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Julho
2008
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Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 31.07.2008 |
» DEFESA
DA CATEGORIA
O presidente nacional
da OAB, César Brito, e o presidente Jayme Asfora
(OAB/PE) conversam, hoje, com o ministro Tasso Genro
(Justiça). A dupla defende a sanção
presidencial do projeto que garante a inviolabilidade
dos escritórios de advocacia.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Política
Data: 31.07.2008 |
» Edilson
quer ampliar Guarda Municipal
O prefeiturável
Edilson Silva (PSOL) defendeu ontem, em debate na Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), a ampliação
da Guarda Municipal e sua atuação no setor
de inteligência no combate ao crime. Todos os
guardas municipais, propôs, iriam às ruas
realizar uma espécie de fiscalização.
“A presença deles nas ruas inibe crimes
de menor potencial ofensivo. Eles teriam um canal de
comunicação direto com a Polícia
Militar, serviriam de fonte de informação”,
explicou.
Uma vez por semana, a OAB promove debate com prefeituráveis
do Recife sobre a atuação do município
no combate à violência. Edilson foi o segundo
sabatinado. O primeiro foi Raul Henry (PMDB). Mendonça
Filho (DEM) será o próximo, na semana
que vem.
Edilson defendeu o controle da atuação
da Guarda pela sociedade. Ele lançou a proposta
de criar conselhos comunitários de segurança
pública nos bairros, formado por moradores, para
avaliar e direcionar o trabalho dos guardas municipais.
O objetivo, segundo ele, é criar um ambiente
de parceria entre comunidade e Guarda. “A PM ainda
trabalha com a mentalidade do Estado que controla o
cidadão. O controle social é que tem que
estar no DNA das políticas de segurança,
principalmente no trabalho preventivo”, advertiu.
Ele defendeu a regularização
fundiária de imóveis em bairros carentes
como forma de prevenir a violência. “As
pessoas seriam respeitadas no seu direito básico
à moradia”. Outras propostas, como a criação
de um grande centro educativo e cultural em cada RPA
da cidade, também teriam impacto preventivo na
violência, acredita Edilson.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 31.07.2008 |
» Lista
tríplice será definida na quarta
O Pleno
do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) se
reúne, em caráter extraordinário,
na próxima quarta-feira, às 10h, para
selecionar a lista tríplice dos candidatos a
desembargador. Os nomes serão escolhidos na lista
sêxtupla enviada pela Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), seccional Pernambuco. Os concorrentes são:
Izael Nóbrega, Edgar Moury Fernandes Neto, Virgínia
Galvão, Francisco Eduardo Gonçalves Sertório
Canto, Rogério Neves Baptista e Flávio
Régis. A lista tríplice definida pelos
desembargadores do TJPE será enviada ao governador
Eduardo Campos (PSB), para a escolha do novo desembargador
pelo Quinto Constitucional.
Em Pernambuco,
o dispositivo do Quinto Constitucional foi criado em
1934 e completou 70 anos em agosto de 2004. Com o Quinto,
os tribunais federais e estaduais passaram a ser integrados,
também, por membros da OAB.
Outra
deliberação do Pleno será a condução
de três juízes ao cargo de desembargador.
Os critérios para as promoções
se baseiam no tempo de atividade (antigüidade)
e reconhecimento. A reunião do Pleno ocorrerá
na Sala Desembargador Antônio de Brito Alves,
situada no 1° andar do Palácio da Justiça,
na rua do Imperador.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 31.07.2008 |
» Discurso
convincente
DEBATE // Edilson
Silva foi elogiado várias vezes pelo presidente
da OAB, Jayme Asfora, pelas suas propostas na área
de segurança pública.
O candidato
do Psol à Prefeitura do Recife, Edílson
Silva, conquistou, pelo menos por algumas horas, o apoio
do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
em Pernambuco, Jayme Asfora, e representantes de entidades
civis que participaram, ontem, do segundo debate com
os prefeituráveis na OAB. Com discurso firme,
ele apresentou suas propostas para a segurança
e foi, várias vezes, elogiado por suas idéias.
As propostas de Edílson foram
apresentadas para uma platéia reduzida, mas que
incluía representantes do Núcleo de Estudos
de Instituições Coercitivas e da Criminalidade
(Nicc/UFPE) e familiares da menina Maria Eduarda Ramos
de Barros, assassinada durante operação
policial no Recife. Citando números de violência
da periferia, o candidato afirmou que a situação
está insustentável. "Em 2007, foram
48 mortes no Ibura, 40 homicídios no Coque. Esses
não são números de uma sociedade
civilizada, mas de uma sociedade em guerra".
O prefeiturável quer atuar em
uma frente basicamente: a mudança de cultura.
"Só a renda não é capaz de
modificar a situação. Em alguns locais,
já há uma cultura em que os valores são
outros. E cultura não é algo que se troque
por outra como um chip de computador."
E para essa mudança, Edílson
Silva aponta as ações preventivas (como
educação, cultura, presença maciça
do aparelhamento estatal nas comunidades vulneráveis)
e a capacitação policial. "Os policiais
precisam ser bem remunerados, capacitados e valorizados
para fazerem a segurança. Após a redemocratização,
a Polícia Militar foi a única que manteve
resquícios da idéia de que o estado controla
o cidadão", atacou. Mudanças previstas
no Programa Nacional de Segurança Pública
com Cidadania (Pronasci), como as atribuições
da Guarda Municipal, servirão de ponto de partida
para muitas mudanças que serão implementadas
por ele, caso seja eleito.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diário Urbano
Data: 30.07.2008 |
» Enxofre
E o presidente da OAB-PE,
Jayme Asfora, virou uma espécie de anti-cabo
eleitoral dos chamados candidatos fichas sujas. A cada
debate com políticos que brigam para suceder
o prefeito João Paulo, pede que assinem documento
favorável a mudanças na lei eleitoral
destinadas a livrar palácios e casas legislativas
de se impregnarem do "cheiro de enxofre".
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Olho Vivo
Data: 29.07.2008 |
» Fórum
médico
A relação
entre os pacientes que usam planos de saúde e
os médicos será um dos temas debatidos
no I Fórum Mundial de Direito e Bioética
no Recife, que começa amanhã. Segundo
o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
em Pernambuco, Jayme Asfora, ainda existe muita polêmica
sobre a inaplicabilidade do Código de Defesa
do Consumidor na relação entre médico
e paciente. O evento acontece no Mar Hotel, em Boa Viagem,
e segue até sábado. Inscrições
custam de R$ 315 (estudantes) a R$ 500 (profissionais).
