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Dezembro 2007
Veículo: Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 22.12.2007
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» No prazo 1
Presidente da OAB, Jayme Asfora divulgará dia 7 de janeiro o edital para os advogados escolherem, em eleição direta, a lista sêxtupla a ser enviada ao Tribunal de Justiça.
» No prazo 2
Asfora diz que tudo está nos prazos: com o edital em mãos, os advogados têm 25 dias para as inscrições e a OAB outros 35 dias para realizar a eleição, que deve sair só após o Carnaval
Veículo: Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: JC Nas Ruas
Data: 20.12.2007
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» Expulsa
O Conselho Seccional da OAB-PE aprovou a expulsão definitiva da advogada Terezinha de Fátima Barbosa. Acusada de integrar uma quadrilha de tráfico de órgãos, desbaratada pela Polícia Federal em 2003, ela está proibida de advogar em qualquer âmbito judicial do País.
Veículo: Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Vida Urbana
Data: 20.12.2007 |
Garanhuns // Ação pode barrar nova faculdade
No dia em que o governador Eduardo Campos foi até Garanhuns anunciar oficialmente a aprovação, pelo Conselho Estadual de Educação, do funcionamento da Faculdade de Medicina já construída na cidade e que integra a rede de unidades do Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos (ITPAC), o Ministério Público Estadual já recebeu uma ação contra essa decisão. A OAB-PE, o Cremepe e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) se uniram para tentar impedir que a nova faculdade começe de fato a funcionar.
"Estamos pedindo uma melhor averiguação, porque esse pedido não passou pelo crivo do MEC. Pode ser um precedente muito perigoso", explicou o presidente do Simepe, Mário Fernando Lins. Para a OAB-PE, o Conselho Estadual não tem competência para autorizar o funcionamento de instituições de ensino superior de fora do estado. No caso, a ITPAC tem sede em Barbacena-MG e unidades em outras cidades do interior de Minas.
O presidente do Conselho Estadual de Educação, Josias Albuquerque, defendeu a decisão informando que o funcionamento do curso foi aprovado por 12 dos 13 integrantes do Conselho. "Existe um convênio que diz que se uma unidade de ensino é reconhecida pelo sistema estadual de educação e se houver convênio entre esses estados, a instituição pode sim se instalar", disse.
Veículo:
Veículo: Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Diario Urbano
Data: 20.12.2007 |
Reação O presidente da OAB, Jayme Asfora, acompanhou-se de representantes de várias entidades ligadas à educação superior e à medicina para protocolar ontem, no MPPE, ação contra o Conselho Estadual de Educação (CEE-PE), que resolveu conceder, sem ter poderes para tanto, autorização de funcionamento, em Garanhuns, a uma faculdade de medicina do estado do Tocantins.. Asfora diz que a lei é bem clara sobre a quem compete a emissão do parecer: apenas o Conselho Nacional de educação (CNE) e o MEC poderiam fazê-lo.
Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 19.12.2007 |
Entidades
querem barrar universidade
Laiziane Soares
Representantes de entidades
ligadas à educação superior e à
medicina, além da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB/PE), vão entrar com uma ação
no Ministério Público Estadual contra
um parecer expedido pelo Conselho Estadual de Educação
(CEE), que credencia uma instituição de
ensino superior do Estado do Tocantins a se instalar
na cidade de Garanhuns, Agreste pernambucano. Segundo
o presidente da OAB, Jayme Asfora, não é
de competência do CEE permitir credenciamento
de instituições de ensino superior de
fora do Estado.
Segundo o presidente
do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Carlos Vidal,
é preciso que sejam tomadas medidas urgentes
para coibir essa "ilegalidade que se espalha".
Vidal disse que se preocupa não só com
os custos dos estudantes, mas também com a formação
deles.
A unidade em questão
é o Instituto Tocantinense Presidente Antônio
Carlos (ITPAC), que conseguiu, em outubro de 2006, permissão
do CEE para credenciar a Faculdade de Garanhuns, onde
serão oferecidos o curso de Medicina, Ciências
Contábeis e Sistemas de Informação.
