Agosto 2007

Jornal do Commercio
Crescimento imobiliário está travado
Publicado em 31.08.2007

As entidades civis afirmam que a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) parou de aforar os terrenos de ocupação desde o início do governo Lula.

Além de ampliar a abrangência da taxa de marinha para outros locais, utilizando até mesmo aparelhos de GPS, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) parou de aforar os terrenos de ocupação desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, alertam as nove entidades representantes do movimento contra a taxa. Na prática, ao não atender os pedidos de aforamento, a SPU está travando o crescimento imobiliário da cidade, pois os bancos não financiam imóveis que estão em regime de ocupação. “O foreiro detém o domínio útil do terreno, mas o ocupante não tem o domínio de direito e nem o útil. Ou seja, o ocupante só tem o direito de pagar pela ocupação”, explicou o advogado José Ferreira Souza, que trabalhou por 22 anos na SPU e hoje integra o movimento liderado pela OAB. Isso acontece porque a União não quer perder arrecadação, segundo o movimento civil. Quando o terreno ocupado entra no regime de foro, a taxa a ser paga é de 0,06% do valor do imóvel e quando o regime é de ocupação legal, a taxa é de 5%. “A lei permite que as áreas ocupadas sejam aforadas para lançamentos de hipotecas, mas a SPU deixou de aforar para não perder arrecadação”, acusa o consultor jurídico da Ademi, Fernando Cunha.

Segundo a SPU, a taxa deve render R$ 35 milhões para a União este ano, em Pernambuco. O Estado é o terceiro que mais fatura com a cobrança, perde apenas para Rio de Janeiro e São Paulo. No ano passado, os contribuintes locais pagaram R$ 29 milhões. Pernambuco tem cerca de 70 mil contribuintes da taxa de marinha. A maioria, 40 mil, está no Grande Recife. Os moradores da Avenida Boa Viagem são os que pagam mais pela taxa, em torno de R$ 3 mil ao ano.

“Tudo isso onera as transações imobiliárias. Queremos o fim dessa cobrança que não tem mais cabimento. Foi criada em 1831 para defesa da costa contra ataques de navio. Os 33 metros é justamente a medida do alcance dos canhões da época. Hoje, se houver ataque serão usados mísseis”, ironizou o presidente da Ademi, Eduardo Carvalho.

“Muitos dos nossos clientes quando ficam sabendo que o imóvel fica em terreno de marinha desistem do negócio”, reclamou o presidente do Secovi, Luciano Novaes. “Estamos recebendo constantes reclamações. As pessoas não estão conseguindo pagar a taxa por conta dos aumentos”, informou o presidente da Associação de Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal, Vantoir Ferreira.


Jornal do Commercio

TRIBUTAÇÃO
Sociedade se mobiliza contra taxa de marinha
Publicado em 31.08.2007

Mural
Criada em 1831, a taxa de Marinha é cobrada em 60% da área do Recife.
Nos últimos dois anos, ela subiu até 800%. Os contritibuintes estão questionando a sua cobrança. Dê sua opinião.

Grupo formado por 9 entidades civis entrou com representação no Ministério Público Federal para derrubar os aumentos fixados pelo Patrimônio da União, que chegam a 1.000% em dois anos.

Nove entidades civis deram ontem o grito de basta contra a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), que administra e cobra as taxas de marinha, tributo considerado anacrônico e que grande parte dos moradores da Região Metropolitana do Recife é obrigada a pagar. Basta morar a 33 metros do mar ou perto de qualquer curso d’água que sofra influência das marés (rios e canais) para ter a obrigação de pagá-la. O movimento surgiu depois que a SPU passou a reajustar as taxas em até 1.000% nos últimos dois anos. “Trata-se de uma cobrança senil, inadequada e abusiva na essência. Neste primeiro momento queremos derrubar os aumentos praticados e, numa segunda fase, vamos pressionar para mudar a lei que dá sustentação à cobrança, que abala o estado democrático de direito”, disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jayme Asfora.

A primeira ação do grupo foi a de dar entrada com uma representação no Ministério Público Federal. No documento as entidades fazem três pedidos: que os foros sejam corrigidos pela inflação, que a taxa seja calculada sobre o valor do terreno e não sobre as benfeitorias (construções imobiliárias) e que a ação da SPU de declarar novos terrenos de marinha, ainda hoje, seja cancelada (a instituição de terreno de marinha remonta a 1831, época do Brasil colônia).

Além da OAB, subscrevem a representação a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon), Conselho Regional de Medicina (Cremepe), Sindicato da Habitação (Secovi), Associação dos Moradores do Pina, Boa Viagem e Setúbal, Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sindimóveis), Associação de Defesa do Consumidor (Adecon) e o Clube de Engenharia.

O movimento, por enquanto, não pretende derrubar a taxa porque ela é prevista na Constituição Federal e, para isso, é necessário o movimento político. Depois da representação no MPF, o movimento vai pressionar a bancada pernambucana para que seja tomada uma iniciativa no sentido de tirar da gaveta o projeto de lei que tramita no Congresso e que propõe o fim da taxa de marinha.

Apesar de constitucional, a SPU, na avaliação dos integrantes do movimento, vem cometendo diversos abusos. “A lei diz que a correção da taxa deve ser monetária. Mas o Patrimônio da União, antes de aplicar a atualização monetária, reavalia o imóvel e cobra pelas benfeitorias. É um abuso”, disse o consultor jurídico da Ademi, Fernando Cunha.

A advogada Renata Sonoda alerta, ainda, que a SPU está enviando aos síndicos pedido para que eles descrevam o imóvel. Segundo ela, a carta deve ser ignorada, pois a real intenção do órgão é aumentar a taxa de forma irregular.

Novos imóveis estão sendo inclusos na área de abrangência da taxa de marinha. Este fato, segundo o movimento, abala o estado democrático de direito e cria insegurança jurídica. “Isso fere o direito adquirido, pois a pessoa compra um terreno sem a influência da taxa e depois acontece a mudança”, considerou o advogado Gustavo Ventura. A SPU se defende dizendo que seu objetivo com os aumentos de área é corrigir e atualizar os cadastros.


