviária Federal
proposta de mudanças. "Se ficarmos de braços
cruzados o desemprego será gritante. Os municípios
não podem ser penalizados por terem áreas
urbanas cortadas por BRs", argumentou a deputada.
Também participaram
do encontro, em Brasília, o senador Sérgio
Guerra, o deputado federal Raul Henry e os prefeitos
de Gravatá, Joaquim Neto, Bezerros, Marcone Borba,
Moreno, Edvar Bernardo e Abreu e Lima, Flávio
Gadelha.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 21.02.2008 |
» ÁREA DE
MARINHA
Justiça federal nega
liminar
A juíza Carolina
Malta, substituta da 3ª Vara Federal, negou ontem
pedido de tutela antecipada pelo Ministério Público
Federal (MPF) que suspendia os reajustes aplicados nas
taxas de ocupação e foro relativas às
áreas consideradas de terreno de Marinha. O MPF
foi provocado por nove entidades, articuladas pela Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB). Em sua decisão,
a juíza entendeu que falta prova pericial. Mas
proibiu que novas demarcações sejam feitas
sem a intimação pessoal dos moradores.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 21.02.2008 |
Proibição
a bebidas pode ser revista
Ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que pode
flexibilizar alguns pontos da MP 415

FERNANDO DA SILVA: "A legislação
deveria ser aplicada aos motoristas"
Vinicius Araújo
O ministro da Justiça, Tarso Genro, em reunião
com quatro prefeitos pernambucanos (Joaquim Neto, de
Gravatá; Marcone Borba, de Bezerros; Edvar Bernardo,
de Moreno; e Flávio Gadelha, de Abreu e Lima)
e a deputada estadual Terezinha Nunes, ontem, em Brasília,
afirmou que o Governo Federal está disposto a
rever o texto da Medida Provisória (MP) 415 que
proíbe a venda de bebidas alcóolicas nas
rodovias federais. A discussão surgiu após
o efeito que a lei causou com apenas 20 dias em vigor:
desemprego e fechamento dos estabelecimentos comercias,
principalmente, os situados em áreas urbanas.
E é justamente nesse ponto que o governo pretende
abrir uma exceção.
Segundo a deputada Terezinha
Nunes, o ministro mostrou-se favorável à
flexibilização da lei. "Nas áreas
urbanas é onde há maior concentração
de pessoas trabalhando. Não é viável
a lei nesses locais onde as BRs passam. Tarso Genro
reconheceu que é preciso uma flexibilização
da medida em áreas específicas",
informou. Por se tratar de uma MP, ela pode entrar em
vigor sem ter a aprovação do Senado Federal.
Mas a casa legislativa tem 120 dias para votar a medida
depois da aceitação. Caso não seja
aprovada, a lei será destituída. Ainda
de acordo com a deputada, essa não é a
idéia do Governo. "O ministro deixou claro
que não vai abrir mão da MP, por entender
que ela vem reduzindo os acidentes nas estradas, como
aconteceu no Carnaval", explicou.
Existem cerca de 500
bares localizados à margem da BR-101 Norte, entre
os municípios de Abreu e Lima e Itapissuma. A
maioria deles, em três semanas de aplicação
da Medida, já fechou as portas. A multa para
quem desrespeitá-la é de R$ 1,5 mil. Caso
seja reincidente o proprietário pagará
R$ 3 mil e terá o estabelecimento interditado
por dois anos. "Eu estou devendo aluguel, luz e
já demiti quatro funcionários. Estou perdendo
cerca de R$ 800 por semana por causa dessa lei. Estou
praticamente falido. O movimento aqui caiu 95%",
relatou o proprietário do bar Maricota Sabor
e Arte, Luiz Carlos dos Santos. O estabelecimento está
localizado na BR-101, em Abreu e Lima.
Hoje, às 14h30, procuradores dos municípios
terão um encontro com o presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), Jayme Asfora,
e a deputada estadual Terezinha Nunes, na sede do órgão
na rua do Imperador, no Centro do Recife, para projetar
uma proposta de mudança no texto da MP. Ela será
enviada ao ministro e dele irá para o Congresso.