Mais informações pelo www.direitomedico.com.br.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Folha da Cidade
Data: 29.07.2008 |
» OAB-PE
Advogados, funcionários,
associados do OAB-Saúde e estagiários
da Ordem e dependentes e sócios da Caape podem
aderir, sem carências (exceto partos), ao novo
plano de saúde UnniOAB, em parceria com a Unimed
Recife. Informações: 3424-1012.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 25.07.2008 |
» “Eles
deveriam estar presos” .Afirmação
é do pai de Maria Eduarda, o aposentado Francisco
Barros
Diego Nigro
FRANCISCO: “tirar
PMs da rua não é punição
é promoção”
“A
polícia está despreparada para proteger
o cidadão. Não concordo com a cúpula
da polícia em esperar pelo resultado das investigações.
Contra fatos não há argumentos, eles deveriam
estar presos. Eles tiraram os policiais das ruas e os
colocaram para fazer serviços administrativos.
Isso não é punição, é
promoção”, disparou o pai da menina
Maria Eduarda, de 9 anos, o bancário aposentado
Francisco Barros, que compareceu ao Departamento de
Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP) para prestar depoimento sobre a morte
da sua filha na sexta-feira passada. ñ tarde,
a família da garota foi até à Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), para pedir que o caso
seja resolvido o mais rápido possível
e não seja esquecido pela justiça.
Acompanhado
do seu genro, o engenheiro Márcio Malveira, Francisco
afirmou que estava disposto a esclarecer qualquer dúvida
que a delegada que está conduzindo o caso, Genezil
Barros, ainda possa ter sobre o momento do crime. Antes
de entrar na delegacia, reafirmou as críticas
ao procedimento da polícia durante a ação
que culminou na morte da sua filha.
Ao seu
lado, o genro, que dirigia o carro durante o assalto,
afirmou ainda que não acredita que os policiais
se enganaram. “Estão dizendo que eles queriam
atirar nos bandidos. Isso não é desculpa.
Bandido se prende, não se mata. Eles atiraram
com a intenção de matar em um carro repleto
de crianças. Além disso, não prestaram
socorro de imediato, só fizeram isso porque as
pessoas da rua gritaram e pediram para eles voltaram,
porque havia feridos”, critica. Depois de quase
duas horas de depoimento, Genezil Barros afirmou que
ainda espera pelo resultado do exame de comparação
balística e que as diligências continuam
no sentido de resolver o caso o mais rápido possível.
OAB
À tarde, Francisco
Barros, Márcio Malveira e sua mulher, Ana Virgínia
Barros, irmã de Maria Eduarda, compareceram à
OAB, onde foram recebidos pelo presidente do órgão,
Jaime Asfora. Além de designar o advogado Paulo
César Maia Porto para acompanhar o inquérito,
Jaime afirmou que a entidade fará tudo para que
esse não seja mais uma ocorrência que engrosse
as estatísticas de violência no Estado.
“Esse não é um fato isolado. Basta
lembrar o caso de Dênis, que foi morto no carnaval
por alunos da polícia. É preciso se cobrar
uma revisão na formação do policial.
No entanto, queremos deixar claro também que
sabemos que a polícia é composta por uma
maioria de pessoa honestas e que se ressentem de não
ter a devida formação e que além
disso, a remuneração do policial em Pernambuco
é uma das mais baixas do País”,
argumentou.
O governador Eduardo Campos afirmou que deu ordens para
que a investigações sejam executadas com
toda a isenção. “Ao invés
de usar as palavras, prefiro ter atitudes enérgicas.
Pedi a agilidade e seriedade na apuração
dos fatos”. Hoje às 19h30 será realizada,
na Capela do Colégio Salesiano de Carpina, a
missa de 7° dia de Maria Eduarda.
“Quem
deu a arma aos policiais foi o Estado”
Entrevista: Ana Virgínia "Irmã de
Maria Eduarda"
Quase uma semana depois de ser protagonista de uma tragédia
que chocou o País, a família de Maria
Eduarda, embora ainda muito abalada, é incisiva
em afirmar que irá lutar para que o caso não
caia no esquecimento. “São muitos os subterfúgios
da Justiça. Nos sentimos Davi lutando contra
Golias, mas não iremos abandonar essa causa”,
afirmou Ana Virgínia.
Vocês
procuraram a OAB espontaneamente. Com qual objetivo?
Resolvemos procurar
a OAB porque vimos que eles se manifestaram sobre o
caso na imprensa. Toda a ajuda é bem vinda, já
que a nossa luta é contra autoridades. Se fosse
contra os bandidos seria mais fácil. Queremos
justiça. Quem deu a arma aos policiais foi o
Estado, quem os treinou foi o Estado, quem permitiu
que eles estivessem nas ruas foi o Estado. Agora, o
Estado vai ter que responder por essa tragédia.
Por isso, estamos pedindo ajuda a todas as entidades
que puderem apoiar a nossa causa.
Como vocês
vêem o desenrolar das investigações?
Sentimos um corporativismo
muito grande. Sei que já estão dizendo
que o menor entrou no nosso carro por engano, que os
policiais alegam legítima defesa. Como pode ter
sido legítima defesa se não houve tiroteio?
Apenas a policia chegou atirando. Maria Eduarda estava
no banco de trás, o tiro veio dessa direção.
Todos os bandidos estavam na nossa frente e não
dispararam. É impossível ter sido eles.
Como está
a família no momento?
Estamos muito amedrontados.
Os nossos filhos ainda estão assustados, com
o comportamento diferente. Antes, a brincadeira favorita
era o futebol, agora é ela sempre envolve armas.
Ficamos tensos o dia todo, tudo me assusta. Estou dormindo
de luz acesa, tenho receio até de buscar um copo
de água na cozinha à noite. Por mim, sairia
daqui, mas não tenho como. O triste é
que antes eu tinha medo somente dos bandidos, mas agora,
também temo à polícia.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 25.07.2008 |
» Dados
oficiais
O governador
Eduardo Campos fez longo discurso sobre a segurança
pública, mas não disse quando repassará
os dados solicitados pela OAB-PE sobre o Pacto pela
Vida.
» Cobrança
fatal
A OAB-PE gravará
os debates com os candidatos a prefeito sobre o tema
A cidade e a violência. Jayme Asfora quer documentar
todas as promessas para cobrar depois.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Cidades
Data: 25.07.2008 |
» TRAGÉDIA
NA CIDADE UNIVERSITÁRIA
Família
reforça denúncia contra PM
Em depoimento, pai
de Maria Eduarda, assassinada na sexta em abordagem
policial, assegura que militares viram que no carro
atingido havia crianças.