Jornal do Commercio

TJPE congela prazos processuais
Publicado em 23.08.2007

Em função da greve dos servidores do Judiciário, medida do Tribunal de Justiça quer evitar prejuízos para advogados e as partes envolvidas em processos A paralisação dos servidores do Poder Judiciário no Estado levou o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) a determinar, ontem, através de ordem de serviço, a suspensão dos prazos processuais. A medida é retroativa ao dia 16 deste mês, quando teve início a greve, e tem como objetivo evitar prejuízos para advogados e as partes envolvidas em processos judiciais.
A ordem de serviço foi expedida após solicitação da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE), que encaminhou ofício ao TJPE anteontem à tarde. De acordo com o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, a medida é inédita em Pernambuco. Segundo ele, a instituição vinha recebendo diversas reclamações de advogados nos últimos dias.
“Existem algumas varas funcionando parcialmente e outras completamente paradas. Já percebemos que muitos juízes não aceitam o fato de o advogado perder o prazo de alguma ação, por exemplo. Com isso, as varas precisam emitir certidões de que estavam sem funcionar e muitas não fazem isso, trazendo prejuízo para advogados e para as partes envolvidas”, explicou Asfora.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindjud-PE) informou que são cerca de 3,8 mil trabalhadores ativos no Estado e que a adesão da greve é de quase 90%. A última greve da categoria ocorreu em 2002, quando os servidores cruzaram os braços durante 42 dias. Na ocasião, segundo o sindicato, não houve suspensão dos prazos.
“O Tribunal Regional do Trabalho sempre adotou essa medida. Não tinha porque o TJPE não adotar também”, disse Jayme Asfora.
No ofício encaminhado ao TJPE, o presidente da OAB-PE informou que “a paralisação é considerada como um evento de força maior e que, caberia então, a suspensão dos prazos conforme está previsto no Código de Processo Civil.”
O assessor especial da presidência do TJPE, juiz Ruy Patu, afirmou que a ordem de serviço tem validade até o fim da greve. “Acatamos a solicitação da OAB para não trazer prejuízos aos que dependem do serviço da Justiça”, destacou o magistrado.
Patu também afirmou que a medida ainda tem como conseqüência a delimitação da greve. “Com isso ficam registradas as datas de início e fim da paralisação”, explicou o juiz.

CARTÓRIOS
Após a intermediação da Comissão de Cidadania da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), os servidores de cartórios extrajudiciais do Estado conseguiram ser atendidos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Através de uma emenda que será encaminhada pelo tribunal, a categoria poderá integrar o quadro de pessoal do Judiciário. A mudança será incluída no projeto de lei que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores do TJPE, que está em tramitação na Assembléia Legislativa.
A implantação do PCCV é a principal reivindicação dos servidores do Poder Judiciário.


Folha de Pernambuco - Economia
8/20/2007
OAB-PE lança plano de previdência

A Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) lançou o primeiro plano de previdência complementar exclusivo para a categoria, o OABPrev. Os cerca de 25 mil profissionais com registro na entidade poderão aderir ao programa a partir de setembro. O serviço será administrado pela Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo, sob gerência das seguradoras Mongeral e Icatu Hartford.
O pacote básico do plano permite uma contribuição mínima de R$ 50. O recurso acumulado, durante o tempo de contribuição, será resgatado quando o participante atingir a idade acordada, com um prazo mínimo de dez anos de contrato. O plano proporciona eventuais aportes durante o decorrer do investimento. “Se o contribuinte quiser pode aplicar um valor maior que a parcela a qualquer momento”, disse o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco, Henrique Mariano.
Há o serviço facultativo da “contribuição de risco”, espécie de seguro em casos de sinistros. “Se o profissional ficar inválido, ele pode receber o dinheiro de forma antecipada, pelo valor correspondente ao que ele pagou por esse tipo de cobertura. A diferença dos planos fechados para os abertos, como os que são comercializados pelos bancos, é que não há risco de perda, se a instituição falir”, destacou Mariano. “Há expectativa de uma grande adesão, por ser um produto inédito para nossa categoria”, avaliou o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora.


Jornal do Commercio - Coluna Pinga Fogo
» Faltou público para o “Cansei”

A OAB de PE cancelou o “minuto de silêncio” que realizaria ontem em sua sede como parte do Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros “Cansei”. O presidente Jayme Asfora, que havia aderido ao movimento, achou por bem ficar alinhado com a OAB nacional, que se recusou a participar do protesto, optando pelo lançamento de uma campanha contra a corrupção e a impunidade.


Jornal do Commercio - Coluna Pinga Fogo
» UM MINUTO DE SILÊNCIO

Ocorrerá amanhã (às 13h) o minuto de silêncio que o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros “Cansei” fará em todas as capitais para lembrar as vítimas do acidente do avião da TAM. Em PE o movimento é liderado por Jaime Asfora (foto), presidente da OAB-PE, junto com dirigentes do Cremepe, Amepe e Crea.

Repórter JC
» Vara Federal 2

Jaime Asfora (OAB) contesta a constitucionalidade do projeto de lei que cria novas Varas da Justiça Federal. O projeto, diz o presidente, acabou alvo de interesses políticos na Câmara.