A intenção é que, antes da Semana
Santa, alguma providência seja tomada.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Economia
Data: 21.02.2008 |
Justiça suspende cadastro
dos terrenos de marinha
TAXA // Decisão favorece imóveis
que estavam no processo de demarcação
pela União
Os proprietários de imóveis
localizados nos chamados terrenos de marinha venceram
mais uma batalha na guerra contra a cobrança
da taxa, que incide sobre as casas e apartamentos localizados
a até 33 metros da linha da preamar. Ontem, a
juíza Carolina Souza Malta, da 3ª Vara da
Justiça Federal no estado, suspendeu o cadastramento
que vinha sendo feito pela Secretaria do Patrimônio
da União (SPU) para taxação de
novas áreas. Ela deferiu parte da ação
civil pública impetrada pelo Ministério
Público Federal, em 8 de dezembro, solicitando
a suspensão do aumento e da redemarcação
das áreas.
Segundo a decisão, a suspensão
vale para todos os imóveis vistoriados até
a data da entrada da ação pelo MPF. Os
processos de redemarcação feitos após
a ação só poderão ter continuidade
com a convocação dos proprietários.
A juíza ainda não se pronunciou sobre
o reajuste de até 1000% sobre a taxa feito pela
Secretaria, que alegou defasagem na correção
dos valores cobrados até 2005.
De acordo com Renata Sonoda, do escritório
Piedade e Pontes Advogados Associados, um dos proponentes
da ação civil pública, a decisão
beneficia todos os proprietários de imóveis
localizados nos chamados terreno de marinha que até
o início dos trabalhos do recadastramento não
estavam enquadrados nas regras que definem a taxação.
O presidente da Associação
das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PE),
Eduardo Carvalho, comemorou a decisão. Ele disse
que esta é mais uma vitória da sociedade
frente aos aumentos e o reenquadramento dos imóveis
realizados pela SPU. A Ademi, que também é
parte na ação civil, ganhou recentemente
na Justiça Federal o direito de ter o reajuste
do foro realizado pela correção monetária
e não mais pelos critérios de valor de
venda determinados pela SPU. "A lei que regulamenta
a cobrança do foro é caduca e tem que
ser revogada. Não existe sentido na cobrança
de mais um imposto que só serve para pesar no
bolso da população", destacou.
Para o presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB-PE), Jaime Asfora, a decisão é
importante, embora não contemple todos os aspectos
da ação civil pública. Para ele,
além da suspensão das demarcações,
é necessário suspender o aumento no valor
da taxa que desconsidera o valor da terra nua e passou
a incidir sobre as benfeitorias. Asfora afirmou estar
confiante que após a perícia, a juíza
Carolina Malta considere pertinente as alegações
do Ministério Público e conceda uma decisão
favorável também no que diz respeito aos
aumentos abusivos.
Liminar - No final do ano passado, o
juiz titular da 10ª Vara da Justiça Federal
em Pernambuco, Edvaldo Batista da Silva Júnior,
manteve, através de sentença, liminar
que suspende a cobrança dos aumentos no valor
da taxa de ocupação de terrenos de marinha
para os proprietários de apartamentos de um edifício
localizado em Boa Viagem. A liminar foi concedida em
agosto do ano passado pelo juiz federal José
Manuel Zeferino.
Na época, ele alegou que o aumento
ia de encontro ao direito de propriedade, pois inviabilizava
financeiramente o direito de posse, já que a
maior parte da população não teria
condições de arcar com o pagamento. A
sentença apontou que a correção
superava qualquer correção monetária
do período. A reportagem não conseguiu
contato com a Gerência Regional da SPU no estado.
Cobrança vem desde o Império
A taxa de ocupação de
terreno de marinha foi instituída no Brasil Império
e obriga todos os proprietários de terrenos a
até 33% da linha da preamar e de imóveis
localizados próximos a mananciais considerados
de domínio da União, entre eles rios,
lagos e lagoas, a pagarem anualmente uma taxa pelo uso
do solo. São isentos da taxa os proprietários
que ganham até três salários mínimos,
o que corresponde a R$ 1.140. Em Pernambuco estima-se
a existência de 50 mil imóveis sujeitos
à cobrança.
Os donos de imóveis localizados
em áreas consideradas terreno de marinha são
obrigados a pagar anualmente duas taxas cobradas pela
Secretaria do Patrimônio da União. O foro
de marinha possui percentual fixado em 0,6% do valor
do domínio do terreno. Já a taxa de ocupação
tem duas formas de cobrança, ambas com aumentos
anuais. No primeiro caso, é aplicada uma taxação
de 2% sobre o valor do terreno para as ocupações
inscritas na Secretaria do Patrimônio da União
até 30 de setembro de 1988. Para os terrenos
e imóveis inscritos a partir de 1º de outubro
de 1988 a taxa sobre para 5%.