Familiares
da menina Maria Eduarda, 9 anos, morta há uma
semana durante abordagem policial na Cidade Universitária,
Zona Oeste do Recife, reforçaram, ontem, a informação
de que os policiais militares envolvidos no crime sabiam
que no veículo estavam crianças, antes
de começar a atirar. Em depoimento no Departamento
de Homicídios e Proteção à
Pessoa (DHPP), o pai da garota, o aposentado Francisco
Albuquerque, disse que os PMs chegaram a olhar para
o veículo em que Maria Eduarda estava com outras
quatro crianças e dois adultos. “Eles viram
que ali estava uma família, que crianças
tinham entrado e saído do carro.”
No dia do crime, Francisco Albuquerque acompanhou duas
das três filhas até o veículo, onde
estavam a irmã mais velha de Maria Eduarda, Ana
Virgínia Barros, o marido dela, Márcio
Malveira, e os três filhos do casal. “Os
policiais estavam em pé, próximo à
viatura, em frente à casa de recepção.
Eles viram a nossa movimentação. Quando
me virei e entrei na casa de eventos, já ouvi
os tiros”, afirmou. A mesma versão havia
sido dita em depoimento por Márcio e Ana Virgínia.
O objetivo da família
da garota é pressionar o Estado a responsabilizar
os PMs por homicídio doloso, ou seja, intencional.
E, não, por homicídio culposo, sem intenção.
“Não temos dúvidas de que houve
a intenção de matar. Se não era
Maria Eduarda, eram os bandidos. E desde quando bandido
tem que morrer? Eles devem ser presos, não mortos”,
afirmou Márcio Malveira, que acompanhou o sogro
ao DHPP.
Os parentes de Maria
Eduarda também cobraram a prisão dos policiais.
“Eles deveriam estar presos desde o começo.
Mas ao contrário. Foram promovidos. Isso porque,
quando você tira um policial das ruas e o coloca
para fazer serviços administrativos, é
como uma promoção. Não há
riscos”, criticou Francisco Albuquerque.
À tarde, a família
da menina se encontrou com o presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, Jayme Asfora,
para pedir a participação da entidade
no acompanhamento do caso. O advogado criminalista Paulo
César Maia Porto foi designado para acompanhar
o inquérito, auxiliando a família de Maria
Eduarda no que for preciso. A OAB também deve
solicitar à Secretaria de Defesa Social informações
sobre o curso de formação de praças
para averiguar denúncias de que ele é
deficiente.
A delegada responsável
pelo caso, Genezil Coelho, não quis dar detalhes
do depoimento do pai de Maria Eduarda. A delegada, que
no início da semana acreditava que o crime seria
culposo, disse, apenas, ainda ser cedo para definir
se será culposo ou doloso. “É precipitado
falar disso. Eu ainda não sei qual será
o resultado das investigações.”
Hoje, às 19h30, será celebrada a Missa
de Sétimo Dia da morte da criança, em
Carpina, na Mata Norte. Familiares pretendem fazer um
ato no local.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Pinga-Fogo
Data: 25.07.2008 |
» Déjà
vu
José
Múcio Monteiro informou que o presidente Lula
vai levar à pauta do Congresso, no 2º semestre,
a tão esperada reforma política. Já
dispõe de sugestões da OAB, CNBB, Conselho
Econômico, e outros, para encaminhá-las
ao debate.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diário Urbano
Data: 25.07.2008 |
» Polêmicos
Tem pauta
bem polêmica o I Fórum Mundial de Direito
Médico e Bioética (Mar Hotel, 30 de julho
a 2 de agosto). Vai analisar, por exemplo, a delicada
relação entre médicos e pacientes,
as agruras do exercício da medicina e o código
do consumidor, temas considerados de extrema importância
por gente como o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora,
que participa da abertura dos trabalhos.
| Veículo:Diário
de Pernambuco
Editoria/Coluna: Vida Urbana
Data: 25.07.2008 |
» Caso
Maria Eduarda // Criança foi morta há
uma semana
Hoje
completa uma semana da morte da menina Maria Eduarda
Ramos Barros, 9 anos, e até agora a polícia
ainda não divulgou de qual arma partiu a bala
que matou a menina. A principal suspeita é a
de que os tiros que atingiram o carro da família
da garota tenham saído das pistolas de dois policiais
militares que foram acionados para tentar conter o assalto
ocorrido nas proximidades de uma casa de recepções,
na Cidade Universitária, na última sexta-feira.
Hoje, às 19h30, parentes e amigos de Maria Eduarda
participam da missa de sétimo dia em memória
da alma da estudante no Colégio Salesiano, em
Carpina. A irmã de Eduarda, a advogada Ana Virgínia
de Barros Silva, 32, fez um apelo para que todas as
pessoas compareçam à missa usando camisas
brancas.
Ontem, durante mais
de duas horas, a delegada Genezil Coelho, responsável
pelas investigações, ouviu o depoimento
do pai de Eduarda, o aposentado Francisco Albuquerque,
64. "Todas as ouvidas são importantes para
esclarecer o caso, mas não posso adiantar mais
detalhes do trabalho", disse a delegada. Já
o pai da vítima, ao deixar a delegacia, afirmou
que espera por Justiça. "Quero que a Justiça
seja feita. O meu depoimento não trouxe muitas
novidades, ele é apenas esclarecedor. Agora queremos
que os responsáveis sejam punidos", afirmou
o aposentado. À tarde, os familiares da menina
estiveram na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
para pedir rigor nas nvestigações. Eles
foram recebidos pelo presidente Jayme Asfora.
O Instituto de Criminalística
(IC) ainda não divulgou os laudos de balística
que estão sendo feitos nas pistolas dos dois
militares e na cápsula retirada do corpo da menina.
Segundo o diretor de Polícia Científica,
Francisco Sarmento, os resultados podem sair na próxima
segunda-feira. O que a polícia já sabe
é que os tiros que atingiram o veículo
do engenheiro Márcio Malveira, 35, cunhado de
Eduarda, foram disparados por trás e que a bala
que matou a menina partiu de uma pistola .40, a mesma
usada pelos PMs. Márcio foi atingindo de raspão
na cabeça. Duas crianças também
foram feridas levemente pelas balas. "Quando os
policiais atiraram contra o carro eles sabiam que poderiam
matar alguém, mesmo que não fosse minha
irmã. Por isso eles devem ser indiciados por
homicídio doloso", desabafou Ana Virgínia.