Jornal do Commercio - Política

Nepotismo, uma prática que une as bancadas
Publicado em 15.08.2007
Emprego de muitos parentes nos gabinetes dos parlamentares explica a longa demora na tramitação dos projetos antinepotismo enviados à Assembléia de Pernambuco. Ontem, novo relator foi indicado

Jorge Cavalcanti
A prática de nepotismo – emprego de parentes – na Assembléia Legislativa de Pernambuco é um costume apartidário, que vai além do debate entre governo e oposição. Dos 49 deputados estaduais, pelo menos 21 nomearam parentes na atual legislatura – o que representa 42,8% da composição da Casa. Do total, nove parlamentares fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde os projetos antinepotismo do Executivo e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ficaram engavetados durante 172 dias. Esse levantamento inclui deputados de oito dos 15 partidos representados na Assembléia.
A lista dos que empregaram familiares é extensa e abrange desde o presidente, Guilherme Uchoa (PDT), até o suplente Soldado Moisés (PSB). Dos 21 parlamentares, apenas três não seriam atingidos, caso o Legislativo elaborasse uma proposta semelhante à do Executivo e do TCE, que proíbe a nomeação de familiares até terceiro grau para cargos comissionados – preenchidos sem a exigência de concurso público. Primos são considerados parentes de quarto grau, de acordo com o Código Civil brasileiro.
Independentemente de partido ou número de mandatos, os deputados se baseiam em dois argumentos para nomear familiares: a falta de uma lei que proíba o nepotismo e a natureza do cargo comissionado, definido de acordo com a “confiança” do parlamentar no indicado. Cada deputado possui uma verba mensal de R$ 47,3 mil para lotar até 26 assessores no gabinete. Os presidentes das 15 comissões permanentes – com exceção da de Ética – ainda podem empregar mais sete funcionários de livre escolha.
Partido do governador Eduardo Campos, o PSB tem cinco dos sete parlamentares incluídos na lista dos que nomearam familiares. São eles: Carla Lapa, Ceça Ribeiro, Elina Carneiro, Aglaílson Júnior e Soldado Moisés. Já o PSDB – maior bancada da Assembléia – possui quatro dos seus oito membros: Antônio Moraes, Claudiano Martins, Emanuel Bringel e Ricardo Teobaldo.
No PDT, os dois deputados da sigla nomearam os respectivos filhos. A dupla pedetista ocupa postos de destaque na Assembléia. Guilherme Uchoa é o presidente do Legislativo e o segundo homem na sucessão do governador. José Queiroz comanda a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa.
Dos seis parlamentares do DEM, quatro também possuem parentes: Augusto Coutinho, Ciro Coelho, Sebastião Rufino e Maviael Cavalcanti. Completam a lista Lourival Simões, Manoel Ferreira (ambos do PR), Everaldo Cabral, Marcantônio Dourado (ambos do PTB) e Edson Vieira (PSDC).

TRAMITAÇÃO
O líder do governo, Isaltino Nascimento (PT), foi designado ontem relator dos projetos antinepotismo do Executivo e do TCE. O petista garantiu que vai apresentar o relatório na próxima reunião da CCJ, agendada para terça-feira (21). As propostas estavam engavetadas na CCJ há 172 dias sem relatoria, depois que o ex-deputado Romário Dias renunciou ao mandato para integrar o Pleno do TCE.
Os projetos não estavam na pauta, mas João Negromonte (PMDB) pediu ao vice-presidente da comissão, Pedro Eurico (PSDB), para colocar as matérias em distribuição. Estrategicamente, o tucano indicou Isaltino para a relatoria. Caso a tramitação volte a emperrar, o desgaste ficaria com a bancada governista, devido à função do petista. José Queiroz não reassumiu a presidência da CCJ ontem, como era esperado. O deputado ainda se recupera de um coágulo na perna direita.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco, Jayme Asfora, cobrou ontem dos deputados celeridade na tramitação. Por meio de ofício, o dirigente frisou que os deputados podem requerer ao presidente da Assembléia a inclusão de qualquer projeto na ordem do dia, caso a matéria tenha sido apresentada há 45 dias, mas não tenha parecer.
“É uma diretriz da OAB empreender esforços para expurgar dos três Poderes esse vício (nepotismo) que violenta flagrantemente os princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade, legalidade e eficiência”, diz um trecho do ofício.

Jornal do Comercio - Repórter JC
CRITÉRIOS QUESTIONÁVEIS
Jaime Asfora pediu ao Conselho Federal da OAB que entre com Ação Direta de
Inconstitucionalidade contra projeto que cria novas Varas da Justiça Federal. A de Caruaru irá para Ouricuri.