Ao defender o reajuste na taxa de marinha
no ano passado, a Secretaria do Patrimônio da
União justificou que a taxa de marinha não
sofreu correções desde meados dos anos
1990. Segundo alegações da SPU na época,
a falta de atualizações anuais levou a
um elevado acúmulo de perdas, que quando repassado
para os proprietários de imóveis provocou
uma reação negativa da sociedade.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Alex
Data: 20.02.2008 |
A Ordem dos Advogados-PE,
que é presidida por Jaime Asfora, está
organizando a lista sêxtupla, após eleição
a se realizar nos próximos dias, quando os seis
advogados mais votados pelos colegas serão indicados
ao presidente do TJPE, desembargador Og Marques Fernandes.
Desses sairão três nomes a serem enviados
ao governador Eduardo Campos para escolha do novo nome
que irá substituir o desembargador Fausto Freitas.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: João Alberto
Data: 19.02.2008 |
Advogados
- Será no dia 15 de abril a eleição
que vai escolher a lista sêxtupla da OAB para
ser encaminhada ao Tribunal de Justiça para escolha
dos três que serão enviados a Eduardo Campos
para escolha do novo desembargador pernambucano.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Folha Política
Data: 17.02.2008 |
Pleito quente
I
A expectativa da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Pernambuco,
é de ter cerca de 20 participantes na seleção
de desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco
(TJPE). A média das disputas anteriores era de
15 interessados.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Pinga Fogo
Data: 16.02.2008 |
» Voto aberto e fundamentado
Og Marques Fernandes,
novo presidente do Tribunal de Justiça, já
pediu a Jayme Asfora, presidente da OAB-PE, o currículo
de todos os advogados que desejam concorrer à
vaga de Fausto Freitas no TJ pelo "quinto constitucional".
Em obediência à Resolução
nº 13 do Conselho Nacional de Justiça, o
voto dos desembargadores na elaboração
da lista tríplice deverá ser "aberto
e fundamentado".
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Dia a Dia
Data: 16.02.2008 |
O advogado Washigtom
Amorim, presidente da sub-secional OAB/Vitória
de Santo Antão, é o nome da turma de Direito
da Faculdade Osman Lins, que cola grau nesta quinta.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 16.02.2008 |
Cartões corporativos //
OAB-PE também vai investigar despesas
A Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB), seccional de Pernambuco também
vai contribuir com as investigações sobre
o uso do cartão corporativo em instituições
públicas. O presidente local da entidade, Jayme
Asfora, encaminhou ontem ofício aos poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, e, ainda, para o Ministério
Público, Prefeitura do Recife e Tribunal de Contas
do Estado (TCE), solicitando informações
sobre a utilização ou não dos cartões
por esses órgãos. Segundo Asfora, a iniciativa
segue a mesma linha adotada pela OAB em todo país.
"É papel
da Ordem, de acordo com o artigo 44 do seu estatuto,
defender a Constituição e o estado democrático
de direito. Garantir a transparência dos gastos
públicos está inserido nesse contexto",
ressaltou. O presidente da OAB adiantou ter solicitado
a identificação dos usuários, em
que tipo de despesas os recursos disponíveis
podem ser utilizados, quais as despesas feitas até
o momento e como é executada a prestação
de contas dos respectivos cartões.
No documento, Asfora
pedetambém que o Ministério Público,
além de apresentar informações
sobre a utilização dos cartões
no seu campo administrativo, investigue se o uso ocorre
nos municípios do estado. Ele acredita que não
terá dificuldades em obter as respostas. "Não
deve haver sigilo em relação a nenhum
gasto público em qualquer que seja a entidade
federativa ou órgãos federais", frisou.
Ele justifica a declaração, ressaltando
o artigo 37 da Constituição Federal, onde
é exigido que a administração pública
deve obedecer os princípios da "legalidade
e da moralidade".