Segundo Vidal, o ITPAC instalou uma faculdade em Minas
Gerais, que acabou sendo fechada mesmo após o
início das aulas, por estar em situação
irregular.
Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Foco
Data: 19.12.2007 |
BRINDE
Muito prestigiada a festa do CPM Advogados, segunda-feira,
marcando o ingresso de Carlos Neves Filho na sociedade
do escritório. Entre presenças, os ex-governadores
Roberto Magalhães e Joaquim Francisco, os juristas
José Joaquim de Almeida Neto, o diretor-executivo
da Folha, Paulo Pugliesi, e o presidente da OAB-PE,
Jayme Asfora. Também o prefeiturável Raul
Henry e o secretário municipal Bruno Ariosto.
Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Cidades
Data: 18.12.2007 |
» PEDIDO DE REFÚGIO
Cubanos poderão trabalhar
no País
Os três músicos
que estavam desaparecidos há uma semana prestaram
depoimento ontem na Polícia Federal e formalizaram
pedido oficial de refúgio
Após sete dias
de choro, nervosismo e medo, os três músicos
cubanos que desertaram do regime de Fidel Castro e estavam
desaparecidos em Pernambuco compareceram ontem à
sede da Polícia Federal (PF), no Bairro do Recife
(Centro). Conseguiram dar entrada numa autorização
provisória para viver no Brasil, espécie
de salvo-conduto que sairá em até 48 horas.
As autoridades já dão como certa a concessão.
Com o documento, expedido em Brasília, poderão
tirar Carteira de Trabalho para aqui exercer sua profissão.
O pedido oficial de refúgio será encaminhado
ao Conselho Nacional de Refugiados (Conare), que só
julgará o caso em fevereiro de 2008.
Os músicos da banda Los Galanes Miguel Angel
Nuñez Costafreda, 40 anos, Juán Alcides
Díaz, 42, e Arodis Verdecia Pompa, 36, mudaram
de casa sete vezes, desde que saíram do Hotel
Pousada São Francisco, em Olinda, há uma
semana. Eles não apareceram, quarta-feira passada,
para o vôo de volta, marcado para as 7h50 e no
qual embarcaram outros três integrantes do grupo
e um funcionário do governo cubano. O visto no
Brasil expirou sexta-feira.
No Recife, obtiveram apoio do casal de professores de
dança Gledson e Edwis Silva, que conheceu os
estrangeiros em shows no Clube das Pás, Cuba
do Capibaribe e Clube Bela Vista, no começo deste
mês. "Agora eles ficarão em nossa
casa, na Torre, o tempo que for necessário. Sofremos
muita pressão, por isso tivemos de mudar de lugar
a toda hora. Nosso dia terminava às 3h30 e recomeçava
às 6h. Resolvi ajudá-los porque saí
de Palmares aos 13 anos e passei fome aqui. Nossas histórias
são parecidas", contou Gledson.
O secretário nacional de Justiça, Romeu
Tuma Júnior, acompanhou o depoimento dos três
à delegada de Imigração da PF,
Madeleine Botelho. Reafirmou que não haverá
prisão nem deportação e recomendou
que os cubanos evitem falar sobre a política
de seu país natal, para evitar problemas com
o pedido de refúgio.
"Com a autorização provisória,
os músicos ficam legalizados no Brasil, a partir
do momento que preencham os requisitos", explicou
Tuma. Entre as exigências para o refúgio
estão o temor de sofrer perseguição
por motivo político, religioso, racial, de nacionalidade
ou grupo social. É diferente do asilo, que exige
haver uma real perseguição política.
Caso o Conare conceda refúgio, os cubanos podem
requerer naturalidade brasileira. "Mas isso só
ocorrerá em seis anos, se não houver intercorrências",
explicou o delegado-regional-executivo da PF, Santiago
Fernandes. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB) no Estado, Jayme Asfora, assegurou que vai dar
apoio para garantir os direitos dos cubanos. "Queremos
evitar que aconteça o que ocorreu com os pugilistas
(Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara), deportados
em julho a pedido do governo ditatorial de Cuba, que
viola os direitos humanos", disse.
Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 18.12.2007 |
Diego Nigro
Cubanos não serão
deportados

Integrantes do Los Galanes prestaram depoimento à
Polícia Federal
RODOLFO BOURBON
Os músicos cubanos Miguel Angel, Arodis Pompa
e Juan Díaz continuarão realizando shows
em Pernambuco, até receberem o resultado do pedido
de refúgio político. Pelo menos, é
o que garante o titular da Comissão de Relações
Exteriores e deputado federal, Raul Jungmann, após
conversa com o ministro da Justiça, Tarso Genro.
A situação favorável aos integrantes
do grupo Los Galanes foi reforçada pelo secretário
nacional de Justiça, Romeu Tuma, na tarde de
ontem, quando o trio prestava depoimento na Superintendência
Regional da Polícia Federal (PF). "O processo
foi feito dentro do prazo e das normas da lei. O salvo-conduto,
inclusive para emissão da Carteira de Trabalho,
será válido até a avaliação
do Conselho Nacional de Refugiados (Conare) sobre a
possibilidade de permanência ou não deles",
afirmou Tuma, ao mencionar que a conclusão do
julgamento deverá acontecer dentro de aproximadamente
um mês.
Após os esclarecimentos
prévios à chefe da Delegacia de Imigração
da PF, Madeleine Botelho, os músicos cubanos
disseram estar um pouco mais calmos em comparação
aos cinco dias antecedentes. O trio estava sendo procurado
pela Polícia Federal desde a última quarta-feira,
data em que estava programado o retorno à "ilha
de Fidel Castro". O visto expirou dois dias depois
e, temendo a deportação, eles contrataram
um advogado para solicitar o refúgio. "Temos
muita esperança e lutaremos pelo nosso sonho,
que é ficar no Recife e formar uma nova banda,
sem as restrições impostas pelo governo
de Cuba, além de trazer nossa família",
revelou o vocalista Miguel Angel.
O casal de professores
de dança, Gledson Silva e Edwis Torres, que abrigam
os cubanos em uma residência no bairro da Torre,
afirmaram que, até então, os dias estão
sendo turbulentos. "Mal conseguimos dormir e já
mudamos o grupo para cerca de seis lugares diferentes,
devido às ameaças anônimas e pressões.
Eles têm chorado muito, pois estão sem
contato com a família", revelou Gledson.
PROTEÇÃO
Diversas entidades de
defesa dos direitos humanos estão acompanhando
o caso dos músicos. O objetivo, segundo os representantes
das organizações, é evitar que
o destino do trio seja o mesmo dos pugilistas cubanos
deportados de forma supostamente irregular na última
edição dos Jogos Panamericanos, sediados
no Rio de Janeiro. "Faz 60 anos que o mundo conquistou
o direito de pedido de refúgio político.
E, até o resultado, a pessoa deve ter proteção
e liberdade garantidas", pontuou o presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Jayme Asfora.
Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Grande Recife
Data: 18.12.2007 |
700
presos deixarão o Aníbal Bruno
Laiziane Soares
Cerca de 700 presos devem deixar o Presídio Professor
Aníbal Bruno num prazo estipulado de 60 dias.
Pelo menos, essa é a previsão do Comitê
de Acompanhamento do Sistema Penitenciário do
Estado, que vem avaliando a situação carcerária
em Pernambuco desde a última rebelião
na unidade, ocorrida no começo de novembro. Para
tanto, será realizado um mutirão que estudará
os processos jurídicos dos detentos do presídio.
O trabalho começará no dia 3 de janeiro
e tem previsão para acabar em 30 dias.
De acordo com o juiz-titular
da 1ª Vara de Execuções Penais e
Corregedoria dos Presídios, Adeildo Nunes, a
intenção é transferir detentos
já condenados e que hoje estão no Aníbal
Bruno; os que respondem a processos no Interior; os
que são de outros estados, além de conceder
progressão de pena para outros internos. Os trabalhos
serão realizados pela 1ª Vara de Execuções
Penais, do Tribunal de Justiça de Pernambuco
(TJPE).