Jornal do Commercio - Artigos
Carta a um jovem advogado
Eduardo Pugliesi e Sílvio Pessoa Júnior
Lemos, no último dia 4, carta de um jovem advogado, que, insatisfeito, explanava a via-crúcis enfrentada pelo bacharel em direito. Queixava-se, sobretudo, das elevadas taxas cobradas pela OAB para o ingresso nos quadros de advogados da instituição.
Lamentando os óbices impostos aos recém-graduados, que muitas vezes não trabalham tão logo obtida a aprovação no malfadado exame, fez o jovem um minucioso cálculo dos custos necessários à inscrição para realização da prova e confecção da carteira de advogado, repudiando, principalmente, as taxas pagas anualmente à Ordem dos Advogados do Brasil.
Espantoso, porém, é este discurso ter sido levantado justo agora, quando a combatida anuidade foi reduzida em 30% já no primeiro dia da atual gestão, conforme prometido na campanha por nosso presidente Jayme Asfora, sendo ainda mais surpreendente não ter o jovem autor mencionado, em nenhum momento, esta conquista da nova administração da OAB-PE.
E, em respeito à dialética que deve inspirar as discussões, é que vimos esclarecer alguns fatos não conhecidos, inclusive pelo jovem advogado, que seriam suficientes a justificar o não cumprimento daquela promessa, não fosse sério e transparente o nosso compromisso com a classe que representamos.
É que, no dia 1° de janeiro do corrente, ao tomarmos posse, não havia sequer dinheiro em caixa para pagar os salários do mês de dezembro, as contas de luz e telefone encontravam-se em atraso, à Casa da Moeda se devia mais R$ 290.000, e ao FGTS e INSS, quase R$ 1.500.000. Não bastasse tudo isso, encontramos, ainda, uma dívida com a Caixa de Assistência aos Advogados de Pernambuco (Caape) de R$ 2.214.451, com o Conselho Federal, de R$ 2.945.729, além de um quadro de pessoal inchado, com 83 empregados.
Não perdemos tempo e, em menos de 100 dias, com rigorosos ajustes administrativos, incluindo aí a indesejada tarefa de demitir quase 20 funcionários, com pagamento de todas as verbas rescisórias devidas, bem como de todo FGTS em atraso, regularizamos o pagamento dos salários.
Ademais, estamos negociando a dívida com o INSS, e pagamos, à vista e com desconto, o débito com a Casa da Moeda – o que permitiu, neste caso, que as carteiras voltassem a ser fornecidas regularmente.
Realizamos, também, com o auxílio da Controladoria do Conselho Federal, um levantamento de todo o passivo da seccional pernambucana da OAB, o que possibilitou, de forma justa e equilibrada, a celebração de um instrumento de composição de toda a dívida com a Caape, existente até 2006, e regularização do recolhimento obrigatório das cotas estatutárias do ano de 2007.
Aqui, estamos demonstrando, só em resumo, o extremo esforço em que se realiza a nossa administração, sendo ilusória a idéia de que dinheiro não nos falta, pois, ao contrário, fazemos o possível para conter as despesas, ao mesmo tempo que damos continuidade aos projetos idealizados.
Nesse sentido, pensando no pedregoso caminho narrado pelo jovem, fortalecemos a Comissão do Jovem Advogado que, ao visitar novos escritórios, irá traçar os principais obstáculos, possibilitando-nos saber quais os primeiros problemas que iremos combater e quais as soluções mais adequadas.
Sabemos ainda que há muito a se fazer e não nos omitiremos, em momento algum, da tarefa que nos foi atribuída. Mas é preciso que sejamos justos e sensatos, enxergando pelos olhos da imparcialidade, para reconhecer as conquistas já realizadas, apesar das imensas dificuldades.
» Eduardo Pugliesi e vice-presidente da OAB-PE. Sílvio Pessoa Júnior é diretor-tesoureiro da OABPE.


Folha de Pernambuco

Governador evita polêmica com Asfora
PAULO MARINHO
ED RUAS
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco (OAB-PE), Jayme Asfora, escutou uma resposta velada do governador Eduardo Campos (PSB) após ter criticado o programa Pacto pela Vida. Ambos foram agraciados na cerimônia de comemoração de 185 anos do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE). Em seu discurso, o socialista enfatizou o apoio e a parceria do Judiciário na elaboração e execução do programa contra a violência.
Questionado se a atitude foi uma resposta a Asfora, Campos esquivou-se. “Não. É fato que o Pacto pela Vida é uma iniciativa positiva e tem dado certo. Um pacto entre os poderes constituídos e os órgãos, como com a sociedade, que deveria registrar, como registrei outras parceiras importantes com o Judiciário”, garantiu.
Jayme Asfora afirmou que participou do Pacto e fez “uma análise da questão da segurança e da violência em nome da OAB”. Segundo ele, foi uma crítica objetiva, institucional. “Não tenho mais o que comentar sobre isso porque acho que o papel da OAB é se posicionar diante das questões do Estado, tanto
elogiando, parabenizando, como também quando achar que merecem críticas,
sempre querendo construir, ajudar”.

TJPE comemora 185 anos com homenagens
Criado em 13 de agosto de 1822, o Tribunal modernizou-se e se adaptou à realidade atual
DALTON TORRES
Foi com o nome de Relação da Vila do Recife que começou a funcionar, em 13
de agosto de 1822, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Inicialmente instalado no Colégio de Jesuítas do Recife, o incipiente Tribunal ocupou outros endereços até chegar ao prédio da Praça da República, que hoje orgulha o povo pernambucano pela imponência da sua arquitetura e, mais que isso, pela credibilidade refletida nas suas ações há 185 anos.
Para comemorar o evento, o presidente do Tribunal, desembargador Fausto Freitas, abriu ontem as portas da casa para representativas personalidades do Estado. Foi enfatizando a transparência nas ações da gestão dele, iniciadas no ano passado, que Freitas comemorou. “Estamos no caminho certo.
O TJPE modernizou-se e se adaptou à nova realidade que vive Pernambuco, sobretudo no combate à violência”, disse Freitas no discurso no qual comentou as importantes atividades que vêm sendo desenvolvidas.
Uma missa solene em Ação de Graças, celebrada às 9h, deu início às comemorações. Às 10h, a foto do ex-presidente do Tribunal, José Antônio Macêdo Malta, passou a compor a galeria da Sala dos Desembargadores. Ainda pela manhã, no Pleno, aconteceu a solenidade de entrega da Medalha Comemorativa dos 185 anos. Na ocasião, desembargadores, autoridades, diretores e assessores do TJPE receberam a comenda. Entre os 137 agraciados, o prefeito de Caruaru, Tony Gel (DEM), o superintendente da Caixa Econômica Federal, Alex Norat, o diretor Comercial da Folha de Pernambuco, Eduardo Moraes, e a colunista social da Folha, Paula Imperiano.
A Medalha do Mérito Judiciário Desembargador Joaquim Nunes Machado, a mais alta comenda do Tribunal, foi concedida à tarde. Entre os agraciados, o governador Eduardo Campos (PSB) e o vice João Lyra Neto (PDT), além do prefeito do Recife, João Paulo (PT), o presidente do TRF/5ª, desembargador federal José Baptista de Almeida Filho, o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Guilherme Uchoa (PDT), o comandante do CMNE, general-de-exército Jarbas Bueno da Costa, o comandante do II Comar, major brigadeiro-do-ar Antônio Guilherme Telles Ribeiro, e o presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, no ato representado pelo advogado Djair Pedrosa. A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, não compareceu devido à hospitalização do pai dela.
Eduardo Campos ressaltou a importância do TJPE como “uma casa que nasce da força do povo pernambucano e que soube levantar a voz pela independência e pela República, ajudando a patrocinar a Justiça para a população do Estado”.
O lançamento de um livro e um selo comemorativo encerrou o evento.


