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Veículo: Folha de Pernambuco Editoria/Coluna: Política Data: 28.01.2010 Motivados pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solo pernambucano, diferentes grupos marcaram presença na inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista para protestar contra posições específicas do Governo Federal. Vestidos de preto, cerca de 30 servidores da Fundação Nacional do Índio do Estado (Funai-PE) levaram faixas e apitos para criticar o fechamento da unidade da instituição em Pernambuco, imposto após a assinatura do decreto nº 7056, de dezembro do ano passado. E dois representantes das tribos Xucurús e Funiôs anunciaram represálias com a manutenção do fechamento da instituição.
“Se a Funai continuar fechada, vamos derrubar todas as torres de energias que estão sendo colocadas em terras indígenas do Estado. E subestações de energia também”, ameaçou Jucélio Leite, da tribo Xucurú de Pesqueira, para depois explicar sua postura. “A gente veio fortalecer o pedido que já foi feito em Brasília e que foi negado sem consulta à legislação do País”, concluiu.
A Medida Provisória (MP) 478/09 que trasferiu para a Caixa Econômica Federal as apólices de seguro habitacional dos imóveis (no formato prédio caixão) financiados por outras instituições bancárias também foram alvo de prótesto durante a inauguração da UPA de Paulista. Vários mutuários queriam demonstrar sua insatisfação com a mudança ao presidente Lula na tentativa de reverter o quadro atual. A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pernambuco (OAB-PE), já questionou a MP em questão, enfatizando os prejuízos aos mutuários que estão ocorrendo após a modificação.
Ainda na sequência de protestos ocorridos nos arredores da UPA de Paulista, um grupo de enfermeiras solicitaram a aprovação de um Projeto de Lei (PL), em tramitação no Congresso Nacional, que fixa a carga horária da categoria em 30 horas semanais. “Somos a única categoria da área da saúde que ainda não possui sua carga horária fixada. Já existe um projeto no Congresso e estamos solicitando que ele seja aprovado e sancionado pelo presidente Lula”, defendeu a diretora do Sindicato de Enfermagem de Pernambuco, Vera Leite.
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