"Com o mutirão,
haverá a diminuição da população
carcerária no centro, através da agilização
de processos. Vamos encaminhar os que respondem por
crimes no Interior para as cadeias públicas dos
municípios; os que já foram sentenciados
às penitenciárias e ver os casos em que
haja a possibilidade de progressão de pena",
explicou Nunes. A prioridade, segundo o juiz, é
de que sejam vistos primeiro os casos dos presos mais
antigos.
O trabalho contará
com a participação de dez advogados indicados
pela OAB, 14 do sistema penitenciário e dez defensores
públicos, além de estagiários de
Direito. "Durante o mutirão vamos avaliar
a situação de cada um dos condenados.
Primeiro, será feito um levantamento dos processos,
depois os presos serão encaminhados para os lugares
em conformidade com suas penas", esclareceu o magistrado.
A ação
estava prevista na portaria 022/2007. Com a determinação,
o Presídio Professor Aníbal Bruno não
receberá mais presos e sua lotação
ficará limitada em 3.600 detentos. Atualmente,
a população carcerária da unidade
é de 3.813 internos. Sua capacidade é
de 1.448.
Veículo:
Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: João Alberto
Data: 17.12.2007 |
Justiça
- A Associação dos Magistrados de Pernambuco
homenageará Jayme Asfora, presidente da OAB,
e o juiz Luiz Fernando Lapenda Figueirôa, sábado,
com a medalha Paula Batista, por sua contribuiçãopara
a melhoria do Poder Judiciário, durante a festa
de confraternização no Personnalité.
Veículo:
Jornal do Commercio
Editoria/Coluna: Alex
Data: 14.12.2007 |
» OAB NA
MARCHA DO SUCESSO
Democracia é permitir
que se ouça a voz da maioria. E é essa
voz, uníssona, que aponta o advogado Jaime Asfora.
Ele está realizando um bom trabalho como presidente
da OAB-PE. Soube completar bem sua diretoria, está
sendo prestigiado e trabalha.
Veículo:
Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Foco
Data: 14.12.2007 |
PODER
Concorridíssima a posse do pernambucano Mozart
Valadares, quarta-feira, em Brasília, como presidente
da Associação dos Magistrados Brasileiros.
Com posse e jantar comemorativo no Porto Vitória,
a casa estava lotada.
Os conterrâneos
pernambucanos Jayme Asfora, comandante da OAB regional,
e o deputado Maurício Rands compuseram a mesa.
Daqui também muitos desembargadores, juristas
e outras autoridades. Ele passa a ser uma das figuras
mais ouvidas do País em assuntos que envolvem
o Direito.
Veículo: Diario de Pernambuco
Editoria/Coluna: Economia
Data: 09.12.2007 |
Reavaliação
dos terrenos de marinha
AÇÃO //
Ministério Público Federal quer coibir
cobrança abusiva de taxa
O Ministério
Público Federal (MPF) em Pernambuco ajuizou ação
civil pública contra a União com o objetivo
de reavaliar a demarcação de terrenos
de marinha. A idéia é pôr um fim
aos conflitos sobre a correta demarcação
da Linha de Preamar Média (LPM), instituída
em 1831, obrigar a correção dos procedimentos
demarcatórios e coibir a cobrança abusiva
de taxas de ocupação e foro. A representação
que deu origem à ação foi feita
pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), em conjunto
com entidades como Associação dos Moradores
do Pina, Boa Viagem e Setúbal, Cremepe, Ademi-PE,
Secovi, Sinduscon.
Na ação, o procurador da República
Antônio Carlos Barreto Campello pede à
Justiça Federal perícia judicial com o
objetivo de fixar, com base em critérios científicos,
a LPM/1831, utilizada como parâmetro para a definição
das áreas de terrenos de marinha, compelindo
a União a respeitá-la. Além disso,
o MPF requereu a anulação dos processos
administrativos de demarcação em que os
interessados, apesar de serem conhecidos e possuírem
endereços certos, foram intimados por edital.