Jornal do Commercio - Política

Câmara vota hoje lei antinepotismo da PCR
Publicado em 13.08.2007

Proposta que impede a contratação de parentes para cargos comissionados na PCR será votado em primeira discussão. Projetos semelhantes do governo do Estado e TCE estão parados na Assembléia

A Câmara Municipal do Recife vota hoje à tarde, em primeira discussão, o projeto de lei antinepotismo de autoria do Executivo, que impede a nomeação de parentes até terceiro grau para cargos comissionados na administração direta e indireta da Prefeitura do Recife. O projeto foi enviado à Câmara no dia 16 de abril, depois que o Executivo estadual e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) encaminharam propostas semelhantes à Assembléia Legislativa. Entretanto, as matérias padecem na gaveta da Comissão de Constituição e Justiça da Casa há 171 dias, sem sequer ter relator definido.
A expectativa do líder do governo na Câmara, Henrique Leite (PT), é de que o projeto seja aprovado sem nenhum empecilho. “Acredito que não haverá impasse, pois foi uma iniciativa do próprio governo”, alegou. Na Câmara, a lei antinepotismo vigora desde dezembro do ano passado – outro motivo para não haver obstáculo
ao projeto do Executivo. A Casa aprovou por unanimidade, em outubro de 2006, um projeto de resolução de autoria da mesa diretora, que proíbe a contratação de familiares até terceiro grau de vereadores e servidores ocupantes de cargos de direção para gabinetes, departamentos do Legislativo municipal e empresas terceirizadas.

ENGAVETADO
Na Assembléia, os projetos antinepotismo do Executivo e do TCE foram enviados à Casa no final de fevereiro, mas ainda não passaram da primeira etapa da tramitação no Legislativo: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Diante da falta de ação da Assembléia, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE), Jayme Asfora, avalia a possibilidade de cobrar do presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT), por meio de ofício, agilidade na tramitação.
Hoje conselheiro do TCE, o ex-deputado Romário Dias – que integrava a CCJ como suplente – foi designado relator das matérias, mas renunciou ao mandato, no final do mês passado, sem apresentar o parecer.
Agora, as propostas estão à espera de um novo relator. Na última terça, a CCJ realizou a primeira sessão após um mês de recesso parlamentar. Na ocasião, foram definidas as relatorias para 18 matérias diferentes.
Porém, as propostas antinepotismo foram ignoradas. O vice-presidente da CCJ, Pedro Eurico (PSDB), alegou que não colocou os dois projetos em discussão porque a pauta foi elaborada previamente pelo presidente do colegiado, José Queiroz (PDT), que está se recuperando de uma cirurgia plástica. O JC tentou contato com Queiroz, mas não conseguiu êxito.
Em reserva, deputados admitem que a Casa tem interesse em adiar a tramitação para não ser o único Poder sem uma lei antinepotismo. Uchoa chegou a anunciar que a Assembléia também elaboraria um projeto.
Entretanto, após a falta de consenso dos deputados, a mesa diretora decidiu esperar uma definição do Congresso Nacional sobre o tema, o que não tem previsão para ocorrer.

Folha de Pernambuco - Política

Livro marca 185 anos do TJ
DALTON TORRES

O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) completa hoje 185 anos. Em meio às comemorações, o presidente do TJ, desembargador Fausto Freitas, lança um livro que registra a história do Tribunal ao longo desses quase dois séculos. A obra, com 132 páginas, tem como mentor o próprio Freitas. O livro viaja pelos primórdios da Justiça brasileira, quando o poder da metrópole colonial era exercido pelos donatários das capitanias.
Na Carta de Doação concedida pela Coroa portuguesa, os donatários eram orientados das obrigações, direitos e deveres que lhes cabiam, incluídos os de natureza judicial. A partir daí, em 1609 instalou-se no Brasil o chamado primeiro Tribunal da Relação, na Bahia, e em 13 de agosto de 1822 foi instalada a Relação da Província de Pernambuco, hoje conhecida como TJPE.
A partir da sua criação, a evolução do TJPE é revelada no livro por meio de um ensaio fotográfico clicado pelas lentes dos fotógrafos do Tribunal Marcos Costa, Luciano Costa, Assis Lima e Leandro Lima, com texto de Nara Lúcia Santana e do jornalista, professor e escritor Fernando Menezes, que também editou o trabalho. Carlos Fernandes assina a coordenação e concepção editorial, ficando com Luiz Arrais a capa e o projeto gráfico.
O primeiro exemplar será entregue à presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, que estará no Recife para o aniversário. O livro será distribuído para bibliotecas públicas e rede de ensino do Estado.

COMENDAS
Ainda dentro das comemorações dos 185 anos do TJPE, às 11h, personalidades serão contempladas com a Medalha e diploma de Honra ao Mérito. Entre os agraciados estão o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB); o vice, João Lyra Neto (PDT); o prefeito do Recife, João Paulo (PT); a ministra Ellen Gracie, o presidente do TRF/5ª; desembargador federal José Baptista de Almeida Filho; o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora; o comandante do CMNE, general de exército Jarbas Bueno da Costa, e o empresário Eduardo Monteiro, presidente do Grupo EQM. Às 16h, magistrados, políticos, militares, empresários e outras personalidades também serão condecorados.