No site de relacionamento
Orkut já existe uma comunidade dedicada a Maria
Eduarda. Com o nome JUSTIÇA *Maria Eduarda Barros*,
a comunidade reunia, até a tarde de ontem, 64
membros. Nela estavam postadas diversas orações
e preces para a família da menina.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Política
Data: 24.07.2008 |
» “Segurança
é tema da PCR”, diz Henry - ELEIÇÕES
2008
Sem esconder
que fará da segurança pública um
de seus temas preferidos na campanha, o candidato Raul
Henry (PMDB) foi direto, ontem, durante debate que participou
na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), ao enfatizar
a responsabilidade da Prefeitura em relação
ao assunto, junto com o governo estadual. E com uma
crítica à gestão do prefeito João
Paulo (PT). “Não dá para dizer que
a Prefeitura não tem nada a ver com isso, como
a atual gestão vem fazendo”, disparou,
antes de anunciar que vai apresentar, no dia 15 de agosto,
todo o seu programa de governo, incluindo a área
de segurança. A assessoria da PCR tem colocado
que a gestão não responde a candidato.
Henry abriu a série de entrevistas convocada
pela OAB com o tema “A Cidade do Recife e a Violência”.
Mesmo enfatizando que as ações do seu
programa de governo ainda estão sendo elaboradas,
adiantou algumas das propostas. “O carro-chefe
da nossa gestão será a Casa da Cidadania,
um equipamento de alto padrão voltado para o
fortalecimento da cidadania. Será constituído
de biblioteca, laboratórios de informática
e salas de aula para atividades culturais”, explicou.
Além da Casa
da Cidadania, o peemedebista prometeu maior qualificação
e ampliação das funções
da Guarda Municipal, que em sua gestão, prometeu,
irá trabalhar em parceria com a Polícia
Militar. Também falou em maiores investimentos
em iluminação pública – promessa
que vem sendo feita por todos os postulantes –
e a criação do Conselho Municipal de Segurança,
para acompanhar as políticas desenvolvidas no
município.
O debate foi mediado
pelo presidente da OAB, Jayme Asfora, e contou com a
participação de Rosane Greenberg, representando
a Associação de Defesa da Cidadania e
dos Consumidores (Adecom), e José Carlos Escobar,
presidente do Iace, instituto voltado para a defesa
dos direitos humanos e combate à violência.
Em sua fala, Escobar cobrou urgência nas políticas
públicas. “Não podemos esperar um
ano de gestão para que um plano de violência
seja colocado em prática. O que o senhor vai
fazer para resolver esse problema de forma imediata?”,
questionou em direção ao candidato.
De pronto, Henry garantiu
a construção de duas unidades da Casa
da Cidadania nos bairros do Coque e Santo Amaro. “Na
Colômbia, a redução dos índices
só foi possível graças às
políticas preventivas”, disse, aproveitando
para fazer um desabafo.
“Algumas pessoas
me ironizam injustamente porque falo da experiência
da Colômbia, mas lá eles têm uma
realidade parecida com a nossa”, completou, lembrando
suas visitas ao país.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 24.07.2008 |
» EMPETUR
OAB vai investigar
conduta de advogado
O presidente
do Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do
Brasil Seccional Pernambuco (OAB/PE), Hélio Mariano,
abrirá hoje um processo para apurar a conduta
do assessor jurídico da Empresa de Turismo de
Pernambuco (Empetur), José Antônio Barbosa
Ferreira. Na edição de ontem, o JC revelou
que o servidor público, na época em que
presidiu a polêmica licitação que
escolheu a Well Park Estacionamentos como administradora
do estacionamento do Centro de Convenções
(Cecon), era advogado da empresa. Hélio ressaltou
que José Antônio terá assegurado
o direito de defesa, mas afirmou que, em caso de condenação
no Tribunal de Ética, o assessor jurídico
da Empetur pode receber como punição desde
uma advertência até a suspensão
por um ano de sua permissão para advogar.
A concorrência pública foi lançada
em 13 de janeiro de 2006. Mas a Well Park já
administrava o estacionamento do Cecon desde 2002. Em
maio de 2005, José Antônio assumiu a defesa
judicial da empresa em um caso cível (entre particulares)
que se prolongou até o ano seguinte. Mesmo depois
que a licitação já tinha sido lançada,
ele figurava como único advogado da Well Park,
como ficou demonstrado em uma ata do Tribunal de Justiça
do Estado de Pernambuco (TJPE), no dia 28 de abril.
No último dia
10, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao julgar
uma auditoria especial sobre a licitação,
considerou que houve inúmeras irregularidades
na montagem do edital e na condução do
processo, o que teria favorecido a vitória da
Well Park. José Antônio e o então
presidente da Empetur, Kléber Dantas, receberam
multas de R$ 3.800 e R$ 5.400, respectivamente, do TCE.
E o Tribunal de Contas ainda determinou a abertura de
novo processo licitatório, o que, de acordo com
o secretário de Turismo, Sílvio Costa
Filho, será feito até o final do ano.
Ainda na última
terça-feira, inclusive, Costa Filho anunciou
o afastamento do assessor jurídico e a abertura
de uma sindicância para apurar o caso, em um prazo
que pode ir de 30 dias a 60 dias.
Para José Antônio,
não há nenhuma incompatibilidade, legal
ou ética, em presidir uma licitação
em que seu cliente concorreu e ganhou.
De acordo com Hélio
Mariano, sua primeira providência, após
tomar conhecimento do caso, foi juntar documentos para
a instauração de um processo disciplinar.
“Não preciso nem ser provocado. Posso fazer
isso de ofício. Mas é preciso deixar claro
que José Antônio terá amplo direito
à defesa, há toda uma tramitação.
Claro que há várias hipóteses de
conclusão. O tribunal pode considerar que não
houve infração ou, então, pode
censurá-lo, pode adverti-lo ou suspender, por
um período de 30 dias a um ano, sua licença
para advogar. Caso ocorra essa última hipótese,
ele fica proibido de exercer a advocacia em todo o território
nacional”, comentou Mariano.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 24.07.2008 |
Na OAB, Henry
cobra empenho na Segurança
Roberto
Ramos
RAUL admitiu que
Jarbas não venceu a violência
O candidato
à Prefeitura do Recife, Raul Henry (PMDB), cobrou,
ontem, mais empenho da atual administração
do prefeito João Paulo (PT) sobre a violência.
No ciclo de debates sobre segurança pública,
promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
seccional Pernambuco, o peemedebista também defendeu
o armamento da Guarda Municipal. “Não dá
para a Prefeitura dizer que não tem nada a ver
com isso, como ela está fazendo. Acho que é
possível capacitar a guarda com a coordenação
e orientação da Polícia Militar”,
avaliou.