Em relação aos valores de foros e taxas
de ocupação, foi requerida a anulação
dos reajustes a partir de 2004. O MPF entende que os
cálculos foram feitos levando em conta a valorização
do imóvel e a realização de benfeitorias
pelos próprios particulares, e quer condenar
a União a proceder à cobrança com
base, exclusivamente, na atualização monetária
dos foros e taxas então vigentes.
A ação, se acatada, beneficiará
uma parcela significativa da população
da Região Metropolitana do Recife, que possui
uma grande área classificada como terreno de
marinha, além das demais áreas litorâneas
do estado. A ação indica que existem mais
de cinco mil logradouros que se enquadram na definição
de terrenos de marinha.
A representação feita pela OAB-PE junto
ao MPF foi fundamentada em pareceres de diversos especialistas
e da Comissão de Assuntos Tributários
da entidade. Eles apontam problemas como a falta de
transparência e ausência de aplicação
de critérios científicos seguros para
definir a linha de preamar média. O fato acarreta
conseqüências graves ao patrimônio
dos cidadãos como, por exemplo, a demarcação
de novos terrenos de marinha sobre imóveis sem
qualquer tipo de restrição e devidamente
registrados em cartórios.
Cobrança - "O acatamento da representação
pelo MPF indica que a sociedade civil está com
a razão. Existem muitos aspectos ilegais na cobrança
dessa taxa que precisam ser revistos", diz o presidente
da OAB-PE, Jayme Asfora, que aguarda um posicionamento
favorável da Justiça. Morador do bairro
de Setúbal, o administrador de empresas e membro
da Associação dos Moradores do Pina, Boa
Viagem e Setúbal Fernando Cunha lembra que a
lei que define a LPM é arcaica e isso vem onerando
descabidamente a população. "Além
dos critérios de demarcação serem
equivocados, os aumentos na taxa de ocupação
e foro têm sido absurdos", criticou. O reajuste,
autorizado em 2005, elevou o valor médio do tributo
em cerca de 40%.
Veículo: Diario de
Pernambuco
Editoria/Coluna: Política
Data: 09.12.2007 |
Dia mundial de
combate à corrupção
Alerta // As Nações
Unidas incentivam a fiscalização da correta
aplicação dos recursos públicos.
Situação do Brasil é incômoda.
Uma convenção
da ONU estabeleceu o 9 de dezembro como Dia Internacional
Contra a Corrupção. Bem mais que um dia
de celebração, a data marca um desafio
onipresente no Brasil, que atualmente ocupa o 72º
lugar no raking mundial da corrupção elaborado
pela ONG Transparência Internacional. O índice
mede a percepção na sociedade em relação
ao nível de corrupção entre políticos
e autoridades. Ou seja, os primeiros países do
ranking são os menos corruptos, o que deixa Brasil
numa situação incômoda.
Pactuada entre 112 países
em 2003, a convenção das Nações
Unidas que definiu o dia internacional de combate à
corrupção prevê a cooperação
internacional para recuperar valores desviados irregularmente
em todo o mundo. Atualmente, o rastreamento e o bloqueio
de bens, além da criminalização
do suborno e da lavagem de dinheiro consistem nos principais
recursos de monitoramento.
No Brasil, o Congresso
Nacional aprovou o texto da convenção
em maio de 2005 e, no dia 31 de janeiro de 2006, o documento
foi finalmente promulgado etransformado em lei. O Escritório
das Nações Unidas contra Drogas e Crimes
(UNODC), principal braço internacional da ONU
nesse tipo de atuação, calcula que as
perdas anuais com subornos cheguem à casa de
trilhões de dólares. A prática
fragiliza o sistema de serviço público
e acaba gerando conseqüências devastadoras
na sociedade como um todo, alertou o último memorando
do UNODC.
No plano virtual, o país
já conta com projetos de destaque na internet,
como o portal Transparência Brasil (www.transparencia.org.br)
e o site Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br),
onde é possível averiguar a aplicação
de verbas públicas. Os principais órgãos
dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário
também possuem seus portais da transparência,
onde as contas são disponibilizadas ao eleitor.