Folha de Pernambuco - Grande Recife
Lei Maria da Penha é tema de curso na sede da OAB Após o primeiro aniversário de sanção da Lei Maria da Penha, comemorado no último dia 7, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), em companhia da Prefeitura da Cidade do Recife, do Governo do Estado, da Escola Superior de Magistratura do Estado (Esmape) e da Faculdade Maurício de Nassau, promove, entre os dias 20 e 25 deste mês, das 14 às 18, no auditório da Esmape, o curso de extensão Direito e Relações de Gênero - Aplicabilidade da Lei Maria da Penha.
O objetivo do curso é discutir a violência contra a mulher, com enfoque nos vários aspectos da aplicação da Lei Maria da Penha. Entre os ministrantes do curso estão o desembargador, Jones Figueiredo e a advogada, Leila Linhares, que participou da elaboração da lei. O curso será dividido em dois módulos. O primeiro, com uma abordagem mais teórica, tratará da discussão acerca da relação de gênero e da questão da mulher na esfera pública e privada. Em seguida, haverá a abordagem propriamente jurídica.
De acordo com a Doutora em Direitos Humanos e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/PE, Renata Rolim, existe a necessidade urgente de se debater os mecanismos criados pela lei para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, diante da situação de violência em que se encontram as pernambucanas. “Iremos reunir diversos órgãos envolvidos na repressão e punição do crime de violência contra a mulher, como o Poder Judiciário, o Ministério Público Estadual, a Polícia Estadual e a Defensoria Pública”, afirmou. A magistrada acrescentou que o governo, apesar dos esforços, tem recursos limitados para capacitar policiais e defensores. Desta maneira, o curso pretende ajudar nesta capacitação.
Pela grande procura, uma nova edição do curso deverá ser realizada no mês de setembro. “O público é bastante diversificado, desde juízes, defensores públicos, estudantes de direito, advogados, psicólogos, assistentes sociais e
integrantes de ONG’s. Por esta razão, e para poder atender toda a demanda, estaremos organizando uma segunda edição ainda este ano”.

Folha de Pernambuco - Programa
Paula Imperiano
Cenário
O PRESIDENTE regional da OAB, Jayme Asfora, faz palestra, quarta-feira, no curso de iniciação à magistratura, da Escola Superior da Magistratura. Fala sobre a relação entre juízes e advogados.

Folha de Pernambuco - Política
Governo estranha declarações de Asfora Presidente da OAB questiona andamento do Pacto pela Vida Natália Kozmhinsky.

Blog da Folha
Principal mediador da maior crise entre os médicos e o Governo Eduardo Campos (PSB), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco (OAB-PE), Jayme Asfora, fez críticas a um dos projetos que é a menina dos olhos dos socialistas: o Pacto pela Vida. Em entrevista exclusiva ao Blog da Folha (www.blogdafolha.com.br), publicada no último final de semana, Jayme diz que o projeto “não tem prioridade”. “Eu acho que é um governo que tem procurado acertar, mas que tem que se preocupar mais com a questão da violência. Acho que ela não pode se resumir ao Pacto pela Vida. É preciso que ele vire um programa de ações exeqüíveis porque tem muitas metas a serem cumpridas em muito pouco tempo. É necessário priorizar. Um governo de quatro anos é um governo curto para cumprir esse desafio e se esse desafio não for vencido, nada mais vai para frente”, disparou. As declarações do presidente da Ordem causaram surpresa aos integrantes do Palácio.
Em resposta, o Governo afirmou que tais observações nem parecem manifestação de alguém que representa uma instituição apartidária. “De fato, aparenta ser uma avaliação de quem tem um lado nas questões políticas estaduais”, afirmava a resposta do Palácio. Ainda se questionou o fato de Asfora ter participado de várias etapas do Pacto pela Vida, inclusive de sua apresentação, e só agora ter externado essa opinião.
Na entrevista, Jayme, que foi presidente da Agência Reguladora de Pernambuco (ARPE) na gestão Jarbas Vasconcelos (PMDB), nega que a sua ligação com o governo anterior tenha algum tipo de interferência no seu papel - inclusive com o desempenhado durante a crise da Saúde. “Minhas posições pessoais, partidárias não interessam enquanto presidente da OAB e eu separo muito bem isso. O governador Eduardo Campos sabe muito bem que participei do governo Jarbas, todo mundo sabe”, disse.

CANSEI
Mesmo participando formalmente do movimento Cansei, criado pela OAB-SP, Jayme Asfora disse que o grupo errou ao pregar o “Fora Lula”. “O movimento se perdeu um pouco porque alguns de seus integrantes pregaram o Fora Lula. O que eu acho é que o movimento deveria ser mais amplo, inclusive, com postura de condenar algumas ações contra o Governo Federal, mas não pregar um Fora Lula nesse momento, de maneira antidemocrática”, avaliou.

Diário de Pernambuco - Diário Político
Ciúmes Já tem deputados com ciúmes do espaço conseguido pelo presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, que nem sinalizou se será candidato à Assembléia Legislativa em 2010. Asfora atuou como mediador no impasse dos médicos com o estado e foi elogiado.


Jornal do Commercio - Economia

OAB lança seu plano de previdência
Publicado em 10.08.2007

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco (OAB-PE), lançou ontem um plano de previdência complementar para a categoria, chamado de OABPrev e que será agregado ao sistema de aposentadoria da OAB de São Paulo. A gestão do fundo de pensão será feita pela Mongeral Seguros e Previdência e a Icatu Hartford. A OAB-PE tem hoje cerca de 25 mil inscritos, que podem aderir ao plano.
O plano oferece três tipos de investimento: a contribuição básica, que é a aposentadoria programada, na qual o valor mínimo mensal é de R$ 50 e o prazo mínimo para o contribuinte começar a receber o benefício é de 10 anos. A contribuição eventual tem caráter facultativo e pode ser realizada a qualquer momento, sendo o valor investido agregado à modalidade básica.
A terceira opção é a contribuição de risco, que também é facultativa e garante aposentadoria ou pensão em caso de morte ou invalidez.
No caso de invalidez, o participante receberá pensão vitalícia ou por tempo determinado, de acordo com o seu plano. Em caso de morte, os beneficiários indicados pelo contribuinte ou seus herdeiros vão receber pensão vitalícia. Na contribuição de risco não há valor mínimo e a pensão é determinada de acordo com o valor investido. Em caso de desistência, o investimento é devolvido integralmente, obedecendo a um tempo mínimo de 24 meses de adesão.
A adesão ao plano de previdência da OAB de São Paulo, que foi criado há dois anos e já tem 7 mil participantes, foi feita para eliminar custos operacionais. Uma das regras do fundo prevê a separação do patrimônio. Com isso, se uma das empresas gestoras falir, os participantes não são atingidos.
Na avaliação do presidente da Ordem, Jayme Asfora, a expectativa de adesão ao novo plano de previdência complementar é positiva. “O OABPrev é um produto sólido. Vamos oferecer aos profissionais uma nova opção em previdência. Com isso, esperamos uma grande adesão aqui em Pernambuco”, conclui.