Raul Henry mais uma
vez admitiu que, durante a gestão do seu padrinho
político, Jarbas Vasconcelos (PMDB), não
houve sucesso no combate à violência. De
acordo com ele, isso o motivou a buscar a experiência
realizada na Colômbia. “Na vida também
aprendemos com o insucesso”, disse. Em suas explanações,
o peemedebista chegou a citar um correligionário
do prefeito, o deputado federal do PT, Maurício
Rands, concordando com a tese da necessidade de um “choque
de gestão” no Recife.
Para demonstrar que
está empenhado no combate à violência,
Henry citou um projeto de lei que apresentou em 2007.
O intuito seria vetar a liberação de verbas
do Ministério da Justiça para estados
que não atualizassem trimestralmente um banco
de dados com doze indicadores. O objetivo seria mapear
a violência em todo o País. Mas nem mesmo
o parlamentar acredita na apreciação rápida
da proposta.
Henry fará o
lançamento do seu programa de governo, em 15
de agosto. Hoje, o peemedebista realiza um porta-a-porta,
na Vila Arraes, às 15h.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 24.07.2008 |
Depois do fracasso,
as promessas.
RECIFE // O candidato
Raul Henry admite "insucesso" no combate à
violência durante gestão Jarbas e apresenta
planos para a prefeitura
O deputado
federal Raul Henry (PMDB) apresentou ontem suas propostas
para a área de segurança pública
durante a sabatina iniciada pela Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB/PE) com os candidatos à Prefeitura
do Recife. No evento, o parlamentar voltou a admitir
que a administração Jarbas, da qual fez
parte, não conseguiu reduzir os índices
de violência no estado. Ele prometeu divulgar
seu programa de governo no dia 15 de agosto. "Na
vida as pessoas aprendem com o insucesso. Não
vencemos essa batalha no governo Jarbas", reconheceu.
Os encontros na OAB/PE
acontecerão a cada semana com um candidato, sempre
nas quartas-feiras. Presente ao evento, o presidente
do Instituto Antônio Carlos Escobar (IACE), José
Carlos Escobar, lembrou que nos oito anos do governo
Jarbas e nos oito anos da administração
do prefeito João Paulo (PT) houve a devida atenção
para a questão da violência. E que o governador
Eduardo Campos (PSB) perdeu tempo em não lançar
de imediato um plano para resolver a questão.
Carlos Escobar questionou o candidato do PMDB se ele
seguiria "a linha de planejar" para depois
colocar em prática as promessas ou se adotaria
de imediato ações para reduzir os índices
de criminalidade no Recife. "Todos sentimos o clima
de violência que a cidade vive. As comunidades
pobres amanhecem em cima de cadáveres",
condenou Escobar.
Raul prometeu que não
falará nada na campanha que não seja possível
realizar. "Não farei nada publicitário.
Entrarei de imediato com as ações integradas,
implantando as casas da Cidadania em Santo Amaro e no
Coque", disse o peemedebista. De acordo com ele,
essas unidades funcionarão como centros integrados
de políticas sociais onde os jovens poderão
desfrutar de atendimento psicológico, além
de atividades culturais, esportivas, educacionais e
de capacitação profissional.
O peemedebista explicou
que seu plano de combate à violência está
focado em três eixos. O primeiro envolve investimentos
em infra-estrutura, a exemplo do saneamento básico,
transporte urbano e iluminação pública,
além de investimentosem capital humano. Neste,
a prefeitura estaria voltada para a educação,
além de implantar políticas para a juventude,
baseadas em cultura, esporte, lazer e geração
de emprego e renda. Por fim, o terceiro eixo prevê
a realização de ações integradas
com a implantação das Casas da Cidadania.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Vida Urbana
Data: 24.07.2008 |
» Civil
será julgado pela Justiça Militar.
INDICIADO //
Militante dos direitos humanos comparou Duque de Caxias
a guerrilheiros
Um especialista
em direitos humanos é indiciado pela Justiça
Militar baseado em suas declarações em
um congresso realizado na Universidade Federal do Rio
Grande do Norte. Esse fato poderia até ser esperado
se acontecesse há 30 anos, durante o Regime Militar.
Mas o economista Roberto Monte responde a um processo
este ano por comparar, no evento ocorrido em 2005, Duque
de Caxias a militares guerrilheiros. Se Monte for condenado,
será o primeiro caso após o fim da ditadura
em que a Justiça Militar enquadra um civil por
incitamento à desobediência e ofensa às
Forças Armadas previstos nos artigos 155 e 219
do Código penal Militar Brasileiro, de outubro
de 1969.
A primeira audiência
do caso, marcada para ontem, às 13h, na Justiça
Militar da União no Recife, foi adiada e não
há previsão de quando nem onde será
realizada. Um dos 11 militares que também respondem
ao processo, o coronel da Polícia Militar de
Alagoas Joilson Fernandes de Gouveia pediu o desaforamento
- deslocamentodo processo para outro local. O problema
é que não houve número suficiente
de oficiais para compor o Conselho Especial de Justiça
do Exército que é formado por quatro militares
e um juiz. Não tinha número suficiente
de coronéis que estivessem qualificados para
julgar o alagoano. Pois, para participar do conselho,
o oficial teria que ter patente maior ou igual à
de Joilson Golveia.
Considerado um dos precursores
da política de direitos humanos no Brasil, Roberto
Monte foi ao local acompanhado de três advogados.
Sendo Marcelo Santa Cruz e Frederico Barbosa indicados
pela OAB/PE e Eri Varela designado para participar da
defesa pelo Conselho Federal da OAB. Também compareceram
à Justiça Militar representantes de entidades
nacionais em defesa dos direitos humanos. "Era
para eu estar no Rio Grande do Norte trabalhando na
capacitação de 300 pessoas. Me sinto constrangido
e violado no meu direito", afirmou Monte desapontado
com o adiamento e com o processo em si.
Direitos humanos, coisa
de polícia. Esse foi o temada palestra que provocou
o processo contra o economista. A convite da Associação
dos Praças do Exército Brasileiro (APEB),
Monte propôs aos membros das Forças Armadas
a implantação de núcleo de direitos
humanos. O economista comentou sobre a importância
de saber da história do país para não
repetir erros ocorridos na época da ditadura
e exemplificou com ações antigas e recentes
da classe militar. No evento, o militante dos direitos
humanos disse, ainda, que "o Exército não
é apenas o do Duque de Caxias, mas também
de Luís Carlos Prestes (o Cavaleiro da Esperança),
Nélson Werneck Sodré, Carlos Lamarca e
Apolônio de Carvalho". A comparação
do patrono do Exército com militares de esquerda
e desertores motivou a batalha judicial.