Em Pernambuco, o ano
de 2007 não apresentou grandes avanços
no combate à corrupção, ao menos
no que diz respeito ao apoio da sociedade civil e do
setor privado na fiscalização do dinheiro
público. O controle dessa prática no estado
continua centralizado em órgãos como os
tribunais de Contas do Estado e da União, o Ministério
Público e a Polícia Federal. Entidades
classistas como a Ordem dos Advogados do Brasil - secção
Pernambuco (OAB-PE) e a Associação dos
Magistrados de Pernambuco (Amepe) acabaram suprindo
as lacunas deixadas pelo poder público local
e se tornaram as princiais referências nesse tipo
de fiscalização.
Amanhã, partir
de 8h, a representação no estado da Controladoria
Geral da União (CGU) vai promover um ciclo de
palestras sobre o tema no auditório do Banco
Central, na Rua da Aurora, em Santo Amaro. Os painéis
vão abordar as contribuições dos
órgãos de proteção ao patrimônio
público e a ética na gestão pública
no combate à corrupção. Representantes
de praticamente todas as instituições
que abordam o tema estarão presentes, além
de membros da sociedade civil.
Para combater a
compra de votos
Outra iniciativa marcante
no combate às irregularidades no setor público
é a campanha "Voto não tem preço,
tem conseqüências". Relançada
no último dia 17 de novembro nas seccionais da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a campanha de combate
à corrupção eleitoral busca estimular
os cidadãos no enfrentamento do financiamento
ilegal das campanhas eleitorais.
A investida faz parte
do Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral (MCCE), que envolve algumas das principais
entidades e associações civis do Brasil.
O carro-chefe da conscientização é
esclarecer os eleitores de que a compra de votos é
crime e deve ser denunciada. Cartazes e folhetins vão
explicar à população os efeitos
da Lei 9840, que introduziu na Lei das Eleições
o artigo 41-A e o parágrafo 3º do artigo
73, os quais criminalizam a ação de compra
de votos, seja por doação, oferecimento,
promessa ou entrega ao eleitor de bem ou vantagem de
qualquer natureza.
Lançada originalmente
em 1997 pela Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB), a edição atual da campanha
chega quase um ano antes das eleições
2008, diferentemente das versões anteriores.
Segundo o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, a antecipação
foi o jeito encontrado para que os comitês estaduais
tenham tempo suficiente de promover palestras e distribuir
o material explicativo, de modo que o eleitor compreenda
que favores e benesses em troca de votos é crime,
situação tão comum em periferias
urbanas e municípios do interior. Levantamento
do MCCE mostra que, desde a promulgação
da lei 9840, em 1999, foram 623 políticos cassados,
a maioria formada por prefeitos e vices. Em Pernambuco,
14 políticos tiveram seus mandados suspensos.
"Não é o número ideal, ainda,
mas pelo pouco tempo já mostra como é
importante a ponto de considerarmos quase como uma reforma
política no Brasil", acredita Asfora, da
OAB-PE.
Veículo: JORNAL DO
COMMERCIO
Editoria/Coluna: Cidades
Data: 08.12.2007 |
»
SISTEMA PENITENCIÁRIO
Mutirão vai
retirar 700 do Aníbal
Medida, que será
publicada na segunda, também interdita a unidade
para novos presos e determina prazo de 120 dias para
acabar com os chaveiros
Carlos Eduardo Santos
csantos@jc.com.br
Em pouco mais de uma
semana, um comitê criado para acompanhar o sistema
penitenciário do Estado inicia um mutirão
para a retirada, em 60 dias, de aproximadamente 700
detentos do Presídio Aníbal Bruno, na
Zona Oeste do Recife. Esse será o segundo passo
para a desativação da unidade. O primeiro,
como antecipou o Jornal do Commercio há dez dias,
será a interdição do local para
a entrada de novos presos a partir de segunda-feira.
O grupo de trabalho,
formado por dez advogados indicados pela Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB-PE), outros dez do sistema penitenciário
e 13 da Defensoria Pública, além de 50
estagiários de direito, tem como objetivo traçar
um raio-X dos detentos do presídio. De acordo
com o juiz-titular da 1ª Vara de Execuções
Penais, Adeíldo Nunes, a intenção
é transferir da unidade detentos já condenados,
retirar os que respondem a processos no interior, relocando-os
para cadeias públicas, e conceder progressão
de pena para outros.