Jornal do Commercio - Coluna Pinga Fogo de Inaldo Sampaio

» Pela inserção no processo decisório
A OAB abriu um debate em nível nacional sobre a formação de listas tríplices para o preenchimento das vagas de advogado nos Tribunais Regionais Eleitorais. Segundo Jayme Asfora, presidente da OAB-PE, não se justifica que a entidade seja mantida à margem dessa discussão, tal como ora ocorre em Pernambuco em relação às vagas dos advogados Gustavo Paes e João Campos.

Jornal do Commercio - JC nas Ruas de Cláudia Parente

»Faculdade está completando 180 anos
A OAB lança hoje a campanha O direito passa por aqui. Quer levantar recursos para conclusão da reforma da Faculdade de Direito do Recife.

Jornal do Commercio - Alex

Ágape, Justiça e cursos
Publicado em 10.08.2007

O Caxangá Ágape continua firme como entidade, forte e prestigiado mas ampliando suas reuniões. E não se trata de uma associação que tenha estatutos impressos e definidos, nem exige pagamento de mensalidade para ser agapeano. O que importa são os laços de amizade, a alegria da convivência, os encontros semanais para um almoço onde todos apertam as mãos dos companheiros, contam as novidades, prestam homenagens e mostram que o homem não nasceu para ser um personagem solitário. Freqüentei muito o Ágape durante mais de 20 anos.
Os encontros eram no Caxangá Golf Club. Depois veio o aumento da coluna e também os compromissos, afinal o tempo não deixa de passar. Mas quarta-feira fui ao almoço do Caxangá Ágape, no Boi Preto, dedicado ao Dia da Criação dos Cursos Jurídicos, e senti renascer em mim a antiga alegria agapeana. Naquele encontro foram homenageados figuras muito queridas como o desembargador Silvio Beltrão que é muito estimado e querido, o presidente da OAB, Jaime Asfora, que eu sei que existe desde o dia em que nasceu porque sempre fui grande amigo dos seus pais e mais o jurista Márcio Alves de Souza, além dos advogados Urbano Vitalino Neto e Joaquim Correia. Muita gente do mundo jurídico, a partir do presidente do TJPE, Fausto Freitas.
Reencontrei amigos de longa data e foi algo realmente gratificante porque tudo era tão alegre e fraterno que valeu mesmo.

Diário de Pernambuco - Economia
FUNDO DE PENSÃO - OAB lança plano de previdência

Os advogados pernambucanos já podem aderir a um plano de previdência complementar. Ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Pernambuco (OAB-PE) lançou o OABPrev, um fundo de pensão multipatrocinado, cujos fundadores são a OAB-SP e a Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo. Os gestores do plano são as empresas Icatu Hartford e a Mongeral Seguros de Previdência.
Podem participar da previdência privada todos os advogados associados à OAB-PE, até mesmo os inadimplentes. A mensalidade mínima é de R$ 50 e não tem idade limitada para ingressar no plano.
O presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, explicou que a adesão ao plano da OAB-SP se deve à boa estruturação e à solidez das empresas gestoras. A Icatu ficará responsável pela gestão dos ativos e a Mongeral fará a administração do plano. "Vamos oferecer um plano sólido em condições atrativas para os advogados pernambucanos. Trata-se de um produto bom e bem estruturado", ressalta. O potencial de adesão ao plano é de cerca de 25 mil advogados que atuam emPernambuco.
De acordo com Asfora, a preocupação da OAB-PE em ofertar uma previdência complementar aos seus associados é uma forma de criar uma rede de proteção para aqueles profissionais autônomos. Além de trabalhar sem vínculo empregatício, esses advogados não contribuem para o regime geral de previdência. Por ano entram no mercado cerca de 1.000 advogados, sendo que até julho foram registrados 809.
Henrique Mariano, presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (CAAPE), destaca que o diferencial do plano de previdência complementar dos advogados é a possibilidade de optar pela contribuição de risco, além da contribuição básica mensal. Ao contratar o risco, o participante receberá o benefício no caso de invalidez e os seus dependentes terão direito a pensão por morte do titular. Mariano esclarece que o OABPrev é uma entidade fechada de previdência complementar, destinada aos advogados inscritos na OAB-PE.

Diário de Pernambuco - Vida Urbana
DESTAQUE - OAB homenageia treze advogados

Treze advogados foram agraciados, ontem à noite, com a medalha Joaquim Amazonas, conferida pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de Pernambuco (OAB-PE). A solenidade foi um dos destaques da Semana do Advogado, que destaca a criação dos cursos jurídicos no Brasil, no dia 11 de agosto de 1827. "Estou totalmente realizado", comemorou um dos agraciados, o advogado Jairo Cavalcanti de Aquino, 78 anos. "São 52 anos de trabalho, fui promotor, juiz, mas fiz opção pela carreira como advogado; não tenho nenhum processo, nem pessoal, nem no escritório", frisou, acompanhado da esposa Clóris Aquino, pouco depois de receber sua medalha da secretária-geral adjunta da OAB-PE, Carine Alexandre Delgado.
Formado pela Faculdade de Direito do Recife, Jairo Aquino foi promotor adjunto da comarca de Ipojuca, depois nomeado juiz suplente trabalhista pelo presidente Castelo Branco, em 1967. Também foi agraciado com a Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira e com o título de Cidadão Pernambucano. Atuou como advogado para o Diario de Pernambuco, Rádio Clube de Pernambuco, CIA Pernambucana de Borracha Sintética, Petroflex, Tinta Coral e Souza Cruz. "É muito importante conceder essas medalhas, homenageando profissionais que são patrimônio da OAB-PE", registrou o presidente da seccional, Jayme Jemil Asfora Filho.