A orientação
de buscar informações nas instituições
públicas do país partiu do presidente
da OAB, Cezar Brito. A intenção da instituição
é de contribuir com a investigação
da CPI que será instalada no Congresso para apurar
o uso do cartão corporativo por integrantes do
governo federal. O assunto será debatido nos
dias 18 e 19 deste mês, quando ocorrerá
a sessão do Conselho Federal da OAB. Na ocasião,
os dados serão analisados pelos conselheiros
e presidente das seccionais.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 16.02.2008 |
OAB-PE
Os reflexos da CPI dos
Cartões chegaram a Pernambuco por meio da OAB.
Baseando-se na orientação dada pela OAB
nacional, a Seccional Pernambuco encaminhou ontem ofício
aos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário,
Ministério Público, Prefeitura do Recife
e Tribunal de Contas do Estado solicitando informações
sobre possível uso dos cartões. "É
papel da Ordem defender a Constituição
e o Estado Democrático de Direito", disse
o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 16.02.2008 |
» TRABALHO
Fim da demissão sem
justa causa é criticado
Empresários afirmam
que a medida pode inibir a geração de
emprego e aumentar a informalidade. Já para os
trabalhadores, a Convenção nº 158
da OIT representa mais um direito conquistado
A decisão do governo
federal de enviar ao Congresso Nacional o pedido de
ratificação da Convenção
nº 158 da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) é atacada por empresários
e defendida por trabalhadores. Para os primeiros, a
medida vai inibir a geração de emprego
e aumentar a informalidade. Para os segundos, ela representa
mais um direito conquistado. A convenção
acaba com a demissão sem justa causa.
"Os empresários
vão pensar duas vezes na hora de contratar",
coloca Aurélio Nogueira, vice-presidente da Federação
das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe)
e presidente do Centro das Indústrias do Estado
de Pernambuco (Ciepe). Os empregadores entendem que
a medida dificultará a demissão e criará
uma espécie de estabilidade. "Os trabalhadores
não poderão ser demitidos sem justa causa.
Essa medida vai inibir a geração de emprego",
concorda Oscar Rache, presidente do Sindicato da Indústria
Têxtil de Pernambuco (Sinditextil). Os industriais
acreditam que é preciso flexibilizar mais a legislação
trabalhista e a convenção vai de encontro
a essa tendência mundial.
"Infelizmente, essa
medida parte do princípio de que as empresas
querem sempre demitir, o que não é verdade.
Queremos reduzir a rotatividade pois cada trabalhador
que entra tem um custo elevado de treinamento",
defende Rache. Ele entende que a medida termina reduzindo
a competitividade das empresas brasileiras.
Aurélio Nogueira
vislumbra ainda o aumento da informalidade e da terceirização.
"No País, 51% da mão-de-obra são
informal".
Paulo Rocha, secretário-geral
da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Pernambuco,
defende a convenção mas acha que ela deverá
ser melhor discutida. Rocha ressalta que a medida vai
evitar o caso de trabalhadores que são demitidos
pelas empresas por denunciar más condições
de trabalho. "Muitas vezes, ele também é
demitido a um ou dois anos para se aposentar sem motivo
algum", acrescenta.
O advogado trabalhista
Antônio Braz, presidente da Comissão de
Seleção e Inscrição da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) secção Pernambuco,
avalia que a medida não inibirá a contratação,
pois não cria estabilidade no emprego. Braz explica
que a convenção prevê demissão
no caso de incapacidade, comportamento do empregado
e necessidade de funcionamento da empresa. E o Artigo
nº 482 da Consolidação das Leis Trabalhistas
(CSL) detalha essas situações, garantindo
às empresas o direito de demitir o funcionário
se esse não estiver trabalhando a contento ou
no caso de dificuldade financeiras. O especialista,
porém, prevê uma enxurrada de ações
trabalhistas de empregados questionando o motivo da
demissão.
Segundo ele, hoje muitas
empresas preferem pagar a multa de 40% do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) no caso de demissão
sem justa causa para evitar briga judicial. Mas a convenção
da OIT acaba com a multa, que fica sem sentido de existir.
"Não sei se por trás dessa convenção
está o início de uma reforma trabalhista,
com a extinção da multa. Será um
golpe para o trabalhador, não sei se voluntariamente
ou involuntariamente".