“Com isso, iremos
reduzir uma boa parte da população carcerária
do local. No Aníbal Bruno não deviam estar
presos condenados. Acredito que cerca de 300 estão
nessa condição, então, iremos transferi-los
para a Penitenciária Barreto Campelo (em Itamaracá,
no Grande Recife)”, explicou o juiz. As medidas
devem ser publicadas segunda-feira no Diário
Oficial do Estado. O Aníbal Bruno tem capacidade
para 1.448 detentos e hoje abriga mais de 3.700.
Adeíldo Nunes
aproveitou para confirmar que na mesma portaria vai
fixar um prazo de 120 dias para que o governo do Estado
acabe com a figura do chaveiro nas unidades prisionais
pernambucanas. Atualmente, essa função
é atribuída aos próprios detentos.
“O Estado terá
que relocar agentes penitenciários que trabalham
em outros setores, como em gabinetes de deputados. Além
disso, será necessária a contratação
de pelo menos mais 400 agentes.”
No mês passado,
o sistema penitenciário pernambucano passou por
sucessivos problemas. O primeiro foi uma rebelião
no Aníbal Bruno, que durou mais de dois dias
e deixou três presos mortos e outros 43 feridos.
Logo depois, a unidade prisional de Arcoverde, no Sertão,
registrou dois motins em menos de uma semana, e duas
mortes.
No Centro de Triagem
(Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, as câmeras
de segurança flagraram policiais militares ajudando
um detento a fugir pela porta da frente da unidade.
Veículo: JORNAL DO
COMMERCIO
Editoria/Coluna: Economia
Data: 08.12.2007 |
» TRIBUTOS
Nova vitória contra
a taxa de marinha
Depois de a Justiça
garantir um reajuste menor às empresas do setor
imobiliário, é a vez do Ministério
Público pedir uma avaliação das
demarcações das áreas onde é
cobrado o tributo
A união de nove entidades da sociedade civil
contra os abusos das taxas cobradas a título
de terreno de marinha começou a dar resultado.
Liderado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) secção
Pernambuco, o grupo entrou com representação
no Ministério Público Federal para derrubar
os aumentos fixados pelo Patrimônio da União,
que chegam a 1.000% em dois anos. Ontem o MPF ajuizou
ação civil pública contra a União,
com o objetivo de dirimir conflitos sobre a correta
demarcação da linha de preamar média
de 1831 (LPM/1831), compelir a União a continuar
a demarcar novas áreas de enfiteuse pública
(nome jurídico desta prática) e coibir
a cobrança abusiva de taxas de ocupação
e foro relativas a áreas classificadas como terrenos
de marinha.
A ação
civil pública acontece uma semana depois de a
Associação das Empresas do Mercado Imobiliário
(Ademi) conseguir na Justiça o direito de pagar
a taxa nos valores do ano de 2005. A Ademi também
subscreve a representação instaurada no
MPF, ao lado do Sindicato da Indústria da Construção
(Sinduscon), Conselho Regional de Medicina (Cremepe),
Sindicato da Habitação (Secovi), Associação
dos Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal,
Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis),
Associação de Defesa do Consumidor (Adecon)
e o Clube de Engenharia.
“A ação
do Ministério Público representa a força
da sociedade civil organizada na luta contra decisões
autoritárias e abusos e que vale a pena brigar
por mudanças. Como não dá para
lutar contra a instituição do terreno
de marinha, um objeto anacrônico do Brasil Império,
queremos derrubar os reajustes abusivos travestidos
de correção monetária que na prática
representa aumento ilegal da taxa”, salientou
o presidente da OAB Pernambuco, Jayme Asfora.
Na prática, a
ação solicita que os foros sejam corrigidos
pela inflação, que a taxa seja calculada
sobre o valor do terreno e não sobre as benfeitorias
(construções imobiliárias) e que
a ação da Secretaria do Patrimônio
da União (SPU) de declarar novos terrenos de
marinha, ainda hoje, seja cancelada. “Este era
um instrumento de defesa que delimitava a área
em relação aos cursos d’água
para instalação de canhões em caso
de guerra. Hoje vivemos uma realidade completamente
diferente”, observou Asfora.