Membros da classe militar
que assistiam à palestra sentiram-se insultados
e denunciaram 11 militares que reclamaram da chefia
e da estrutura do Exército e Roberto Monte, único
civil. Por "incitação a motim",
Monte pode pegar uma pena prevista de dois anos de reclusão.
Já por "propalar fatos capazes de ofender
a dignidade ou abalar o crédito das Forças
Armadas ou a confiança que essas merecem do público"
a pena varia de seis meses a um ano de prisão.
A juíza Vera Lúcia Silva da Conceição,
auditora substituta da 7ª CJM, e o promotor Guilherme
da Rocha Ramos foram procurados pela reportagem do Diario.
Mas passaram o expediente em audiência e não
puderam conceder entrevista.
Entidades saem
em defesa do economista
A Comissão de
Defesa de Cidadania da Assembléia Legislativa
do estado, a Ordem dos Advogados e entidades de defesa
dos direitos humanos nacionais e internacionais saíram
em defesa do economista Roberto Monte. Em recente visita
ao Recife, o secretário especial de Direitos
Humanos da Presidência da República em
exercício, Rogério Sottili, criticou o
fato e acredita que o caso vai de encontro à
liberdade de expressão, prevista na Constituição
Federal, de 1988. "É um verdadeiro absurdo
que algo assim ainda aconteça no Brasil. Isso
não é compatível com o momento
democrático atual", declarou.
Sottili acrescentou
que o indiciamento de Roberto Monte acontece justamente
num momento em que se discute a necessidade do Código
Penal Militar. "Se no caso dos militares que entregaram
três homens para uma favela rival, o julgamento
desses pela justiça militar é questionado,
imagina o julgamento de um civil que apenas deu uma
opinião em público?", indaga.
O Movimento Nacional
de Direitos Humanos, a OAB e demais entidades defendem
a revogação dessa legislação.
"É necessário por um fim a esse entulho
autoritário que o país guarda como herança
dos tempos da ditadura" afirmou Marcelo Santa Cruz,
um dos advogados de Monte, que pretende conversar com
o deputado federal Maurício Rands (PT) e outros
deputados para levar a discussão à Brasília.
O processo motivou, na última terça-feira,
uma audiência pública de desagravo na sede
da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco, com
a presença de militantes dos direitos humanos.
Marta Telles
Especial para o Diario
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Economia
Data: 23.07.2008 |
» SERVIOS
Licitação
da Empetur tem ligações suspeitas.
Concorrência
barrada pelo Tribunal de Contas era conduzida pelo mesmo
técnico que advogava em nome da empresa que ganhou
a disputa. Ele não vê nada de mais na questão,
mas OAB o critica.
Depois
de o Tribunal de Contas do Estado (TCE) julgar irregular
uma licitação de R$ 1,2 milhão
para escolher a administradora do estacionamento do
Centro de Convenções (Cecon), aplicando
ainda multas ao ex-presidente da comissão responsável
pelo processo licitatório da Empresa de Turismo
de Pernambuco (Empetur) José Antônio Barbosa
Ferreira e ao ex-presidente da estatal Kléber
Dantas, a reportagem do JC conseguiu acesso a documentos
que ligam José Antônio à empresa
vencedora da disputa, a Well Park Estacionamentos. Na
mesma época em que o ex-presidente da comissão
de licitação – hoje assessor jurídico
da Empetur – conduziu a concorrência, em
janeiro de 2006, ele era advogado da Well Park.
Para José Antônio,
não há qualquer incompatibilidade entre
ter advogado para a empresa e presidido a concorrência
disputada por seu cliente. Na leitura do presidente
do Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do
Brasil Seccional Pernambuco (OAB/PE), Hélio Mariano,
contudo, “no mínimo” há um
impedimento ético, devido ao “claro conflito
de interesses” entre a Well Park, que disputou
o contrato milionário, e a Empetur, que promoveu
a licitação.
No último dia
10, o TCE avaliou que o edital da concorrência
prejudicou a apresentação de outras propostas
e favoreceu a Well Park. O Tribunal de Contas determinou
o lançamento de novo edital e multou em R$ 3.800
José Antônio e em R$ 5.400 Kléber
Dantas.
Após o julgamento,
servidores da Empetur denunciaram ao Blog de Jamildo
que o ex-presidente da comissão de licitação
era advogado da Well Park, administradora do estacionamento
desde 2002. Na última sexta-feira, a reportagem
do JC acessou atas do Tribunal de Justiça de
Pernambuco de um processo cível (entre particulares),
que começou em maio de 2005 e se estendeu durante
toda a licitação. Nele, José Antônio
aparece como único advogado da Well Park.
Desde que a reportagem
procurou o servidor da Empetur, foram três contatos
telefônicos. No primeiro, ele negou ter trabalhado
para a Well Park. No segundo, admitiu essa atuação
e minimizou o fato. “É possível
que eu tenha advogado para uma empresa que depois participou
da licitação e ganhou. São meras
coincidências. À primeira vista, pode suscitar
comentários, mas depois vemos as datas e a coisa
se acomoda. Não foi malversação,
interesse financeiro, nada disso. ‘Ah, ele era
presidente da licitação.’ E daí?
A empresa concorreu igualmente com as outras”,
argumentou José Antônio, na terceira ligação.
O edital foi lançado
em 13 de janeiro de 2006. Em 28 de abril daquele ano,
ele participou de uma audiência defendendo a Well
Park.
“Ele jamais poderia
ser advogado de uma parte e de outra, onde existem conflitos
de interesse, ainda mais com erário público
envolvido. Numa licitação, em primeiro
lugar vêm a moralidade e a imparcialidade. Era
para na hora ele ter argüido a suspensão
do processo e a sua retirada da presidência da
comissão de licitação. No mínimo,
há um impedimento ético e moral”,
afirmou Hélio Mariano.
Giovanni Sandes, ( gsandes@jc.com.br
) .
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Capa Dois
Data: 23.07.2008 |
» DIREITOS
HUMANOS
Ativista processado
pelas Forças Armadas.
A Ordem
dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) manifestou
ontem, num ato de desagravo, seu repúdio ao processo
movido pelas Forças Armadas contra o defensor
dos direitos humanos Roberto de Oliveira Monte. Ele
é acusado de incitamento à indisciplina
militar e ofensa ao Exército, por ter defendido,
em um congresso militar, realizado em 2005, na Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que as Forças
Armadas deveriam criar unidades de direitos humanos.
“É a primeira
vez, depois da Constituição de 1988 que
um civil é processado, enquadrado no Código
Penal Militar – de 1979 – por manifestar
sua opinião”, afirmou Marcelo Santa Cruz,
um dos advogados de defesa de Monte, que será
ouvido hoje na 7ª Circunscrição Judiciária
Militar (CJM), no Recife.