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Vida Urbana
Data: 15.02.2008 |
Justiça
// OAB faz verificação de denúncia
no Cotel
Representantes da Ordem
dos Advogados do Brasil secção Pernambuco
(OAB-PE), acompanhados do presidente Jayme Asfora, estiveram
na manhã de ontem no Centro de Triagem e Observação
Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel),
em Abreu e Lima, para verificar uma denúncia
feita por um grupo de advogados. De acordo com os advogados,
o atendimento prestado aos clientes presos na unidade
está sendo realizado de forma precária
e demorada. Para dar andamento aos processos, os advogados
eram obrigados a conversar com os detentos nos corredores
da unidade prisional. Além disso, segundo a OAB,
a demora em localizar os presos para falar com os advogados
é muito grande devido à quantidade de
homens no local. Atualmente cerca de 1.000 pessoas cumprem
pena no Cotel.
Segundo denúncia
da OAB, outro problema verificado no Cotel era a proibição
da entrada de estagiários de direito na unidade
sem estarem acompanhados de profissionais. Depois do
encontro de ontem, ficou acertado que a partir de agora,
os estudantes terão uma espécie de procuração
que vai permitir que eles entrem na unidade quando estiverem
sozinhos.
Previsão
- O presidente da OAB, Jayme Asfora, não foi
localizado para falar sobre o assunto. Já o superintendente
de segurança penitenciária da Secretaria
de Ressocialização do estado, coronel
Isaac Wanderley, explicou que a Seres tem um projeto
para a construção de quatro salas para
que os advogados tenham contato direto com seus clientes.
A previsão é a de que as salas fiquem
prontas no mês de maio. "A unidade passou
por duas rebeliões e estamos trabalhando para
oferecer melhores condições para os presos
e para os advogados", destacou Wanderley.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Alex
Data: 15.02.2008 |
» Notas
Em tão pouco tempo
Jaime Asfora conseguiu dinamizar, ao máximo,
as atividades da OAB. E corrigir algumas distorções.
De um leitor da coluna: "O governo federal deveria
regularizar o 'jogo do bicho' em lugar de tentar criar
novos impostos. Dizem que ninguém acaba com o
'jogo do bicho'. Então que pague impostos".
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 15.02.2008 |
Comissão
da OAB e da CDAP condenou dificuldade no acesso a clientes
e o tratamento recebido
Danilo Tenório
Miva Filho

Falta espaço para a defesa
Advogados visitam o Cotel e criticam condições
para trabalhar
Uma comissão
formada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da
seccional em Pernambuco e membros das comissões
de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados
(CDAP) de alguns municípios do Grande Recife
realizou, na manhã de ontem, uma visita surpresa
ao Centro Observação Criminológica
e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu
e Lima. O objetivo foi verificar irregularidades denunciadas
por advogados em relação ao tratamento
recebido por eles e ao acesso a seus clientes. O grupo
foi recebido pelo diretor do Cotel, Rildo Cardoso.
Os defensores se queixam,
principalmente, de que as dependências oferecidas
pelo Cotel para entrevistar seus clientes são
inadequadas. Protestam contra o tempo de espera para
que o preso seja localizado e a retenção
- por parte da permanência da unidade prisional
- da carteira de identificação da Ordem.
O presidente da CDAP do Recife, Leonardo Accioly, diz
que as medidas ferem o Estatuto da Advocacia.
"É proibido
reter documentação de advogados. Se houver
uma rebelião, por exemplo, como poderemos nos
identificar?", questionou. "Além disso,
deve ter um espaço reservado para o defensor
conversar com o seu cliente. O que podemos ver aqui
é que isso não está sendo respeitado",
disparou. O local destinado ás entrevistas não
passa de um corredor com 10 metros de extensão
por 1,5 metro de largura, situado entre a permanência
e o portão que os presos atravessam para entrar
no Cotel.
O advogado Maurício
Bezerra, membro da CDAP, informou que, no último
sábado, passou quase duas horas para atender
seu cliente. Para Jayme Asfora, presidente da OAB-PE,
esse foi o estopim para a realização da
visita surpresa. "Sempre registramos queixas sobre
isso, mas, a partir do segundo semestre do ano passado,
elas se intensificaram. É a primeira visita para
averiguar e comprovar a situação",
explicou.
Durante a visita, dois
advogados de detentos atendiam seus clientes no referido
corredor. O advogado Rômulo Alencar aprovou a
iniciativa da OAB. "Não temos privacidade
com nossos clientes. Além de termos que conversar
com eles em pé, os agentes penitenciários
passam e olham para você o tempo todo, como se
estivéssemos fazendo algo errado. Espero que
a situação melhore futuramente",
comentou.