A ação
do MPF foi ajuizada pelo procurador da República
Antônio Carlos Barreto Campello. Nela, Campello
reforça alguns abusos cometidos pela SPU, como
o fato de a secretaria estar ampliando as áreas
consideradas terreno de marinha. “Ao utilizar
sua propriedade de forma especulativa, a exemplo de
uma grande imobiliária privada, e com o intuito
principal de fazer caixa, foge a União de sua
finalidade constitucional e abusa do seu direito de
propriedade”.
Veículo: Folha de Pernambuco
Editoria/Coluna: Economia
Data: 08.12.2007 |
Chico Farias/Arquivo
Folha
Taxa de marinha pode ser
reduzida
Ministério Público encaminhou à
Justiça ação que atende cinco mil
pessoas
ASFORA, da OAB, considera cobrança indevida
SARAH ELEUTÉRIO
A cobrança da taxa de marinha, em Pernambuco,
poderá ter seu valor reduzido. O Ministério
Público Federal (MPF) ajuizou a ação
civil solicitada pela Ordem dos Advogados do Brasil,
em Pernambuco (OAB-PE) em conjunto com entidades representativas
de classe, sindicatos e associação dos
moradores. A ação seguirá para
o Poder Judiciário Federal, onde será
aguardada a decisão do juiz, que, somente na
Região Metropolitana do Recife, atingirá
mais de cinco mil edificações.
A OAB entrou com a representação
em agosto deste ano, junto com entidades como Cremepe,
Secovi, Ademi, Sidimóveis e associação
dos moradores de bairros como Boa Viagem e Pina. A intenção
é de combater os aumentos aplicados pelo Serviço
de Patrimônio da União (SPU) às
taxas de marinha. "Os incrementos, nos últimos
anos, foram superiores a 1.000%, em alguns casos",
reclamou o presidente do órgão, Jayme
Asfora.
Entre as reivindicações,
a OAB pede, ainda, que a cobrança não
leve em conta as benfeitorias feitas no imóvel,
assim como na área. "Infelizmente, não
podemos abolir a taxa com uma ação, mas
queremos que os reajustes sigam a correção
monetária. Não faz sentido o aumento do
valor sobre as benfeitorias realizadas pelos proprietários,
ou pela valorização do imóvel",
disse Asfora.
As entidades reclamam,
também, a ausência da aplicação
de critérios que possam realmente definir a linha
de preamar média que delimita os terrenos considerados
de marinha. "Há mais de cem anos, essa cobrança
foi criada, como forma de estímulo à fortificação
na costa, para evitar ataques piratas. Hoje, além
de a taxa não mais fazer sentido", criticou
o presidente da OAB-PE.
A ação
foi ajuizada pelo procurador da República Antônio
Carlos Barreto Campello, que pede à Justiça
Federal a realização de perícia
judicial para melhor definir as áreas dos referidos
terrenos.
De acordo com dados
da SPU, em Pernambuco, existem mais de 70 mil contribuintes
de taxa de marinha e, pelas informações
da Associação dos Dirigentes de Empresas
do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE),
pelo menos 60% dos imóveis do Recife precisam
pagar a taxa.
Veículo: Jornal do
Commercio
Editoria/Coluna: Repórter JC
Data: 02.12.2007 |
» POPULAÇÃO
NÃO SE QUEIXA
Presidente da OAB-PE,
Jayme Asfora garante que não tem recebido queixas
da população sobre o abuso das polícias
no combate à criminalidade em Pernambuco.
» Exame
único 1
Presidente nacional da
OAB, Cézar Britto disse no Recife que apenas
Minas Gerais e São Paulo não aderiram
à prova única para testar a capacidade
dos novos advogados.
» Exame
único 2
Cézar Britto contou
que a OAB está disposta a melhorar a formação
dos cursos jurídicos no País. Lembrou
até que as faculdades privadas faturam por ano
R$ 2,1 bilhões.
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