“O caso repercute
internacionalmente e leva a uma preocupação
com a volta dos entulhos autoritários da ditadura”,
afirmou Santa Cruz, ao lembrar que a Constituição
garante a livre manifestação de expressão.
A luta é pelo
arquivamento do processo, considerado “inadmissível”,
pelo presidente da OAB-PE, Jayme Asfora. “Cada
um tem a liberdade de criticar ou de elogiar”,
defendeu, destacando o respeito pelas Forças
Armadas brasileiras.
Fundador do Movimento
Nacional dos Direitos Humanos, ex-integrante da Comissão
de Justiça e Paz do Rio Grande do Norte, Roberto
Monte foi denunciado – e mais 13 militares –
pelo Ministério Público da 7ª CJM
como incurso nos artigos 155 (incitamento à desobediência)
e 219 (ofensa às Forças Armadas).
Economista, Roberto
Monte é potiguar e atua no Centro de Direitos
Humanos e Memória Popular, em Natal. Ângela
Lacerda
Agência Estado
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Política
Data: 23.07.2008 |
OAB inicia hoje
debates sobre o tema - ELEIÇÕES 2008
A seccional
pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
inicia hoje uma série de debates com todos os
candidatos a prefeito da capital, intitulado A Cidade
do Recife e a Violência. Os encontros acontecem
na sede da entidade, na Rua do Imperador, no Centro.
A OAB
receberá um prefeiturável a cada semana,
sempre às quartas-feira, a partir das 17h. Todos
os sete postulantes confirmaram presença. A ordem
dos candidatos foi definida por sorteio. Hoje, o deputado
federal Raul Henry (PMDB) abre os debates.
As regras
são as seguintes: a coordenação
vai contar com cinco minutos para as considerações
de abertura. Em seguida, o prefeiturável terá
15 minutos para expor seus projetos sobre a área
de segurança. Depois, o presidente da entidade,
Jayme Asfora, faz perguntas sobre o tema, com direito
a uma resposta do candidato em até cinco minutos.
Membros de outras entidades farão novos questionamentos,
com mais cinco minutos para a resposta. Na
última fase do encontro, a platéia vai
poder fazer perguntas diretamente ao prefeiturável.
Basta que os interessados se inscrevam.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Folha da Cidade
Data: 23.07.2008 |
» Violência
Em parceria
com a adecon e o Iace, a OAB-PE inicia, hoje, às
17h, a série de debates sobre A Cidade do Recife
e a Violência , com os candidatos a prefeito.
Será, na sua sede da Rua do Imperador Pedro II,
235, no Bairro de Santo Antônio.
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diário Urbano
Data: 23.07.2008 |
Longe, longe
A partir
das 17h de hoje e em todas as quartas-feiras até
3 de setembro, a OAB ouve candidatos a prefeito do Recife
(o primeiro é Raul Henry) sobre os seus programas
de governo. A platéia pode interagir com os entrevistados,
que devem caprichar nas promessas sobre mais envolvimento
com a segurança. Até agora, o exemplo
de Bogotá está longe, longe daqui.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Política
Data: 22.07.2008 |
» Comitês
e mais guardas municipais - ELEIÇÕES 2008
O tema
segurança recebe atenção independente
do grau de presença do candidato nas sondagens
junto ao eleitorado recifense. Os postulantes de legendas
consideradas de pequeno porte também já
se debruçaram sobre os índices de violência
tendo como foco apresentar propostas viáveis
para o tema. A preocupação é tanta
que até algumas entidades já se organizam
para ouvir dos postulantes os projetos dessa área,
como é o caso da Ordem dos Advogados do Brasil,
seccional de Pernambuco (OAB-PE) que, amanhã,
realiza o primeiro de um ciclo de debates com os candidatos
sobre a segurança. Como primeiro a ser “sabatinado”
pelo grupo está Raul Henry (PMDB).
O candidato do PSOL, Edilson Silva, quer carregar na
instituição de programas voltados para
as comunidades mais carentes como forma de afastar os
jovens da violência. “Até sábado
vamos apresentar oficialmente nosso programa para essa
área. Mas acho que a prefeitura está mais
próxima da população e deve ter
mais autonomia sobre o policiamento. O papel da guarda
municipal também deve ser discutido”, diz
ele.
A postulante do PSTU,
Kátia Teles, é mais enfática e
baseia suas idéias na criação de
comitês populares de auto-defesa. “É
a própria comunidade que conhece os problemas
e pode repreender da forma como achar mais viável”,
disse ela. Questionada sobre a possibilidade desses
comitês possuírem armamento, a integrante
do PSTU joga para a comunidade a decisão de tal
formatação. Ela argumenta que é
preciso reduzir a repressão policial junto aos
movimentos sociais. Roberto Numeriano, do PCB, quer
aumentar o efetivo da guarda municipal e construir núcleos
da cidadania nas áreas de maior violência.
A reforma urbana também servirá de alicerce
para melhorar a qualidade de vida e desestimular a violência.
Um ponto comum em todos os candidatos é o reforço
da iluminação pública como aliado
para reduzir os índices e a geração
de emprego e renda para afastar sobretudo a juventude
de iniciativas como assaltos. (C.S.).
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 22.07.2008 |
» OAB critica
postura adotada pela SDS
Em nota
divulgada à Imprensa, a Ordem dos Advogados do
Brasil - Seccional pernambuco (OAB-PE) manifestou sua
rejeição à forma como vem sendo
tratado, pela Secretaria de Defesa Social (SDS), o caso
Maria Eduarda. “É preciso que o fato não
seja tratado como mais um número estatístico.
Toda a sociedade brasileira clama por uma resposta.
Antes de qualquer ação, é preciso
que a vida do cidadão seja preservada. Para isso,
a autoridade policial precisa ter estratégia
e preparo e lembrar que não podem colocar a vida
de um inocente em risco”, afirmou o presidente
da Comissão de Direitos Humanos (CDH), Taciano
Domingues.
Ele lembrou
ainda que, embora não seja possível fazer
nenhum juízo de valor, já que o inquérito
ainda não foi concluído, outros casos
de imprudência policial foram registrados nos
últimos anos no Estado. No carnaval deste ano,
o menino Dênis Francisco dos Santos foi morto
por policiais e no mesmo período em 2006, um
grupo de garotos foi jogado no rio Capibaribe, o que
resultou na morte de dois deles.
“Além
da devida punição, é preciso reavaliar
a capacitação dos membros das corporações.