Os advogados acordaram
com a diretoria do Cotel que, em até uma semana,
uma sala provisória com duas cabines será
disponibilizada para reunião entre advogados
e clientes. Rildo Cardoso adiantou que, até o
final da primeira quinzena de maio, uma sala será
reformada para atender a essa necessidade. "Já
temos um projeto aprovado no valor de R$ 7 mil para
a reforma de um espaço que contará com
quatro cabines. Computadores, ar-condicionados e outros
materiais também serão adquiridos para
atender às necessidades dos advogados",
informou.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC Nas Ruas
Data: 14.02.2008 |
» Pela metade
A pedido da OAB de Olinda,
o juiz Clóvis Bastos, titular do novo Fórum,
suspendeu trabalhos e prazos processuais nas varas que
funcionam ali até que a obra termine de fato.
Segundo o juiz, o prédio foi inaugurado, mas
ainda não tem condições de atender
o público.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diario Urbano
Data: 13.02.2008 |
Puxa-encolhe
Primeiro, os africanos que chegaram ao Recife de forma
clandestina, a bordo de um navio panamenho, em dezembro
de 2007, queriam permanecer no Brasil. Depois, recusaram
a possibilidade de conseguir refúgio. Agora,
decidiram voltar atrás e aceitar a orientação
da OAB de ficar por aqui mesmo, o que depende do Conselho
Nacional de Refugiados. Que puxa-encolhe.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Capa Dois
Data: 13.02.2008 |
» VIAGEM
CLANDESTINA
Africanos ilegais
pedem asilo político no Estado
Os africanos George Braba, 18 anos, e Francis Knight
Rhule, 17, solicitaram, ontem, à Polícia
Federal (PF) em Pernambuco asilo político no
Brasil. Provenientes de Serra Leoa, eles entraram ilegalmente
no País e foram presos no dia 23 de dezembro
de 2007 num compartimento próximo ao leme do
navio Multã, no Porto de Suape, em Ipojuca, Grande
Recife.
Desde o ano passado,
os jovens estão cumprindo prisão administrativa
na carceragem da PF, no Bairro do Recife. O juiz Gabriel
José Queiroz Neto determinou 60 dias de detenção
para a dupla, prazo estipulado para que o processo de
deportação estivesse concluído.
Na época, o pedido de prisão dos estrangeiros
foi aceito pela Justiça depois que os africanos
não alegaram a vontade de se refugiar no Brasil.
No primeiro depoimento à PF, disseram que estavam
desempregados e vieram se aventurar.
Segundo o presidente
da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB–PE), Taciano Domingues,
os serra-leonenses mudaram de idéia e pediram
refúgio, alegando situação de miséria
no país de origem. Os dois desistiram de voltar
à África afirmando que, se retornassem,
correriam risco de morte.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 13.02.2008 |
»
Igreja e OAB
A OAB-PE realizou ontem
reunião preparatória para criar o comitê
que trabalhará o combate à corrupção
eleitoral em 2008. Com a presença de Dom José
Cardoso Sobrinho.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Alex
Data: 13.02.2008 |
Sucesso da tarde
jurídica
A posse dos desembargadores
Og Marques Fernandes (presidente), Jones Figueiredo
Alves (vice) e José Fernandes Lemos, Corregedor
Geral da Justiça, foi muito prestigiada e concorrida.
O desembargador Antonio Camarotti fez a apresentação
dos eleitos e todo o seguimento do encontro importante
e solene. A saudação aos eleitos foi da
desembargadora Helena Caula Reis, que mostrou sua cultura
clássica e jurídica. O desembargador Og
Marques Fernandes, ao lado do governador Eduardo Lemos,
falou na maneira como encara o Direito, a Justiça,
o Judiciário. E disse essa frase final, filosófica
e poética: “O Judiciário dos meus
sonhos não conhece muros”. O jornalista
Ivanildo Sampaio e o estimado Joel de Holanda conversaram
com Og Fernandes antes do início da cerimônia,
em sua sala. Joel de Holanda está atuando agora
no setor empresarial junto ao Grupo José Piauhylino
Monteiro. O presidente da OAB, Jaime Asfora, participou
da mesa principal e, ao ser chamado, recebeu aplausos.
Na verdade seria impossível uma relação
de nomes e detalhes num final de tarde tão elogiado.