Diário de Pernambuco - Diário Econômico com Aldo Paes Barreto

Advogados
O plano de previdência complementar para os advogados, anunciado pela OAB-PE, pode servir para outras categorias. Entre as modalidades oferecidas, está a que prevê pensão vitalícia em caso de invalidez ou morte. A gerência financeira do Fundo ficará com a Mongeral e o Icatu Hartford.

Diário de Pernambuco - João Alberto

O presidente da OAB, Jayme Asfora, recebe, hoje, a Medalha de Mérito da Escola Superior da Magistratura de Pernambuco, que será entregue na comemoração dos 20 anos da Escola, hoje, na Arcádia Boa Viagem.


Folha de Pernambuco
Cursos Jurídicos são homenageados

O Dia Nacional da criação dos Cursos Jurídicos no Brasil foi comemorado, ontem, no Recife, por iniciativa do Caxangá Ágape. Foi em 11 de agosto de 1827, após aprovação para a assembléia geral do Parlamento, que D.Pedro I sancionou a Carta de Lei que permitiu prevalecer a idéia da criação de dois cursos juridícos, inicialmente, em Olinda e em São Paulo. Com a medida, o Imperador realizou o projeto de trazer para cá uma melhor formação para os brasileiros, que, na época, tinham que se deslocar para Coimbra, em Portugal. Representando a atual realidade jurídica do Estado, foram homenageados o presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, o desembargador Sílvio Beltrão (do TJPE), o jurista Márcio Alves de Souza e o advogado Urbano Vitalino Neto. A saudação para a data foi proferida pelo advogado e ex-presidente do Caxangá Ágape, Joaquim Correia de Carvalho. “Transfiro esta homenagem a todos os advogados de Pernambuco. A OAB transcende a mim, e vamos continuar lutando pelos direitos deles, para que tenham melhores condições de trabalho”, disse Asfora. “Esta data deve ser comemorada todos os anos, porque é muito importante e deve permanecer viva no calendário jurídico no Estado”, comentou o presidente do TJPE, desembargador Fausto Freitas. “O Caxangá Ágape homenageia aqueles que dão força ao direito: advogados, magistrados, juristas e demais operadores”, disse Sílvio Beltrão. Urbano Vitalino Neto atribuiu a homenagem recebida ao pai dele, o advogado Urbano Vitalino.

OAB condena foro privilegiado
MARILEIDE ALVES

O presidente da OAB-PE, Jayme Asfora, externou ontem a indignação dos advogados com relação à onda de escândalos que assolam o Congresso Nacional e outras instituições públicas e seus gestores. Em seu discurso, durante a posse do desembargador, Manoel Erhardt, no Tribunal Regional Federal, Asfora disse que a sociedade “cansou” de tanta corrupção. Segundo ele “é preciso mostrar indignação”. “É é isso que a OAB está fazendo, condenando o foro privilegiado, o nepotismo e a falta de critérios objetivos, de transparência para nomeações, para definição, escolha e implantação de Varas”, disse. Asfora espera que a Corte contribua nesse processo. “Nessa instância do TRF via de regra o processo corre mais ágil. É o braço direito do Poder Judiciário. Mais avançado, mais democrático e mais transparente. Mas é preciso que seja mais transparente ainda”, afirmou. Questionado sobre a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), Jayme acredita que o peemedebista será cassado. “A OAB já defendeu isso (a saída de Renan). Ele (Renan) está confundido as posições de julgador e réu.”, analisou.

Reajuste salarial é aprovado na Assembléia Legislativa
ROBSON ANDRÉ

O projeto de lei que prevê o reajuste dos vencimentos dos médicos plantonistas e diaristas do Estado foi aprovado em segunda discussão ontem à tarde, pelos deputados estaduais que compareceram ao plenário da Assembléia Legislativa (Alepe). A decisão foi publicada no Diario Oficial e será sancionada pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos. Com isso, um médico plantonista no início de carreira em Pernambuco passará a receber R$ 2.900, enquanto um médico diarista terá um rendimento inicial de R$ 1.900.
O substitutivo ao projeto de lei que reajusta o salário da classe médica foi fruto de uma contraproposta apresentada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (seccional-PE), Jayme Asfora, durante a assembléia dos médicos realizada na última terça-feira. A maioria da categoria decidiu aceitar o reajuste salarial que ficou em torno dos 35%. Ficou acertado que será implementado o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a partir do mês de outubro deste ano.
Pela manhã, o projeto de lei incluindo o substitutivo relativo ao reajuste salarial dos médicos do Estado foi aprovado por unanimidade pelos 44 deputados que participaram da sessão extraordinária. O projeto também foi referendado pelas comissões de Constituição e Legislação, Justiça, Administrativa e Finanças da Assembléia Legislativa.
Advogado - Dentro das comemorações da Semana do Advogado, que inclui palestras e lançamentos de livros, a OAB-PE realiza, hoje, às 8h30, uma Missa em Ação de Graças, que acontece na Capela dos Aflitos, na avenida Rosa e Silva.

Diário de Pernambuco
Cacife

Para realizar o curso de extensão Direito e Relações de Gênero - Aplicabilidade da Lei Maria da Penha, que será ministrado a integrantes das polícias do estado no período de 20 a 25, a Secretaria da Mulher e a Escola Superior de Advocacia da OAB-PE chamaram a advogada carioca Leila Linhares. A moça tem cacife: participou da elaboração da lei.

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