Não agüentamos mais ver casos como esses
diariamente”, afirmou Taciano. A assessoria da
Polícia Civil afirmou que está trabalhando
para resolver o caso rapidamente e da forma mais isenta
possível.
| Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna:Grande Recife
Data: 22.07.2008 |
» Justiça
Militar julga defensor
Processado
pela Justiça Militar, o advogado Roberto de Oliveira
Monte, militante pela defesa dos direitos humanos, será
julgado nesta quarta-feira, na Auditoria da Justiça
Militar, no Recife. Ele será defendido pelos
advogados Frederico Barbosa e Marcelo Santa Cruz. Monte
está sendo processado porque há mais ou
menos três anos participou de um Congresso Militar
em Natal (RN), atendendo a um convite da Associação
dos Praças do Exército Brasileiro (Apeb).
Na ocasião, membros do Ministério Público
Militar, de Brasília, ficaram indignados com
as colocações de Monte, fato que gerou
o inquérito contra ele.
Militantes
do movimento pelos direitos humanos informam que Monte
será julgado por três coronéis.
Segundo os militantes, os sistemas Interamericano e
da Organização das Nações
Unidas (ONU) têm uma jurisprudência no sentido
de que as cortes militares não têm o poder
de julgar civis por crimes militares, uma vez que a
legislação militar serve apenas para regular
a conduta de membros da classe na condução
de suas funções específicas.
Assim,
os militantes defendem que, no caso em questão,
denunciar Monte, único civil neste processo penal
por infração aos artigos 155 e 219 do
Código Penal Militar, evidencia abuso de poder,
uma vez que tratam unicamente de crimes de opinião.
Por este motivo, militantes e defensores dos direitos
humanos estão se articulando para se engajarem
pelo arquivamento do processo. Uma audiência de
desagravo por conta da denúncia acontece hoje,
às 9h, na OAB/PE.
Na avaliação
do denunciado, “se o julgamento existe, é
porque existe lixo autoritário, que deve ser
limpo”. Para os advogados Frederico Barbosa e
Marcelo Santa Cruz, a denúncia “é
uma enxúndia de ilações sem consistência
com uma prova testemunhal contaminada pelo espírito
de corporativismo que persiste ainda nas Forças
Armadas contra a Declaração Universal
dos Direitos Humanos”.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 20.07.2008 |
» Pacto
pela Vida, 13 meses depois.
A OAB-PE
enviou ofício ao governador Eduardo Campos solicitando
informações sobre os resultados obtidos
pelo programa Pacto pela Vida após 13 meses do
seu lançamento. As informações,
justifica a OAB, são de caráter fundamental
para que ela possa avaliar de forma técnica os
resultados obtidos nessa primeira fase de realização
das 138 ações do programa. A OAB quer
saber também quais foram os custos para a confecção
do Pacto, as respectivas fontes orçamentárias
(estadual, federal, privada ou outra), lista com as
ações implantadas e cronogramas de execução,
lista das ações implantadas com as respectivas
dotações orçamentárias e
gastos executados, os motivos da não realização
de algumas ações, as atas das reuniões
do Pacto, e o número de vítimas de crimes
violentos no Estado.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Dia- a- Dia
Data: 20.07.2008 |
Interiorizando
Jayme
Asfora, presidente da OAB/PE, implanta subseccionais
da Escola Superior de Advocacia Ruy Antunes, em Petrolina
e Caruaru. Asfora planeja, junto com o diretor da ESA,
Ronnei Duarte, encontros com a classe e instituições
parceiras nas cidades para viabilizar o projeto.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC na Ruas
Data: 19.07.2008 |
Pacto pela Vida
O presidente
da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco
(OAB-PE), Jayme Asfora, encaminhou ofício, na
tarde de ontem, ao governador Eduardo Campos. Solicitou
informações sobre os resultados obtidos
pelo Pacto pela Vida.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Pinga Fogo
Data: 19.07.2008 |
Assinando o
fim dos fichas suja
No debate
sobre Segurança, segunda-feira, com os prefeituráveis
do Recife, a OAB solicitará, oficialmente, a
adesão dos candidatos ao projeto de Lei que altera
as regras da inelegibilidade. O presidente da entidade,
Jayme Asfora, pretende formalizar o pedido de assinatura
logo após as apresentações deles.
Depois começa a sabatina sobre o tema. O primeiro
será Raul Henry (PMDB).
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diário Político
Data: 19.07.2008 |
Debates
O presidente
da OAB/PE, Jayme Asfora, fechou a agenda de debates
com os candidatos a prefeitos do Recife, tendo a violência
como tema central. Pela ordem do sorteio, Raul Henry
(PMDB) será o primeiro, na quarta-feira.
| Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 19.07.2008 |
Nova sede da.
OAB-PE terá área de 5 mil m² .
O presidente
Jayme Asfora e o conselheiro federal Ricardo Correia
tentam acabar com os entraves para iniciar a construção
da nova sede, em Joana Bezerra
| Veículo:
Diário de Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 19.07.2008 |
» Votação
aberta para vaga no TJPE.
Quinto
Constitucional // Tribunal de Justiça vai escolher
três entre os seis advogados mais votados pela
OAB com voto declarado.
O presidente
do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE),
Jones Figuerêdo, confirmou oficialmente ontem
que a votação da lista tríplice
para indicação do novo desembargador do
estado será aberta. Os seis advogados que concorrem
a vaga pelo quinto constitucional foram escolhidos na
eleição realizada pela Ordem dos Advogados
(OAB-PE), em 3 de junho. Agora, o pleno TJPE irá
indicar três. Os nomes dos escolhidos serão
encaminhados ao governador Eduardo Campos (PSB), a quem
caberá a responsabilidade de indicar o novo desembargador.
Segundo Jones Figuerêdo,
a reunião da corte ainda não foi marcada
porque alguns desembargadores estão em férias
e só retornarão ao trabalho no final deste
mês. "Acredito que a votação
será no início de agosto", previu.
Estão concorrendo ao cargo os advogados Izael
Nóbrega, Edgar Moury Fernandes Neto, Virgínia
Galvão, Eduardo Sertório, Rogério
Neves e Flávio Régis. A vaga disputada
pertencia ao ex-presidente do Tribunal, desembargador
Fausto Freitas.
O voto aberto atende
a um desejo daOAB-PE que já havia conseguido,
junto ao Conselho Nacional de Justiça(CNJ), uma
liminar favorável a sessão aberta. "No
tribunal havia uma tradição do voto fechado.
Não me surpreeende essa postura do doutor Jones
(Figuerêdo), que é um homem antenado com
o mundo de hoje", festejou o presidente da OAB,
Jayme Asfora. Ele esclareceu também que ao solicitar
a interferência do CNJ não teve a intenção
de abrir o conflito com o Judiciário |