Mas tenho ainda espaço para lembrar a simpatia
e simplicidade da senhora Roberta Fernandes, esposa
de Og, com um modelo duas peças, estilo Chanel,
em cinza e preto. Esteve sempre com a companhia da matriarca,
dona Eunice Leocadie Caldas, inteligente e elegante.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Olho Vivo
Data: 12.02.2008 |
OAB informa
A Comissão de
Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil
seccional Pernambuco (OAB-PE) informa que está
ampliando suas atribuições. A aproximação
com o público será uma das prioridades
da nova mesa diretora. O presidente da comissão,
Renato Canuto, destaca que a idéia é fomentar
o debate com a sociedade e dirimir dúvidas sobre
as relações de consumo. "Queremos
criar um equilíbrio entre consumidores e fornecedores",
adianta. Em breve, o órgão disponibilizará
um telefone gratuito para atender a demanda dos consumidores.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diario Politico
Data: 10.01.2008 |
Dados
A ordem na OAB é investigar o uso de cartões
corporativos em órgãos públicos.
Para tanto, o presidente da entidade no estado, Jayme
Asfora, enviará ofício ao poderes Executivo,
Judiciário e Legislativo e ao Ministério
Público e Tribunal de Contas, solicitando informações
relacionadas ao cartão.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC Nas Ruas
Data: 10.01.2008 |
» Preto
no branco
Ainda neste semestre
a OAB-PE deve fazer uma pesquisa para traçar
uma radiografia do judiciário estadual, a partir
de informações prestadas por usuários
e advogados. O trabalho vai tomar como exemplo um levantamento
feito no Paraná.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC Nas Ruas
Data: 10.01.2008 |
Quase
parando
Publicado em 10.02.2008
A marcação
de audiências para 2010 mostra que os juizados
especiais cíveis estão à beira
de um colapso e que somente fazer mutirões, como
os realizados no ano passado, não vai resolver
a questão. A Justiça também não
vai se desafogar apenas com a contratação
de novos juízes. Além de magistrados,
é preciso aumentar o quadro de promotores e,
principalmente, de defensores públicos. São
eles que asseguram, por exemplo, que um agressor de
mulher não consiga escapar da audiência,
alegando falta de advogado.
Mas há outros
problemas, além da carência de pessoal,
que entrava o judiciário. De acordo com o presidente
da OAB, Jayme Asfora, alguns juízes não
cumprem os prazos processuais, estabelecidos pelo Código
Civil. E não sofrem qualquer sanção
por isso. Mas o Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) já começa a dar mais atenção
a esses casos e a provocar os tribunais para cobrar
responsabilidade de magistrados que se conduzem dessa
forma.
Num juizado criado para
agir com celeridade, marcar uma audiência para
daqui a dois anos e meio contraria o princípio
da razoável duração do processo,
expresso na emenda 45 da Constituição
Federal. E, acima de tudo, compromete o exercício
da cidadania de quem foi prejudicado principalmente
por empresas concessionárias de serviços
públicos e não pode arcar com as custas
de um processo na Justiça comum.
| Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diario Urbano
Data: 01.02.2008 |
Pedido
A OAB-PE foi buscar no artigo 5º da Constituição
Federal a justificativa para pedir ao Estado que reveja
medida que proíbe a divulgação
dos números da violência por parte do Ciods.
Mantendo-se em vigor, ela fará com que a população
só possa conhecer os dados na Quarta-feira de
Cinzas, através da imprensa, quando a Constituição
assegura a todos o acesso à informação.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Cidades
Data: 01.02.2008 |
Incondicional
- O bloco Liberdade Incondicional da OAB-PE, e o Adicional
da Alegria, da Associação dos Advogados
Trabalhistas de Pernambuco (AATP), desfilam hoje pelo
Centro do Recife. A concentração ocorre
às 16h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho
(TRT). Do local, advogados seguem no passo da folia
até a sede da OAB, na Rua do Imperador, onde
haverá apresentação da banda Kana
Kaiana e orquestra de frevo.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC Nas Ruas
Data: 01.02.2008 |
» Direito negado
A OAB quer que o governo
do Estado reveja a decisão de proibir o Ciods
de dar informações à imprensa.
Para a entidade, se a decisão for mantida, a
população só saberá dos
crimes do Carnaval na Quarta-feira de Cinzas, o que
fere o artigo 5º da Constituição.
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